19 de jul de 2012

BLADE RUNNER: 3O ANOS!

1982.

Enquanto a humanidade invadia como tsunamis as salas de cinema do mundo, eu me encontrava do outro lado da Lua.

Não.

Não estava deprimido, nem nada disto.

Acontece que, ficção por ficção, achei melhor assistir à "BLADE RUNNER", que no Brasil (SÓ NO BRASIL...) recebeu o sobrenome de "CAÇADOR DE ANDRÓIDES", entregando a rapadura, como sempre.

E, como sempre, assim tratando o público quais mongolóides incapazes de obter conhecimento visual e intelectual, dentro dos salões escuros.

30 anos!

O impacto foi tão absurdamente tremendo, que foi como ter sido atropelado por um Trem de Carga desgovernado.

Está bem, não é muito diferente do que sinto pelo Ser Feminino ( amo-as de um modo devastador! )...

... mas "aquilo" se tratava de um FILME.

UM F-I-L-M-E !

Tempos depois, soube que o britãnico Ridley Scott ( já havia feito o BRUTAL "Alien" e décadas depois, faria o ESTUPENDO "Gladiator", entre outros assombros) lera a obra de filosófico título do escritor norte-americano Phillip K. Dick.

 "Do Android Dream Of Electric Sheep" ?
("Os androides sonham com ovelhas elétricas?", literalmente)

Decidindo, então, transpor para a telona.

Não importa por onde voce queira elogiar:

Dos parcos milissegundos iniciais...

... uma córnea humana com o reflexo de biodigestores em chamas gigantescas, expelindo luz nos topos do arranha-céus de uma megalópole envolta em uma chuva eterna ...

... a narrativa em "off" do personagem-tema (perfeita: a insere numa linguagem de HQ suprema, ainda que suprimida depois, na versão Uncutted do Diretor) ...

... os Replicantes com suas memórias confusas, em busca de, SIM, seus Criadores Supremos (nós mesmos, criando Deus?)...

... a Trilha Sonora de um VANGELIS, em sua melhor forma ...

... as Questões Existenciais irrespondidas ...

... o Romance Devastador, ...

... as mortes anunciadas via Assassinatos Oficiais (Deckard é um policial!)...

...  a Caça virando Presa  e ...

... como convém em narrativas épicas...

... a finalização aterrorizatemente poética, de um ser humano pré-crucificado ...

... uma Pomba da Paz (em Espírito) e Cravos fincados nas Mãos, inclusos ...

... de um homem brutalmente perseguido, que queria apenas conhecer o seu Pai Eterno...

A Dúvida, como parcela fundamental de nossas Meras Existencias. 



"I've seen things you people wouldn't believe. 

Attack ships on fire off the shoulder of Orion. 

I've watched C-beams glitter in the dark near the Tannhauser Gate. 

All those moments will be lost in time, 

like tears in rain. 

Time to die".

...



(₢ 2O12 Christian Steagall-Condé)


2 comentários:

  1. Gringo, há 30 anos eu sonhava com um futuro que Blade Runner me negava. Sai do cinema atropelado pela metáfora dos replicantes buscando um Deus, mas a facada letal foi a beleza imorredoura da Sean Young - que depois as drogas mataram... Time to die será, para sempre, o algorismo dos anos 80, por conta da visão do Ridley Scoot. By. Locco.

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    1. Por sorte, você mesmo conquistou a sua própria Replicante, assim como eu !

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Capriche. Não curto Anônimos, mas costumo perdoar os Covardes. (Às vezes, me sinto covarde, então...)