16 de dez de 2012

Voce já foi à Brasilia? ENTÃO, VÁ!

Tomando emprestado o convite de Dorival Caymmy e substituindo Bahia por Brasilia, nossa Capital Federal, é a um só tempo emblema e vontade e desejo. 

Emblema, por que com o seu urbanismo de esplanada, no lúcido projeto de Lúcio Costa, mostrou ao mundo todo de como uma nação jovem arrumaria os seus passos, dalí em diante. 


Vontade, por que, no meio do nada e longe de tudo até então conhecido, erigimos um cenário estupefasciente, incrustrado no coração do Cerrado, algo somente possivel em países jovens ou até mesmo quem sabe, à caminho do ajuizamento. 


Visitar Brasilia, é algo impossível de se descrever em palavras modestas. 


A escala é pretensamente absurda, impressionante, aeroportuária, afeita à Dirígiveis Alemães e Seres Gigantescos. 


Nós, os Humanos para quem essa Maravilha do Mundo Mmoderno foi erigida, tornamos-nos meros elétrons em trãnsito, indo de "A" à "B", da forma mais rápida e linear possivel, extamente como num Sistema Circulatório. 


Temos que trocar a régua do metro, pela barra do quilometro. As quadras e as quatro esquinas daquelas decorrentes, nas quais todos nos fomos moldados, inexistem e cedo, ainda pelas manhazinhas secas, temos de educar nossa visão, tamanha é a invasão do céu, dentro de nossas cabeças, sempre presente e massivo e límpido, não importa por qual das Asas, a Norte ou a Sul,  estejamos pousados...

Para povoar o imenso vazio, Oscar Niemeyer, diletante do arquiteto franco-suíço Jeanneret (dito "Le Corbusier"), era o homem da vez.   JK, o presidente mineiro (que dá nome em uma de nossas avenidas cá na "Filha de Londres"), encontrou no desenhista de sonhos a sua maquina operacional particular, para o ambicioso plano de mudança pública.


Entretanto, passados bons 52 anos da experiencia urbanistica, algumas questões começam a ficar, digamos assim, interessantes de se discutir.  Primeiramente, é indiscutível que a Arquitetura é, foi e será a única configuração humana possível, onde reunimos todo um saber, recursos abundantes (em especial, o financeiro) técnicas consgaradas via experimentação, somados à um um espírito de seu tempo, para marcarmos nossas presenças em um mundo o qual, no ciclo de vida humana, se tornará, mais dia, menosdia, imaterial, como ocorre, aliás, para todos nós. 

Assim, é ela quem atendeu aos anseios de poder e recursos da mais espetacular das civilizações, o Egito dos Faraós, para ficar num único exemplo histórico, entre dezenas de outros, o mais recente, e com o mesmo viés atávico, o ex-porto anônimo de comerciantes de pérolas, Dubai. 


Falando em exemplos e fazendo aqui com o leitor um teste simples, se eu citar três capitais tais como:


PARIS,
LONDRES

NOVA IORQUE

... não raro, logo vem à mente da esmagadora maioria

a Torre Eiffel (projeto do arquiteto Sauvestre), 

o Edifíco do Parlamento (projeto do arquiteto Barry


e, muito provavelmente, lembraremos de Arranhas-Céus, com centenas de arquitetos como autores delas. 


E o Brasil? Qual é mesmo a nossa cara ? 



Dificil dizer, pois nos vêem, muito mais do que nós nos vemos. 



Em termos de escala, o escritório do arquiteto brasileiro Oscar Niemeyer, contabiliza mais de 5OO projetos. Só para termos uma idéia de comparação, o escritório do consagrado arquiteto londrino Norman Foster, mal passa da metade da cifra. Um aspecto importante, entretanto, ninguém poderá se furtar: Oscar Niemeyer representou um Brasil mundo afora, qual um embaixador credenciado, onde nem mesmo governos inteiros, por meio século de oportunidades desperdiçadas, conseguiram laborar, no sentido de uma "imagem" para o nosso Brasil. 



Só prá constar, até o café, para países como os Estados Unidos, o bom mesmo é o da Colômbia, e qualquer bom bebedor sabe que por lá, o marketing funciona melhor, como funcionou para nosso latino vizinho de fronteira e aqui ficamos na borra, até nisso... 



