19 de out de 2011

Surpresa no Museu Histórico de Londrina

Surpresa no Museu Histórico de Londrina

9 de set de 2011

9/11: Concepções para o 11/Set

 
The New York City Can Never Sleeps. 

Então, nada como promover maciçamente a re-ocupação do espaço vazio, via liberação do gabarito no Centro Financeiro da longa ilha dos índios manhatãs. Torres Quadrigêmeas redesenham o skyline e ainda rpestam uma h9omenagem em dobro aos quase 3.OOO mortos do Terrorismo islãmico Radical.


 10Km TO NEAR FACILITIES
Nada como avisos informativos convenientemente instalados ao longo do caminho, para trazer tranquilidade e segurança aos viajantes. Com a correta ergonomia visual, os sinais indicativos auxiliam eventuais perdidos na gigantesca malha urbana nova-yorkina, promovendo mobilidade, rapidez e economia.


 FIRE LANE AHEAD
Tráfego pesado nos dois principais aeroportos cirunvizinhos que atendem New York City e seus entôrnos imediatos, demandam soluções gráficas com forte poder persuasivo, evitando possiveis colisões como as que ocorreram a 1O anos atrás. Na década de 4O, um téco-téco também albarroou um aarranha-ceús recém inaugurado, batendo nos pináculos do edifíco Empire Estate, devido à presença de forte nevoiero litorãneo.

 R.I.P.(eople)
Um belo e mimpactante memorial coletivo, é tudo o que uma cidade exuberante como a Nova Iórque do Séc. XXI necessita para recuperar sua auto-estima. Estudam-se a venda de crucifixos elaborados em aço e acrílico, com restos das duas torres originais, para a venda na concorrida lojinha de souvernirs situada nas catacumbas do 17° subsolo.

31 de ago de 2011

MENTES CERCADAS

A inoportuna sugestão de se cercarmos uma das mais belas praças urbanas do Norte do Paraná, a Tomi Nakagawa ao longo do antigo eixo ferroviário central de Londrina, senão, uma das mais belas de todo o Estado, pode servir como uma avaliação nada superficial, de como anda nosso atual corpo de vereadores eleitos pelo público de bem, para cuidar do bem público, bem como dos próprios sintomas de uma Sociedade a qual, por definição, é denominada como (hmmm...) "contemporânea".




Nossas Terras Vermelhas, não são mais nenhum exemplo da boa destinação

de seus raros, vitais e bons espaços livres já a bastante tempo, em especial, dos Espaços Públicos, pois basta constatar de como as praças vem sendo sistematicamente destruídas para toda a eternidade em sua essência que

lhe dá origem e caráter como tais, invadidas que estão oficialmente

por projetos pavorosos, sem caráter que não seja o custo de execução, altamente discutíveis, tais como:

i) Na Associação Odontologica do arquiteto Leão Judá(agora, toda envidraçada) e
ii) seu mais novo puxadinho vizinho, uma faculdade tecnológica em foramto de containner
iii) e ainda a expansão do Fórum
iv) a implantação do TRE e mais a
v) sede da OAB ocupando área verde do Sistema Igapó de Lagos

Aassentados no que tínhamos de mais precioso como paisagens e vistas contínuas e, mais recentemente

vi) uma escolinha municipal chinfrim(murada, é claro!) vizinha do Terminal Rodoviário, sem contarmos do
vii) estacionamento privado na antes bucólica praçinha de namorados diante da entrada social do Aeroporto José Richa, mais os grotescos
viii) Postos de combustíveis (!!!) de bandeiras Petrobrás plantados ao longo do eixo ferroviario desativado da Av. Leste Oeste.

Entre vários outros impropérios mentais, todos sempre levados à cabo sem qualquer debate e com muitos achismos, daí, os cenários de destruição atuais, argumnentados sob a rubrica de "necessidades" (...engraçado: quando leio "necessidades", me lembro do confortabilíssimo toilette de minha residencia...) .


