30 de nov de 2007

MAQUIMANÉ, BANDÊRINGLEZA, QUINADA!


... A UNION JACK, NOS PASSEIOS DA PRAÇA CENTRAL ?

Voltou à baila na sempre e justificavelmente orgulhosíssima Pequena
Londres
a tal circunscrição da Union Jack, a portentosa bandeira
tripartite do Reino Unido, aquele mesmo que, nos estertôres do séc.
XIX gabava-se de ´ter o sol jamais se pondo sobre as terras de seu
vasto império´, quem diria, reproduzida no design dos passeios da
Praça Cívica, defronte á uma indefectível filial das indefectíveis Casas
Pernambucanas ( se elas se chamassem... Pern & Amb Buchannan´s House...
venderiam mais ?
) e bem ao lado da horrorosa, bizonha e vergonhosa
catedral católica, erigida em Tenda-de-Acampamento-Country
Style
(que o londrinense pronuncía ´´côntri´´) by Bunge, Aventis+Klepper Weber
Joint Ventures ou seja, um amplo Silo Graneleiro em duas águas mal
travestido de edificação supostamente... consagrada aos céus, isto,
após demolirem a elegante arquitetura Néo-Gótica anterior, sobrinha
dileta da Catedral da Sé, quem lá esteve sob suas naves, manja... e
nem tem que ser um pedante religioso prá se perceber a qualidade
metafísica daquela edificação (a da Sé, por favor, não a de Londrina).

Esse tema é treta velha: O professor de Arquitetura na UEL e Doutor
( doutor-doutor meeesmo, não esses médicos, advogados e engenheiros de quinta
categoria, de saltos-altos e se autoproclamando dotôres sempre que possível, dire-
tamente proporcionais à cultura da platéia
) em Urbanismo Humberto Tetsuya
Yamaki da UEL já havia alertado, principalmente à imprensa, dos
equívocos dessa analogia lá se vão anos, lembrando-nos que a prática
nunca foi inglêsa, muito menos uma homenagem da filha de Londres
em se tratando dos designs das Praças, dos Arruamentos & Afins.

De fato, se reservarmos um quadrilátero em qualquer área central e
se chamarmos alí de ´praça´, abandonando-a à própria sorte ( nada
que nossas prefeituras não tem feito tão bem...), seus usuários irão
trilhar caminhos que em tudo lembraria a tal bandeira, com o um ´´+´´
sobreposto á um ´´x´´, só faltando os tons em vermelho-branco-azul,
na verdade, a conjunção empilhada de três signos ancestrais, numa
verdadeira Salada-Russa Semiótica do Design Gráfico,
esmagando
à fórceps num único monograma a 1.) Cruz de São Jorge da ´matriz´
Brittish; 2.) Cruz de Santo André da ´´filial´´ escocêsa e 3.) Cruz de
São Patrício dos ´´anexados´´ irlandeses, lá se vão + de 1400 anos.

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Esses signos em formato de cruz nunca foram dos Evangélicos, dos
Católicos ou Símbolos da Morte ou Religações com os Céus (ou dos
HeadBangers e desavisados comedores de morcêgos, se exibidos
de ponta-cabeça ): São tão somente muuuuuuuuito antigos, sofrendo
ressignificações dados os contextos, tendo origens tanto na marcação
de um lugar ( Mapas do Tesouro, por ex. ) no Cruzamento das Rotas
Comerciais e de Trilhas conhecidas (gênese de centenas de cidades).

Não dá prá menosprezar nossos ancestrais e, SIM, desde que um de
nós percebeu-se no que hoje damos o nome de ´´criativos´´, ´´artistas´´
e quetais, os fodões do Mundo Gráfico já se manifestavam e nenhum
deles precisou esperar eclosão da Revolução Industrial, vide registros.

ORAS ! O cara que desenhou aquele bisão MAGNÍFICO em Lascaux,
cavernas situadas no sudoeste da França ? ...ELE ERA O CARA !!!!



Alguns autores acadêmicos ainda dão a entender que, em alguns dos
cantos obscuros das cavernas eram locais tidos ´´mágicos´´, onde a
escolha de um protuberância tridimensional para acomodar um Bisão,
com a cabeça desenhada exatamente numa rocha que lembrava o tal,
e mais a bruxuleante luz d´uma fogueira de carvalho, trazia tal animal
à vida, então, era um culto mágico, para os caras caçarem mais, etc.

EU NUNCA LÍ TAMANHA PÔRNO-BOBAGEM NA MINHA VIDA !
......................


Não chegamos à Lua rezando. Eletricidade não foi obtida por Monges.
A água Encanada não é produto de Freiras. O meu Notebook não foi
anunciado via Papa Clemêncio (quem?). Mohhammed não me avisou
do World Trade Center, como, aliás, me avisa de um Céu Exuberante
junto ao Altíssimo ( quão altíssimo? 200 andares ? 8.800m ? ) e, SIM,
à minha espera, com Virgens & Mel & Águas Frescas & Fontes Mil...

ORAS, se Mohammed ( a paz do altíssimo esteja com ele...) tivesse
nascido numa exuberante Amazônia, e não tivesse encarado muitos
e poderosos empresários de seu tempo, num cenário miseravelmente
árido, não teria sonhado com nada do que sonhou, sem a tal idolatría,
que o digam a nossa SUDENE, tetas nacionais da Indústria da Sêca...