Assim, o que exatamente esta arquitetura do nosso Grande Mestre representa? Quando nos bancos da escola, o carioca mal é mencionado, alías, Lucio Costa, o urbanista, é bem mais estudado. Entre não poucos mestres que tive, ele é tido por "arquiteto chapa-branca", alguns autores o consideram um escultor fabuloso, e outros, simples assim, ignoram solenemente suas obras.  


O fato, é que Niemeyer não concebeu "a" arquitetura, e sim, uma, entre tantas infinitas possibilidades materializadas do pensamento, quando juntamos água, areia, pedra, ferro, cimento e vidro e idéias. 
 
Para alguns dos meus clientes da arquitetura (não atuo exclusivamente no ofício, diga-se), costumo dizer que "uma casa feia, custa o mesmo que uma casa bonita", no sentido de que, em termos de matérias primas fundamentais, mansão ou favela se servirão das mesmas.
E ao final destas contas no balcão do depósito de materiais de construção, se passarmos a régua, esta tal de Arquitetura Modernista, ela é feia ou é bonita ? 


À luz do que temos nesse início de Século XXI, promissor em todos os sentidos, a fórmula utilizada pelo arquiteto centenário, não tem mais razão de ser e, bem colocado, das dezenas de vertentes do Modernismo, ela nem é a majoritária, muito pelo contrário. 


Apenas se consideramos o viés ambiental e ecológico, suas obras são algo bastante aproximado de uma hecatombe nuclear, um tiranossauro devorador de recursos, inclusive de longo prazo, tamanhas as necessidades adicionais para mantermos conforto térmico e acústico, dentro de suas edificações, pois carregam em seu DNA, tempos que não mais os viveremos, em especial, dos Milagres Economicos e outros rompantes políticos. 


Como usuário, um ambiente como o Memorial da América Latina, das quase 2OX que lá estive, sempre tive ganas de eu mesmo abreviar a vida do Grande Mestre, com mínhas próprias mãos nuas. Entretanto, visitar o Prque Temático Alusivo ao Concreto nos baixios pelanemente drenados da Barra Funda, vale pela experiencia sensorial de sabermos de como um deserto opera, de como a solidão é possível no meia da Floresta Urbana e, falando em árvores, de como podemos simplesemente igonrá-las para todo o sempre, ainda que descendamos EXCLUSIVAMENTE DAS ÁRVORES, por simbiose pérfeita, justo elas, que nos trouxeram até aqui., lá se vão 3OO.OOO.OOO mihões de anos con/vivendo com essa formidável espécie.

Agora, no hoje, o fato de termos herdado este espetacular e frio parque temático, com ícones que transcenderão familias, governos e estilos, não nos eximirá em descuidarmos de tão assombroso patrimônio jamais construído, incluindo cidades inteiras.


Até mesmo, para que gerações futuras possam nos olhar de lá adiante, e, quem sabe, perceberem o que é que um país, com emblemas, vontades, e desejos, foi capaz de conceber em conjunto com seus desígnios mais fundamentalizantes.

Foi o Espírito de uma Época. 


Mas já foi.

CHRISTIAN STEAGALL-CONDÉ,
arquiteto

19 de jul de 2012

BLADE RUNNER: 3O ANOS!

1982.

Enquanto a humanidade invadia como tsunamis as salas de cinema do mundo, eu me encontrava do outro lado da Lua.

Não.

Não estava deprimido, nem nada disto.

Acontece que, ficção por ficção, achei melhor assistir à "BLADE RUNNER", que no Brasil (SÓ NO BRASIL...) recebeu o sobrenome de "CAÇADOR DE ANDRÓIDES", entregando a rapadura, como sempre.

E, como sempre, assim tratando o público quais mongolóides incapazes de obter conhecimento visual e intelectual, dentro dos salões escuros.

30 anos!

O impacto foi tão absurdamente tremendo, que foi como ter sido atropelado por um Trem de Carga desgovernado.

Está bem, não é muito diferente do que sinto pelo Ser Feminino ( amo-as de um modo devastador! )...

... mas "aquilo" se tratava de um FILME.

UM F-I-L-M-E !

Tempos depois, soube que o britãnico Ridley Scott ( já havia feito o BRUTAL "Alien" e décadas depois, faria o ESTUPENDO "Gladiator", entre outros assombros) lera a obra de filosófico título do escritor norte-americano Phillip K. Dick.

 "Do Android Dream Of Electric Sheep" ?
("Os androides sonham com ovelhas elétricas?", literalmente)

Decidindo, então, transpor para a telona.