Nós, os chamados latinos, passados longos 2.500 anos de história, um povo fundamentalmente multinacional, litorâneo e dados à aberturas, novidades e miscigenação, ainda temos bastante dificuldade (prá não dizermos aboluta ignorância...) em entendermos o Espaço Vazio, aliás, especificação primordial da Arquitetura, que entende o proprio espaço vazio como sendo da Arquitetura.

Ou seja, se algum arquiteto dizer algo como:

 "aqui fica vazio"

Não é por que deixou espaço prá se ocupar algum momento com churrasqueiras, edículas ou quartinhos da bagunça e sim, que o proprio espaço livre é o projeto, daí, a sua qualidade intrínseca.






Vielas por exemplo:

Nossas jóias mais mal-entendidas e mais sub-valorizadas de um desejável o urbanismo pedestre (percebam a população se mexendo aos poucos, frequentando cada vez mais as ruas, ainda que esportivamente), vetores fundamentais de idosos, crianças, ciclistas, animas domesticos, funcionarios domesticos, moradores e caminhantes, passagem ainda de brisas e de perspectivas, recentemente demonizadas como foco de todo mal!

Sendo tratadas como meros descartes fundiários, sobras de terrenos, para que moradores façam mais puxadinhos ridículos, de utilidades miseráveis, ocupando-se, como acontecerá, a totalidade do incompreensivel e "aterrorizante" espaço vazio.


De fato, sejam em datas de 5.00m x 5.00m situadas em favelas e ocupações ou generosos lotes em condomínios ou ruas de bairro, nossas taxas de ocupação construtiva sobre o solo dsiponível se aproximam dos 90%, pois em toda nossa cadeia cultural-social, entendemos a não utilização como perda.


Onde, justamente, há somente ganhos, por onde quer que se analise a questão.





Em 511 anos de ocupação de um vasto território predominantemente tropical,

é assustador -e emblemático- constatar de como ainda não conseguimos

sequer fazer as pazes com nossas próprias Existencias, nos adaptando quer seja

com o clima, com as chuvas, com os cenários da terra, com os relevos e

com a hidrografia, com os percursos solares, com as brisas, com as árvores,

de resto, ocorrencias naturais cíclicas que aqui vem ocorrendo a pelo menos 400 milhões de anos os quais, pelo menos em tese, deveriam nortear de ocupação do solo à arquitetura de casas, do design de bairros e do projeto de cidades inteiras.



Voltando à praça estimada, seria melhor nos debruçarmos dos porquês o

vandalismo opera, de resto, observável em megalópólis como Tokyo,

Detroit ou Paris, aliás, "vãndalos" identificava uma espécie de tribo turística

da pesada, cuja principal caracteristica em "viagens" era invadir, saquear,

queimar e destruir, se apropriando do que outros haviam edificado.



De todos os conceitos que uma comunidade como é o caso de Londrina

pode se valer nas tentativas e providências de se obter uma vida tranquila

e segura, a Vigília Social ainda é a estratégia mais em conta e de maiores resultados.

Porém, agentes públicos devem trabalhar pelo bem-estar desta cidade,
com enfase nos programas sociais, atividades esportivas e de ofícios,

dando ocupaçao, ensino, lazer e refeições e, antes que algum desinformado (iria dizer IMBECIL...) ou amante de clichês vazios e frases feitas acuse a proposta como "Panis et Circensis", é bom contextualizar que Roma, pelo menos, pensava nos seus, enquanto voce mesmo, no hoje, tem acesso a quase de tudo, inclusive, à leitura e discussão neste espaço.



Um bom sistema de modernas cameras e mais a presença física de um

inspetor de quarteirão ou de um guarda-praças, mais o incremento dos

programas sociais, incluindo o próprio usufruto estimulado dos locais públicos,

impede não somente que nos enclausuremos mais e mais em casa, como

evitaremos que uma ocorrencia de rotina vire um problema desproporcional,

dependente de imediatismos, oportunismos e de atitudes provisórias.