O fujão não escreveria nada daquilo, pois se tem um lugar identico ao
céu da fé, fica lá na Calha Norte, com Virgens ( à garimpar... ), Méis
dos mais doces ( móle-móle ) e muita, MUITA água..., todos os três
itens, prometidos aos fiéis com bombas no peito, em periclitante falta
nos Desertos que eles mesmos criaram devorando madeiramento em
Barcos/Armas/Muralhas/Tronos/Casas/Templos/Bigas/Estátuas/Portas.

(Aliás, dá uma vontade de enxergar um Rio Amazonas no meio do Sahara, quando é
avistado bem de cima pelo Google Earth, que não é dificil imaginar-se algo insano
).

Joseph Smith nunca profetizou minha Leica M3 com 4Mp, talvez por
que estava ocupado com outras coisas mais importantes do que
minha Leica M3 com 4Mp. Mas ele nunca saberia de como minha
Leica M3 com 4Mp me é muito mais importante, do que o antes, o
imediato e o depois, sim, o HOJE. JÁ. AGORA. E também meu
AMANHÃ CEDINHO. E SÁBADO QUE VEM. E O DO-MIN-GO!

Pois o cara que acomodou o Bisão 3-D na rocha protuberante era,
ALÔ-ÔW? RÍLSTON? Era o LucasFilm do pedaço, tenha a Santa
Paciência, BatMan! Mania universal recente e rediviva essa, a de
menosprezar, diminuir, coisificar, descartar, desconsiderar assim,
o sujeito que eu mais admiro nesse mundo todo: Nós mesmos !

Está bem, alguém tinha que ir caçar, legal! Mas a-l-g-u-é-m, PQP!
desenhava.
E o fazia muito bem! Era o especialista ou, ao menos,
um cara de talento. Se contarmos o número de primatas bípedes,
nós, os Macacos mais Bonitões, Safos e Jabakwaras do pedaço
daqueles tempos bicudos, puxa vida! Vamos ver que nós eramos
mesmo os caras. Não tinhamos medo de nada. Por isso é que nós
prosperamos. Foi para/por causa disso, que descemos das árvores.

Claro que hoje em dia..., alguns desses Macacos Bonitões ainda
deseperdiçam suas existencias com as suas bundas acomodadas
numa poltrona em frente à TV, mesmo com uns R$200 mil no banco.
( CONHEÇO UM CARA ASSIM! ). Mas esses macacos ranhetas e
covardões também ficavam nas árvores, daqueles mesmo tempos.

TEMOS QUE ENTENDER, QUE NÓS NÃO SOMOS IGUAIS !

NUNCA ficaremos iguais e erram aqueles que tentam, tentaram e
tentarão o equalizar as nossas muitas diferenças (
Ainda bem! ),
vide
Pol Pot, Hitler, Lula, Castro, Bush I e II, Stalin, Evo, Tchávez....

Todos eles ( en passant... ), estranha e coincidentemente populares.

Voltando à bandeira inglesa na praça central de Londrina, t
al analogia
é forçada e serve bem mais à uma latente necessidade da Natureza
Humana ( vide as Religiões, os Cultos e as Seitas, contando-se na
casa das mais de 10.000 em todo o vasto planetinha
), de queremos
´conhecer os nossos pais´, interessante mecanismo sutil e latente que
foi brilhantemente codificado e apresentado ao mundo pelo austríaco
Sigmund Freud: Nós queremos des - esperadamente, ser alguém!

Ou pertencer à algo: Seja uma nação, um time, um bairro, um hobby,
um estado, uma região, uma religião, uma não-religião, uma língua,
um time, um condominio, rotary, um time, um sexo, comunidade no
orcute, praia, butéco e por aí e assim caminha nossa Humanidade...

: : : :

Quando queremos nos reportar à algo, normalmente, recorremos à
uma alegoria mais conhecida ou mais familiar, sempre no intuito de
ampliarmos nossa comunicação e, sendo possível, torná-la um pouco
mais eficiente, onde damos o nome deste mecanismo corriqueiro de
analogia. Analogia, lá nos dicionários, é ´´ o ponto de semelhança
entre coisas diferentes
´´. De analogías tacanhas, nosso país é tetra.

Basta recorrermos ao cargo máximo na política nacional republicana,
para aturarmos aquele que se gaba
de nunca ter sido lá muito afeito
aos livros e
aos bancos escolares, às referências ao ex-nobre football,
despoupando com uma cada vez mais impressionante frequencia e
rotatividade de taxímetro adulterado, nossas já combalidas paciências.

: : : :

A Arquitetura e o Design, não raro, sempre se valeram de analogias,
nossas casas são as árvores ressignificadas ( as cavernas j-a-m-a-i-s
corresponderam à 0,000001% dos abrigos possíveis, mas como ficaram intactas,
temos a nítida impressão que TODOS moramos nelas, no passado
), a escrita
são desenhos sofisticados de ícones da natureza ou das realidades sócio-culturais-econonômicas-psicológicas ancestrais, o carro é o
cavalo,
o supermercado a pradaria, o espaço longínquo, com suas
estrelas faiscantes, o sonho, mesmo que contemplemos o passado
delas, a luz nem mais existindo, apenas uma fotografia, desbotando...

Porém, com tanta história recente carecendo de muito resgate e de
maior apuração (inclusive nos ligando à insuspeita e discretíssima
Birigui no interior paulista, como um dos vetores iniciais de nossas
colonizações
), equiparar o desenho dos passeios da aludida praça
central de Londrina à bandeira inglêsa soa por demais juvenil, para
não afirmarmos desinformado, quase um deslumbramento caipira.

Ou talvez apenas necessidade
pura e simples de emoções baratas.

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