Não importa por onde voce queira elogiar:

Dos parcos milissegundos iniciais...

... uma córnea humana com o reflexo de biodigestores em chamas gigantescas, expelindo luz nos topos do arranha-céus de uma megalópole envolta em uma chuva eterna ...

... a narrativa em "off" do personagem-tema (perfeita: a insere numa linguagem de HQ suprema, ainda que suprimida depois, na versão Uncutted do Diretor) ...

... os Replicantes com suas memórias confusas, em busca de, SIM, seus Criadores Supremos (nós mesmos, criando Deus?)...

... a Trilha Sonora de um VANGELIS, em sua melhor forma ...

... as Questões Existenciais irrespondidas ...

... o Romance Devastador, ...

... as mortes anunciadas via Assassinatos Oficiais (Deckard é um policial!)...

...  a Caça virando Presa  e ...

... como convém em narrativas épicas...

... a finalização aterrorizatemente poética, de um ser humano pré-crucificado ...

... uma Pomba da Paz (em Espírito) e Cravos fincados nas Mãos, inclusos ...

... de um homem brutalmente perseguido, que queria apenas conhecer o seu Pai Eterno...

A Dúvida, como parcela fundamental de nossas Meras Existencias. 



"I've seen things you people wouldn't believe. 

Attack ships on fire off the shoulder of Orion. 

I've watched C-beams glitter in the dark near the Tannhauser Gate. 

All those moments will be lost in time, 

like tears in rain. 

Time to die".

...



(₢ 2O12 Christian Steagall-Condé)


13 de jul de 2012

SERCOMTEL: Logomarca nova, mas muito (MUITO!) ruim...


Na verdade, prá ser mesmo considerada "ruim", ainda faltam umas duas faculdades.

Não se trata exatamente de uma logomarca, pois marca mesmo, a autarquia-telecom SERCOMTEL de Londrina, nunca teve, desde sua (a)fundação.

Alguém lá trás, tempos idos, simplesmente digitou o nome fantasia em Arial Negrito Itálico, possivelmente, numa imagesetter dos tempos do lay-out feito com cola em bastão pritt.

E é com estes achismos, de um caipirismo deplorável, que se destrói um patrimônio publico carissimo, construido com suor contínuo e trabalho pesado de muita gente séria.

Uma burrice gráfica pedante, sem sentido,
mais um desenhinho fofinho e alegrinho,
travestido de "estratégia de marketing".

O nada, nem coisa alguma, como convém à uma empresa experimentando pela enésima vez, os seus mais profundos estertores existenciais...

E as malditas ELIPSES (ARGH!); o vírus gráfico que destruiu umas 10.000 pseudo novas marcas no mundo, em virada de século, ainda vigindo!.

Espero que com este mais novo e hediondo equívoco, a casa seja, enfim, vendida.

Para, ENFIM, estancarmos o infindável e promíscuo festival de besteiras sucessivas que assolam as Terras Vermelhas, evitando que progridamos, como aliás estava inscrito em nosso DNA orginal, mas a antes eficiente autarquia esqueceu-se de.

Meus sinceros -e quase divertidos- pêsames, Estêrcomtel...
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2 de abr de 2012

CURTA LONDRINENSE INDICADO EM FESTIVAL

Um curta-metragem de alunos do curso de Artes Visuais da Unopar foi selecionado para participar do Sercine – Festival Sergipe de Audiovisual, que acontece em Aracaju de 7 a 12 de maio.

O filme “Re Fluxo”, dirigido por Luis Eduardo Kreling Vanzella e Brenda dos Reis Brene, alunos do professor Anderson Craveiro na disciplina Linguagem e Expressão em Cinema e Video, vai participar de uma das competitivas, a Mostra Nacional Universitária.

Foram selecionados 14 curtas, avaliados por critérios como diversidade de temas, linguagens e qualidade do material.

Além do trabalho dos alunos da Unopar, único representante do Paraná, estão incluídos na Mostra curtas produzidos na USP, FAAP, Federal de Pernambuco e UFRJ, entre outros.

22 de mar de 2012

AGE OF IGNORANCE

PAREM AS MÁQUINAS!

Não e todo dia, que autores visionarios e críticos conscientes das realidades que nos cercam, conseguem decifrar o "Zeit Geist", o Espirito do Tempo em que todos nós co-habitamos.