A as quais, em um país com a nossa cultura exuberante, não raro, se tornam definitivas.






CHRISTIAN STEAGALL-CONDÉ

arquiteto urbanista - LONDRINA (PR)

10 de ago de 2011

NADA É TÃO NOVO, NADA É TÃO VELHO

NADA É TÃO NOVO, NADA É TÃO VELHO

Curtíssima metragem dos meus camaradas Mariana Oliveira, Mark Claus , Maikon Mendes e Bruno Sambatti, que fizeram a produção desta curtíssima metragem juntamente com a Vila Cultural Coletivo Alona e com a Kiirk Produções (a produtora independente deles) e enviaram para o Festival Claro de Curtíssima Metragem, ficando entre os semifinalistas.

É um festival nacional e muito reconhecido, e esses camaradas são os únicos paranaenses dentro da  categoria de Cineclubes, Pontos de Cultura e ONGs.

19 de jul de 2011

Di Vasca: Pra ontem!

Di Vasca: Pra ontem!: "De: Alessandra Fonseca Enviada em: quarta-feira, 17 de novembro de 2010 08:49 Para: Luis Di Vasca Assunto: Arte do perfume Luis, chegou ..."

13 de jun de 2011

Nióbio, Ouro, Diamantes...

Quando pequeno lá em Barbaçena, eu ouvia dizer que estavam acabando com os diamantes do Brasil, um tal de Ibrahim Ali Ackel, Ministro do Governo Brasileiro, tinha a mão grande em cima disto.
Logo depois, ouvia que estavam drenando vorazmente o ouro de Serra Pelada, desvio grosso, tuo feito por Membros do Governo Brasileiro, desviando riquezas dos brasileiros.
Agora, tem o tal Nióbio. Pelo sim, pelo não, vale sim o replay:
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NIÓBIO. O METAL QUE SÓ O BRASIL FORNECE AO MUNDO.   
Quarta-feira, 20 de abril de 2011.  
Recebemos  do comentarista Mário Assis Causanilhas este artigo sobre o nióbio, sem a menção do órgão de comunicação, site ou blog de onde foi extraído. Por sua importância, decidimos postá-lo aqui na Tribuna da Imprensa, para conhecimento de nossos comentaristas e leitores. (Carlos Newton, editor do blog)
Júlio Ferreira
A cada vez mais no dia-a-dia, o tema é abordado em reportagens nas mídias escrita e televisiva, chegando a já ser alarmante. Como é possível que metade da produção brasileira de nióbio seja subfaturada “oficialmente” e enviada ao exterior, configurando assim o crime de descaminho, com todas as investigações apontando de longa data, para o gabinete presidencial?
Como é possível o fato do Brasil ser o único fornecedor mundial de nióbio (98% das jazidas desse metal estão aqui), sem o qual não se fabricam turbinas, naves espaciais, aviões, mísseis, centrais elétricas e super aços; e seu preço para a venda, além de muito baixo, seja fixado pela Inglaterra, que não tem nióbio algum?
EUA, Europa e Japão são 100% dependentes do nióbio brasileiro. Como é possível em não havendo outro fornecedor, que nos sejam atribuídos apenas 55% dessa produção, e os 45% restantes saíndo extra-oficialmente, não sendo assim computados.
Estamos perdendo cerca de14 bilhões de dólares anuais, e vendendo o nosso nióbio na mesma proporção como se a Opep vendesse a 1 dólar o barril de petróleo. Mas petróleo existe em outras fontes, e o nióbio só no Brasil; podendo ser uma outra moeda nossa. Não é uma descalabro alarmante?
O publicitário Marcos Valério, na CPI dos Correios, revelou na TV para todo o Brasil, dizendo: “O dinheiro do mensalão não é nada, o grosso do dinheiro vem do contrabando do nióbio”. E ainda: “O ministro José Dirceu estava negociando com bancos, uma mina de nióbio na Amazônia”.
Ninguém teve coragem de investigar… Ou estarão todos ganhando com isso? Soma-se a esse fato o que foi publicado na Folha de S. Paulo em 2002: “Lula ficou hospedado na casa do dono da CMN (produtora de nióbio) em Araxá-MG, cuja ONG financiou o programa Fome Zero”.
As maiores jazidas mundiais de nióbio estão em Roraima e Amazonas (São Gabriel da Cachoeira e Raposa – Serra do Sol), sendo esse o real motivo da demarcação contínua da reserva, sem a presença do povo brasileiro não-índio para a total liberdade das ONGs internacionais e mineradoras estrangeiras.
Há fortes indícios que a própria Funai esteja envolvida no contrabando do nióbio, usando índios para envio do minério à Guiana Inglesa, e dali aos EUA e Europa. A maior reserva de nióbio do mundo, a do Morro dos Seis Lagos, em São Gabriel da Cachoeira (AM), é conhecida desde os anos 80, mas o governo federal nunca a explorou oficialmente, deixando assim o contrabando fluir livremente, num acordo entre a presidência da República e os países consumidores, oficializando assim o roubo de divisas do Brasil.
Todos viram recentemente Lula em foto oficial, assentado em destaque, ao lado da rainha da Inglaterra. Nação que é a mais beneficiada com a demarcação em Roraima, e a maior intermediária na venda do nióbio brasileiro ao mundo todo. Pelo visto, sua alteza real Elizabeth II demonstra total gratidão para com nossos “traíras” a serviço da Coroa Britânica. Mas, no andar dessa carruagem, esse escândalo está por pouco para estourar, afinal, o segredo sobre o nióbio como moeda de troca, não está resistindo às pressões da mídia esclarecida e patriótica.