Se duvida que eles não existiam mais, fique com o que Charles Simic do NYR (The New York Review Books), diz sobre A ERA DA IGNORÂNCIA, (só prá constar: a nossa era atual) traduzido para o portugues, com o cenario norte-americano, aterradoramente, perfeitamente aplicável ao Brasil de hoje, confira:



Ignorância generalizada beirando a idiotice é a nossa nova meta nacional. Não adianta fingir o contrário e dizer-nos, como Thomas Friedman fez nos dias atrás, que as pessoas educadas são mais valiosos recursos da nação. Claro, eles são, mas nós ainda os queremos ? Não me parece que sim. O cidadão ideal de um estado politicamente corrupto, como o que temos agora, é um idiota ingênuo incapaz de dizer a verdade da mentira.

Um cidadão educado, uma população bem informada, o tipo que o funcionamento da democracia requer, seria alguém difícil de mentir, e não poderia ser conduzido pelo cabresto, pelos vários interesses adquiridos que funcionam amiúde neste país. A maioria dos nossos políticos, seus conselheiros  e lobistas que se encontram desempregados, fazem-se passar como formadores de opinião. Felizmente para eles, nada tão catastrófico, embora perfeitamente merecida e muito bem-vindo, terem uma chance remota de ocorrer o que propagam, a qualquer momento em breve.  


Para começar, há mais dinheiro á ser ganho entre os ignorantes, do que entre os esclarecidos, uma das poucas indústrias nacionais de crescimento, que ainda temos neste país.  

Uma população verdadeiramente educada seria ruim, tanto para os políticos, quanto para os negócios.

Levou anos de indiferença e estupidez para nos fazermos tão ignorantes como somos hoje. Quem lecionou em universidades ao longo dos últimos quarenta anos, como eu lecionei, posso dizer o quanto os alunos menos conhecem quando saem do ensino médio, a cada ano. Na primeira leva, já foi chocante, mas já não surpreende qualquer professor universitário que as pessoas legais e jovens ansiosos matriculados em suas classes, já não têm capacidade de compreender a maior parte do material que está sendo ensinado.  


Ensinar literatura americana, como já vem sido feito, tornou-se cada vez mais difícil nos últimos anos, uma vez que os alunos leiam pouco antes de passar no vestibular e muitas vezes carecem de informações historicas básicas sobre o período em que o romance ou o poema foi escrito, incluindo o que as idéias e questões importantes destes autories pensaram no momento de produzir suas obras.

Mesmo a história regional, é deixada de lado. Os estudantes que vêm de antigas cidades industriais,  como eu descobri, nunca foi lhes dito sobre as greves famosas em suas comunidades em que os trabalhadores foram fuzilados a sangue frio e os criminosos escaparam ilesos. Não me foi surpresa que as escolas tinham receio de trazer à tona o assunto, mas me surpreendeu que os seus pais e avós, e quem mais eles entraram em contato com eles enquanto estavam crescendo, nunca mencionou estes exemplos de injustiça. Ou dentro de suas próprias famílias nunca se tenha dito palavra sobre o passado, ou seus filhos não estavam prestando atenção quando eles fizeram. Fosse o que fosse, se é confrontado com o problema de como remediar a sua enorme ignorância sobre coisas que eles já deveriam ter sido familiarizado com as gerações de estudantes antes do que eles viriam a ser.


Se esta falta de conhecimento é o resultado dos anos de emburrecimento do currículo do ensino médio e das famílias que não falam com seus filhos sobre o passado, há um outro tipo mais pernicioso da ignorância que enfrentamos hoje. É o produto de anos de polarização política e ideológica e do esforço deliberado pelas partes mais fanáticos e intolerantes em que o conflito para fabricar mais ignorância, deitando-se sobre muitos aspectos da nossa história e até o nosso passado recente.  


Lembro-me de ser atordoado alguns anos atrás quando eu li que a maioria dos norte-americanos disseram aos pesquisadores que Saddam Hussein estava por trás de 11 de setembro ataques terroristas. Pareceu-me como um talento inigualável propaganda pelos piores regimes autoritários do passado de muitos que tiveram de recorrer a campos de trabalho e pelotões de fuzilamento para forçar seu povo a acreditar que alguma inverdade, sem sucesso comparável.

Sem dúvida, a Internet e TV a cabo permitiram vários interesses políticos e corporativos utilizados para espalhar desinformação em uma escala que não era possível antes, mas para obter sucesso, temos que ter uma população mal educada acostumados a nunca verificar as coisas que estão sendo contadas.  


Onde mais na terra seria um presidente que resgatou os grandes bancos da falência com dinheiro dos contribuintes e permitiu o resto de nós a perder US $ 12 trilhões em aposentadoria, investimento, e as poupanças domesticas das familias, pode ser chamado de socialista?


No passado, se alguém não sabia de nada e falou bobagem, ninguém prestou atenção nele. 


Agora, não mais.  

Essas pessoas são cortejadas e lisonjeadas por políticos conservadores e ideólogos como "verdadeiros americanos" á defender seu país contra o governo das grandes e educadas elites liberais. As entrevistas com a imprensa e os relatórios de suas opiniões levadas a sério, sem apontar a imbecilidade de que eles acreditam. Quais vendedores ambulantes, manipulados pelos poderosos interesses financeiros, sabendo que podem ser feitos para acreditar em qualquer coisa, porque, para os ignorantes e os intolerantes, soa melhor do que a verdade, senão, acompanhe:

   
1) Os cristãos são perseguidos no país.
   
2) O governo vai pegar suas armas. (NO BRASIL, PEGOU MESMO!)
   
3) Obama é muçulmano.
   4)
O aquecimento global é uma farsa.
   
5) O presidente está forçando a homossexualidade aberta sobre o militar.
   
6) Escolas empurram uma agenda de esquerda.
   
7) Segurança Social é um direito, não é diferente de bem-estar.
   
8) Obama odeia pessoas brancas.
    9)
A vida na Terra é de 10.000 anos e assim é o Universo.
   
10) A rede de segurança social contribui para a pobreza.
    11)
O governo está tirando dinheiro de você e dando para  mulheres loucas por sexo, para pagar seus controles de natalidade.


Pode-se facilmente listar muitas mais ilusões comuns, ditas e acreditadas pelos norte-americanos. Eles são mantidos em circulação por centenas de pessoas da extrema-direita, facções políticas e grupos religiosos de mídia, cuja função é fabricar uma realidade alternativa para seus muitos telespectadores e seus ouvintes crédulos.

"A estupidez é, por vezes, a maior das forças históricas," Sidney Hook disse uma vez.


Sem dúvidas.
 


O que temos neste país é a rebelião das mentes estagnadas contra o intelecto. É por isso que eles adoram que os políticos se oponham furiosamente contra professores doutrinando crianças contra valores de seus pais e se ressentem os que apresentam capacidade de pensar seriamente e de forma independente. 

 Apesar da sua bravura, estes tolos podem sempre contar em votar contra seus próprios interesses. E que, tanto quanto eu estou preocupado, é exatamente por isso que milhões e milhões estão sendo gastos, para manter meus concidadãos ignorantes.
.

15 de mar de 2012

Londrina/1991, Beiruth/2012


No Anno Domini de 1.991 ( incrivel: lá se vão mais de 2O anos! ), comecei à por em papel A4 algumas conceituações construtivas, graças às provocações de obras geniais da Arquitetura & Urbanismo, das quais tive contato com excelentes títulos, muitos destes, impressos em espanhol e em inglês.



Livros filtrados e decupados pelas mentes privilegiadas dos meus professores e mestres universitários na UEL de então, entre os quais, listaria de pronto:

 Otavio Yassuo Shimba, Marcos Fagundes Baranabé, Nestor Razente, Kleber Ferraz Monteiro, Jorge Marão, José Luiz Faraco, Antonio Carlos Zani, Humberto Yamaki.

E, ajudado que sempre fui pelos funcionários:
 Vanda de Morais, Igor Paulo Merback, Adilson Francelino Alves e Carlos Alberto Duarte, dentre tantos outros interessados no que éramos e para o que alí estávamos .



O primeiro dos "conceitos" que sugeri, fora o aproveitamento integral -ou ao menos parcial- das Coberturas no Topo dos Prédios Urbanos Centrais, uma espécie de 9a. Maravilha do Mundo, afinal, o impacto dos míticos Jardins Suspensos da Babilônia ainda reverbera nas mentes de qualquer ser vivo minimamente lido.


Conta a lenda, que se tratavam de um conjunto edificado de férteis platôs verdejantes, artificialmente cultivados e irrigados, no meio de um clima brutalmente desértico que se deteriorava rapidamente, via esgotamento dos recursos florestais naturais e, convenhamos:

Basta ver qualquer caipira pé-vermelho numa cidade grande e moderna, prá entendermos que não deve ter sido brincadeira, na época de sua concepção pelos arquitetos da Antiguidade, projetar e contruir esse privilegiado Oásis Artificial, especie de Condomínio Fechado, erigido em benefício da (quem mais, ó, tolinhos?) Elite de então.