6 de jun de 2011

DAKIMAKURA: Sou mesmo de outro planeta...












Quanto mais eu rezo...

Eis que debutei em algo que levaria bem umas duas existências prá tentar entender, mas como existe e é até, (vamos combinar assim, vai?), "interessante", não resisti ao post...

Na cultura doméstica nipônica, existe um travesseiro semi-ortopédico (dakimakura, "travesseiro de abraçar") que após séculos de discretíssima existência, ganhou a não pouco tempo o status de suporte de, hmmm, "arte".

Feios, não são. Aliás, a limpidez quase vetorial desses animês eróticos, não faria má figura em QUALQUER CURADORIA.

Solitários do mundo, adormeceis" (ou "despertai", visto os prints...)

22 de mai de 2011

OSCAR NIEMMEYER, 102 ANOS, VIVO.

 
Não sei se são mesmo dele, essas PÉROLAS DE OSCAR NIEMMEYER (102 ANOS), que ele piou (tweeted).
Até por que, não gosto em quase nada de sua arquitetura cara, suntuosa e mausoléica, pois ele não constrói exatamente: 
Oscar niemmeyer ESCULPE. 
E como escultor, é um genio absoluto.
Entretanto,  gosto muito da pessoa que é o cara. 
Ainda mais, depois dessas escritas (supondo serem autênticas, OF COURSE).

CONFIRA:

- Ganhei um convite para ver o filme da Bruna Surfistinha. Esperava que fosse MESMO um filme sobre surf. Mas o filme é uma apologia ao baixo meretrícios e aos mais baixos instintos humanos.
Pelo menos rolou uns peitinhos.


- Meu médico me proibiu de tomar vinho todos os dias. Sorte que ele não falou nada sobre Smirnoff Ice.


- Fui convidado para ver o pessoal da Comédia em Pé. Só não vou porque minha artrite não deixa ficar em pé muito tempo.


- Esse humor da Zorra Total já era antigo quando eu era criança.


- Linda, eu não vou a museus. Eu CRIO museus. Quer ir Ver uns museus?