Não devendo nada, aliás, às atuais "Disneylândias do Petróleo", pipocando nos litorais do Golfo Pérsico.


1O anos depois, os diversos rascunhos ganharam uma face bem mais  reconhecivel, ao inserir a conceituação na malha urbana do Centro de Londrina e, para minha surpresa, assim que orqanizei uma Mostra Individual no Espaço CEDDO em 2004 ( por ocasião dos 7O anos do aniversário da cidade ), a cidade APARENTEMENTE despertou.

Em seus aniversários até 2004, Londrina era muito "engraçada: 

Era um tal de correrem atrás de imagens de seu glorioso passado, e ficávamos como que abrindo caixas de sapatos cheias de fotos antigas, acompanhadas de expressões como "-NOSSA, COMO AQUILO ERA LINDO", "-PUXA, OLHA COMO ISSO ERA LEGAL" e  "- NÃO ACREDITO QUE DESTRUÍRAM ISTO!", no melhor estilo lamuriante cantado pela dupla Nostalgia & Melancolia.



Quando a minha exposição abriu,  foi a segunda vez na nossa história, que conseguimos olhar adiante,
para quando fizermos os 100 anos de vida, em 2034. A inspiração da data quebrada, veio de uma urna lacrada, denominada de "Cápsula do Tempo", semi-exposta em nosso Museu Histórico da UEL, um caixote de ferro com documentos variados em seu interior, à ser aberto, como o próprio nome diz, quando soprarmos as velinhas de nosso primeiro século.

  Um ano depois do impacto percebido, Luiz Penteado Figueira de Mello, brilhante gestor do IPPUL ( que saiu por excesso de qualificações ), me procurou e patrocinou, via ACIL, um conjunto de painéis maiores.



Nada assombroso, como convém aos patrocinios culturais de uma cidade ainda em formação cultural:

Impressãozinha espartana, mas crucial, mera dúzia de banners de vinil no formato A², com aqueles cabos-de-vassoura à guisa de estirantes, o suficiente para iniciar uma Exposição Itinerante, cujo último dia para visitação, já está automaticamene agendado para o próximo Reveillon do ano de... 2033!


Já obtivemos até o momento  mais de 1O.OOO visitantes,  em mais de seis espaços distintos e platéias diversificadas, até mesmo naquelas paredes mal iluminadas sem uso, inúteis, de dezenas de estabelecimentos pés-vermelhos,  os quais sempre tem alguem "sensivel" pra chamar de "Espaço Cultural", normalmente, batizando com o nome da mãe, numa plaquinha dsicretamenrte exibida em um canto...

Sem contar os milhares de  visitantes no blog homônimo, e re-publicações por terceiros em variados portais, com surpresa para a leitura de alguns dos comments (os quais me deixam em sinceras dúvidas, se não seriam estes melhor que o próprio post...), confira por lá, clicando nesse link abaixo:


Eis que, neste ano de 2012, um grupo de arquitetos libaneses do Studio Invisible conceberam um projeto, intitulado Beirut’s Wonder Forest, o qual pretende "solucionar o problema da falta de áreas verdes" em Beirute.

BEI-RU-TE, entenderam?
 

Aquela sistematicamente destroçada capital do Líbano, que em muitos aspectos me lembra a Operação Barbarossa em Leningrado, após a antipática visita em grupo dos Turistas Nazistas, onde só na primeira leva, uns 250.000 soldados da Werhmacht reembarcaram de volta à pátria, direto prôs "Campos do Walhalla" germãnico, se é que não ficaram conservados em neve.

Segue o texto descritivo da proposta libanesa:

"A ideia é transformar os topos dos prédios em jardins, com árvores que se adaptam facilmente ao clima. Elas ficariam presas por fios de aço para evitar acidentes em situações de chuva e ventos fortes.
Segundo os arquitetos, o projeto apresenta uma série de benefícios para a cidade: o ar ficaria mais puro, o ambiente mais saudável, as árvores proveriam sombras e amenizariam o clima quente e seco.

Além disso, os “telhados” dos edifícios seriam transformados em espaço de convivência para seus moradores – o que aumenta a qualidade de vida da população – e os jardins poderiam ser o pontapé para a agricultura urbana, com a criação de pequenas hortas por toda a cidade
".



Claro que, na minha proposta de mais 20 anos atrás (matriz da idéia dos meus colegas libaneses, só prá constar...), o mundo como um todo -e no particular- não vai ficar tão cor-de-rosa, sob céus-de-brigadeiro.

Na verdade, emprobeceremos VIOLENTA E RAPIDAMENTE.

Como tem acontecido desde o Pós-Guerra, agora, com politicos nas mãos de grandes corporações, essas novas velhas formas de Papados & Reinados, uma espécie de Alta Idade Média, sem os adventos dos "Primas Noctes", as quais, pelo que tenho atualizado, evoluíram para algo mais proximo de uma "Omni Bus Todas as Noctes", via impostos escorchantes, tomados bem na tua cara, com devoilutivas raras e minguadas, se considerarmos sermos no hoje a 6a. economia do Planeta Terra.
 

E o nosso mundinho, cada vez mais encolhido e ocupado, dos Pólos à Estratosfera, não ficará cor-de-rosa, em especial, no ano da Londrina em 2034, que foi para onde empurrei as expectativas de cenários, como alguns já perceberam, bastante próximos do inconcebível, dada as atuais mentalidades inoperantes e reinantes, vide a nossa adorável cidade, vítimada pelos seus grotescos cotidianos.
Estas minhas provocações, inspiraram até mesmo as entidades organizadas locais, com "suas" (minhas) visões de futuro intituladas EXATAMENTE com o mesmo título que criei em 2004, mas é claro, sem os devidos créditos, como sói acontecer por estas prósperas e interessantíssimas plagas, além de, "omo que por encanto", arrefecermos os comportamentos nostalgicos e melancólicos, obrigando-nos a repensar, de fato, o futuro ou o que vamos "obter" dele.

Voltando ao tema, o recrudescimento da ocupação das áreas centrais, tornando-se sucessivamente privadas via concessão ( e que ninguém aqui se perca no sobretítulo "pública", vide praças londrinenses, cada vez mais invadidas, até por estacionamentos, desde o fatídico ano de 1995), principalmente, devido à um único "detalhezinho crucial" para a implantação de minha concepção:


Cada unidade conservativa nas coberturas, custaria astronômicos R$2OO,OOO,OO por prédio e, tendo eu morado e me demorado em condominios residenciais, mesmo da Alta Classe Média, não é, garanto-lhes, dinheiro pequeno.

E, até onde sei (e ví e ouví e participei), a grande maioria, malemá separa o seu próprio lixo diário, doméstico, nos conformes e, sem quaisquer trocadilhos, essa maioria gigantesca está pouco "se lixando", para uma tal de Qualidade de Vida.

Muito menos, para o aspecto humano dos Ambientes Urbanos, que depende de nossas existencias, desde que, pelo menos, sua trinca de  "qualidade de vida" esteja plenamente assegurada:


1.) TV funcionando;

2.) Tooodos os dias;
3.) Sem interrupções
.

Se voce duvida, olhe, se não atentamente, superficialmente, aí à sua volta e, depois, me fale.


.

12 de fev de 2012


O Cine e Teatro Universitário da UEL foi completamente destruído pelas chamas, em um grande incendio na tarde hoje, domingo, 12 de Fevereiro de 2012.
Grande perda de um belo edificio histórico e cultural, patrimõnio da fase aúrea cafeeira (pois isso o nome que ele é mais conhecido "OURO VERDE"), projeto do arquiteto modernista Villanova Artigas, que também projetou o AUTOLON e nossa RODOVIÁRIA, hoje, Museu de Arte de Londrina (PR).

11 de fev de 2012

Julie Newmar meets Adam West

Eu perdia o fôlego quando a esfuziante trilha sonora do BatMan explodia ALTO na tela da TV Sharp, com o volume espeicalmente alterado prá assistir de pé a introdução em quadrinhos e aqueles BEEFS!, POWS!, SOCKS!, destroçando a bandidada, que passava voando com as bat-porradas que levavam...

A música era acachapante, começa com um puta de um baixo Surf Music istáile derrubando paredes, para logo depois um naipe de metais (hornz stands, please...), quase uma Saracha Mexicana, atordoar o recinto, sem contar um Scat Singing no estribilho "batman", um coral afinado que repete um zilhão de vezes!

Olha só quem está no emblemão do morcego aí de cima : O Justiceiro Mascarado!!!