- Existem apenas dois segredos para manter a lucidez na minha idade: o primeiro é manter a memória em dia. O segundo eu não me lembro.

• - Ivete Sangalo me encomendou o primeiro trio elétrico de concreto armado do mundo. O pessoal aqui no escritório já apelidou de “Sangalão". A proposta inicial dela era fazer o "Sangalão" de madeira para ficar mais leve. Aí eu disse pra Ivete "Quer de madeira? chama um MARCENEIRO!".
• - Projetar Brasília para os políticos que vocês colocaram lá foi como criar um lindo vaso de flores pra vocês usarem como PINICO.


- Caro Sarney: ser imortal na Academia Brasileira de Letras é mole. Quero ver é tentar ser aqui fora!

- Nunca penso na morte, NUNCA. Vou deixar para pensar nisso quando tiver mais idade

- Perto de mim Justin Bieber ainda é um espermatozóide.

• - Brasília nunca deveria ter sido projetada em forma de avião. O de camburão seria mais adequado.
Na verdade quem projetou Brasília foi Lúcio Costa. Eu fiz uns prédios e avisei que aquela merda não ia dar certo. Sim, ela é aquele avião que não decola NUNCA.
Segundo a NASA, Brasília é inconfundível vista do espaço.

• - Duro admitir, mas atualmente Marcela Temer é o monumento mais comentado de Brasília.


- Todos ficam falando Zé Alencar é isso, Zé Alencar é aquilo. Mas quem fez Pilates e caminhou na praia hoje? EU!

- O frevo foi criado há 104 anos. Ou seja: só tive um ano de sossego desse pessoal pulando de guarda-chuvinha.

- Segredo da Longevidade: Não viva cada dia como se fosse o último. Viva como se fosse o primeiro.

- Na minha idade, a melhor coisa de acordar de madrugada para ir ao banheiro é ter acordado.


- Alguns homens melhoram depois dos 40. E eu mesmo só comecei a me sentir mais gato depois dos 90.

- Queria muito encontrar um emprego vitalício. Só pra garantir o futuro, sabe... Andei Comprando apostilas para Concurso do Banco do Brasil. Não quero viver de arquitetura o resto da vida.


- Foi-se o John Herbert, 81 anos. Essa molecada da área artística se acaba rápido demais.


- Só me arrependo de UMA coisa na vida: de não ter cuidado melhor da minha saúde para poder viver mais.


- São Paulo mostrou ao Brasil como se urbanizar com inteligência: basta fazer o exato contrário do que aconteceu lá.


- Fato: o meu edifício Copan aparece em 50% dos cartões postais de São Paulo. DE NADA.


- A quem interessar possa: eu NÃO estive presente na fundação de São Paulo há 457 anos. Na verdade eu não fui nem convidado.


- A vida é um BBB e eu quero ser o último a sair!

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13 de mai de 2011

DEXTER MORGAN, Serial Killer

O mais sedutor serial killer do mundo, o legista especialista em sangue, Dexter Morgan, torna o estado norte-americano da Flórida, mais especificamente, Miami, num lugar mais aprazível de se morar, ao eliminar sistemático de pessoas muito, mas muito más que estiveram ao alcance -ou no caminho- de sua aterrorizante inteligência.
O intrigante personagem interpretado pelo ator (e felizmente perturbado?) de Michael C. Hall nos assusta -e nos fascina- devido à incrível, digamos assim, "semelhança" com nós mesmos.
Todos, sem exceção, portadores daquele obscuro Crocodilo Ancestral que habita a profundeza de nosso hipotálamos, um proto-cérebro rudimentar formado à milhões de anos, cuja monoordem motriz é: MATAR.

 E não é que alguém, mais especificamente, o artista SHAHED SYED de New Jersey, concebeu um impactante INFOGRÁFICO com a série de assassinatos dos assasinos seriais que Dexter mandou prás cucuias?