 
E tinham capitulo, AIAIAIAIAIAI, MEU DEUS DO CEU!!! que, sem qualquer aviso prévio, aparecia a MULHER-GATO! ALÕ TERRÁQUEOS!!! MULHER-GATO, ENTENDERAM ????


MENINOS: EU VÍ!

Aquilo era um tróço que te doía no meio do peito, a visão embaçava, voce quase que dava um murro no meio da cara, pra poder acreditar no que via...


A MULHER GATO!!!! Imagina uma coisa, destas, ficar com inveja do ROBIN ???
O MENINO PRODIGIO? Ah, essa não, heim?


RAPAZ! Era mulher prá mais de QUILOMETRO! Não dava pra entender o que era "aquilo"... Era algo que não deixava a gente nem PISCAR, pois poderiamos perder breves e terriveis segundos daquele mulherão dos infernos, dando em cima do BatMan e ele, PQP, BATMAN, SE LIGA, PORRA!!!!, se controlando, por causa da identidade secreta, dos bandidões, do moleque que ele era o tutor, enfim, das impossibilidades todas somadas, pra deixar a gente complemente DESTROÇADO assistindo em casa!!!



Julie Newmar, soube décadas depois, era o nome artistico da atriz, verdadeira Pin-Up atualizada, que também viveu um personagem futurista em um dos capítulos da saga Star Trek do Gene Rodenberry.



Sonhos e mais sonhos com a diaba negra, ow, meu deus, como namorei, de mil maneiras, 10.000 noites bem dormidas, com essa Mulher-Gato, viu?



Lee Meriwether, que foi Miss America ´55 também foi escalada pra fazer uma Mulher-Gato numa ausencia da Julie Newmare apareceu também em The Time Tunnel (O Túnel do Tempo), mas newmar era insuperável!


A série de TV, de tempos em tempos, é esculhambada por alguns motivados infantilóides, de pessoas superficiais que emitem opinião no lugar de argumentos, onde já lí de tudo: Que era "ingenua", "exagerada", "gay" (WATTA FUKKH, MUTTHA FUKKHA???) e por aí se esmerdeavam em, como já disse, opiniões... Porra, quer dizer que um herdeiro multimiliardário nao podia educar -como um tutor- o seu próprio sobrinho de terceiro grau?
E é preciso namorar, seja lá quem seja, pra se ser um homem, por algum acaso? HAHAAHAH!!!!


Mas o fato é que foi uma revolução visual jamais vista, sem contar a criação de bat-clichês imbatives, tais como os bandidos (BURGESS MEREDITH, brutal!!!) filmados com a camera em angulo, as vinhetas de passagem de cena, o incrivel contrastão se beneficiando da tecnologia de transmissão da TV em cores (como pôde ter exisitido TV Preta e Branca???) e a miriade de maus-elementos, que deixaria Bob Kane absolutamente feliz!

 Até mesmo Quentin Tarantino, um fã de carteirinha dos seriados, os quais o inspiraram brutalmente em tudo que fez, fez uma homenagem incrivel no Pulp Fiction, se liga nesta cena aí de cima, hoje, um clássico!


Vincent Vega, escalado na marra por Mia Wallace para o palco do Jack Rabits Slim Twist Contest, protaganiza nada mais, nada menos que, não (SIM!):
É nada mais, nada menos, que a "Dança do Acasalamento do Morcego", onde, no original, um desengoçado Adam West interage com a exuberante Julie Newmar, com vistas, É ÓBVIO, em seduzi-la erotica e sexualmente, ora, meninos bobinhos, confira aos 2m:O4s do Pulp Fiction:



HAHAHAHA, porra, quaaaanta sutileza, afinal, BatMan era visto por CRIANÇAS COMO EU!


QUE SAUDADES, quando vejo no hoje, tanta porcaria e falta de criatividade... Até o incrivel BatMovel, foi insiparado num Grande Dinossauro Bebedor de Gasolina o BUICK Le Sabre de 1951.



E, PIRAÇÃO ABSOLUTA, o BatMóvel não era um mock-up: Era um V-8 de RESPONSA!




... e é claro, já estou dando um jeito de acompanhar os quase 60 episódios dessa serie da TV, por que, mesmo passado tanto tempo, ainda é de um exuberancia visual, com um pós-produção brutal, sem contar o áudio, coisa rara de se assitir no hoje em dia, com ressalvas paras as atuais SitComs, como o genial Big Bang´s Theory e, CLARO, o Two And a Half Man.