Delicie-se com as dúzias de presuntos fabricadas pelo bom pai de familia, o adorável e monstruoso Mr. Dexter Morgan:

4 de fev de 2011

TIPUANAS AO FORNO


























O ano, era o de 1953.


A cidade, Londrina, no  Norte do Paraná.


O local, entorno imediato do pátio ferroviário.

Voce decerto não apreciaria um bom e verdejante lote vivo de 400 mudas de Sibipirunas (Caesalpinia peltophoroides), Tipuanas (Tipuana tipu), Ligustros (ligustros japonicum), Ipês Amarelos (Tabebuia chrysotricha) e  Grevíleas (Grevilea bankssi), todas elas, servidas assadas ao forno lento em pequenas doses individuais, por longos nove dias, numa especie de panela de pressão ambulante, quase uma autoclave lacrada vinda diretamente dos infernos.

Mas foi exatamente isto que ocorreu em um dos manifestos de carga da RVPSC, a ferrovia Rede de Viação Paraná-Santa Catarina, com um imenso lote que enchia quatro vagões FHD vindas especialmente de São Paulo.

As espécies eram do arboreto do alemão Johann Reckes, nas bordas dos campos de Santo Amaro, onde hoje uma ponte de concreto do Sistema Imigrantes rasga o bosque onde se situava suas então vastas propriedades.

A aquisição das exatas 400 mudas, uma quantidade verdadeiramente assombrosa, mas comum para o fornecedor que atendia calçcadas e parques de cidades inteiras, foi uma especificação do então arquiteto Carlos Cascaldi, em reuniões com seu irmão Rubens Cascaldi, João Santoro e o prefeito de então, Miltom Menezes, que apoiou a idéia, já que "a turma reclamava de muito sol e pouca sombra".

Quem me conta a história, sempre rindo muito, é Erich Kûnhlein, que fôra especialmente encarregado de recepcionar a valiosa carga viva vinda pelos trilhos.

Para sua surpresa e estarrrecimento, ao abrir as tramelas dos vagões, um bafo de grosso vapor e fumaça branca escapou pela pesada porta corrediça, enfim aberta...



Das quatroscentas árvores, cerca de metade havia sido completamente cozida, graças às trapalhadas sucessivas da própria ferrovia, que foi desengatando o vagão ao longo do percurso, multiplicando por dez vezes o tempo de viagem, estimado em um, dois dias, no máximo.

Ainda assim, duzentas mudas puderam sobreviver à fornalha de ferro sob o sol escaldante do longo percurso e foram imediatamente replantadas nas ruas, com quase nada de orientação, pois na Londrina de 1953, o alinhamento predial e as testadas eram inexistentes, o que dificultava a distribuição das futuras árvores em uma calçada central.

Dificuldade superada pelo jovem Kûnhlein, que resolveu o problema em cada uma das quadras, como hoje podemos obsefvar em qualquer alameda que se preze.















FOTO: YURI S ANDRADE

Já naquele ano, as Terras Vermelhas tiveram a sorte de poder contar com a visão de um arquiteto consciente, cuja proposição não apenas conferiria caráter aos arruamentos, com a adoção de diferentes espécimes por trechos especificados, como sua população ganharia de uma só tacada a generosa sombra, os belos visuais, as flores multicores e a marcação da passagem dos tempos, graças aos ciclos naturais desse belos espécimes.

Com o protocolo do Cidade Limpa vigindo no município, a hora da retomada de nosso caráter de bem receber, deve ser reposto em pauta, com um projeto de massiva rearborização e manejo planejado, devolvendo às pessoas que aqui vivem, convivem e nos visitam, o ambiente amistoso, cordial e bonito, que uma cidade como Londrina enseja.

Afinal, até mesmo as nossas árvores urbanas são "de fora", como todos nós um dia o fomos e que aqui encontraram um clima adequado para criarem raízes, se desenvolverem e produzirem suas belas flores e frutos.


Qualquer semelhança com as nossas próprias existências, nunca terá sido mera coincidência.

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