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13 de jul. de 2012
SERCOMTEL: Logomarca nova, mas muito (MUITO!) ruim...
Na verdade, prá ser mesmo considerada "ruim", ainda faltam umas duas faculdades.
Não se trata exatamente de uma logomarca, pois marca mesmo, a autarquia-telecom SERCOMTEL de Londrina, nunca teve, desde sua (a)fundação.
Alguém lá trás, tempos idos, simplesmente digitou o nome fantasia em Arial Negrito Itálico, possivelmente, numa imagesetter dos tempos do lay-out feito com cola em bastão pritt.
E é com estes achismos, de um caipirismo deplorável, que se destrói um patrimônio publico carissimo, construido com suor contínuo e trabalho pesado de muita gente séria.
Uma burrice gráfica pedante, sem sentido,
mais um desenhinho fofinho e alegrinho,
travestido de "estratégia de marketing".
O nada, nem coisa alguma, como convém à uma empresa experimentando pela enésima vez, os seus mais profundos estertores existenciais...
E as malditas ELIPSES (ARGH!); o vírus gráfico que destruiu umas 10.000 pseudo novas marcas no mundo, em virada de século, ainda vigindo!.
Espero que com este mais novo e hediondo equívoco, a casa seja, enfim, vendida.
Para, ENFIM, estancarmos o infindável e promíscuo festival de besteiras sucessivas que assolam as Terras Vermelhas, evitando que progridamos, como aliás estava inscrito em nosso DNA orginal, mas a antes eficiente autarquia esqueceu-se de.
Meus sinceros -e quase divertidos- pêsames, Estêrcomtel...
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2 de abr. de 2012
CURTA LONDRINENSE INDICADO EM FESTIVAL
Um curta-metragem de alunos do curso de Artes Visuais da Unopar foi
selecionado para participar do Sercine – Festival Sergipe de
Audiovisual, que acontece em Aracaju de 7 a 12 de maio.
O filme “Re Fluxo”, dirigido por Luis Eduardo Kreling Vanzella e Brenda dos Reis Brene, alunos do professor Anderson Craveiro na disciplina Linguagem e Expressão em Cinema e Video, vai participar de uma das competitivas, a Mostra Nacional Universitária.
Foram selecionados 14 curtas, avaliados por critérios como diversidade de temas, linguagens e qualidade do material.
Além do trabalho dos alunos da Unopar, único representante do Paraná, estão incluídos na Mostra curtas produzidos na USP, FAAP, Federal de Pernambuco e UFRJ, entre outros.
O filme “Re Fluxo”, dirigido por Luis Eduardo Kreling Vanzella e Brenda dos Reis Brene, alunos do professor Anderson Craveiro na disciplina Linguagem e Expressão em Cinema e Video, vai participar de uma das competitivas, a Mostra Nacional Universitária.
Foram selecionados 14 curtas, avaliados por critérios como diversidade de temas, linguagens e qualidade do material.
Além do trabalho dos alunos da Unopar, único representante do Paraná, estão incluídos na Mostra curtas produzidos na USP, FAAP, Federal de Pernambuco e UFRJ, entre outros.
15 de mar. de 2012
Londrina/1991, Beiruth/2012
No Anno Domini de 1.991 ( incrivel: lá se vão mais de 2O anos! ), comecei à por em papel A4 algumas conceituações construtivas, graças às provocações de obras geniais da Arquitetura & Urbanismo, das quais tive contato com excelentes títulos, muitos destes, impressos em espanhol e em inglês.
Livros filtrados e decupados pelas mentes privilegiadas dos meus professores e mestres universitários na UEL de então, entre os quais, listaria de pronto:
Otavio Yassuo Shimba, Marcos Fagundes Baranabé, Nestor Razente, Kleber Ferraz Monteiro, Jorge Marão, José Luiz Faraco, Antonio Carlos Zani, Humberto Yamaki.
E, ajudado que sempre fui pelos funcionários:
Vanda de Morais, Igor Paulo Merback, Adilson Francelino Alves e Carlos Alberto Duarte, dentre tantos outros interessados no que éramos e para o que alí estávamos .

O primeiro dos "conceitos" que sugeri, fora o aproveitamento integral -ou ao menos parcial- das Coberturas no Topo dos Prédios Urbanos Centrais, uma espécie de 9a. Maravilha do Mundo, afinal, o impacto dos míticos Jardins Suspensos da Babilônia ainda reverbera nas mentes de qualquer ser vivo minimamente lido.
Conta a lenda, que se tratavam de um conjunto edificado de férteis platôs verdejantes, artificialmente cultivados e irrigados, no meio de um clima brutalmente desértico que se deteriorava rapidamente, via esgotamento dos recursos florestais naturais e, convenhamos:
Basta ver qualquer caipira pé-vermelho numa cidade grande e moderna, prá entendermos que não deve ter sido brincadeira, na época de sua concepção pelos arquitetos da Antiguidade, projetar e contruir esse privilegiado Oásis Artificial, especie de Condomínio Fechado, erigido em benefício da (quem mais, ó, tolinhos?) Elite de então.
Não devendo nada, aliás, às atuais "Disneylândias do Petróleo", pipocando nos litorais do Golfo Pérsico.
1O anos depois, os diversos rascunhos ganharam uma face bem mais reconhecivel, ao inserir a conceituação na malha urbana do Centro de Londrina e, para minha surpresa, assim que orqanizei uma Mostra Individual no Espaço CEDDO em 2004 ( por ocasião dos 7O anos do aniversário da cidade ), a cidade APARENTEMENTE despertou.
Em seus aniversários até 2004, Londrina era muito "engraçada:
Era um tal de correrem atrás de imagens de seu glorioso passado, e ficávamos como que abrindo caixas de sapatos cheias de fotos antigas, acompanhadas de expressões como "-NOSSA, COMO AQUILO ERA LINDO", "-PUXA, OLHA COMO ISSO ERA LEGAL" e "- NÃO ACREDITO QUE DESTRUÍRAM ISTO!", no melhor estilo lamuriante cantado pela dupla Nostalgia & Melancolia.
Quando a minha exposição abriu, foi a
para quando fizermos os 100 anos de vida, em 2034. A inspiração da data quebrada, veio de uma urna lacrada, denominada de "Cápsula do Tempo", semi-exposta em nosso Museu Histórico da UEL, um caixote de ferro com documentos variados em seu interior, à ser aberto, como o próprio nome diz, quando soprarmos as velinhas de nosso primeiro século.
Um ano depois do impacto percebido, Luiz Penteado Figueira de Mello, brilhante gestor do IPPUL ( que saiu por excesso de qualificações ), me procurou e patrocinou, via ACIL, um conjunto de painéis maiores.
Nada assombroso, como convém aos patrocinios culturais de uma cidade ainda em formação cultural:
Impressãozinha espartana, mas crucial, mera dúzia de banners de vinil no formato A², com aqueles cabos-de-vassoura à guisa de estirantes, o suficiente para iniciar uma Exposição Itinerante, cujo último dia para visitação, já está automaticamene agendado para o próximo Reveillon do ano de... 2033!
Já obtivemos até o momento mais de 1O.OOO visitantes, em mais de seis espaços distintos e platéias diversificadas, até mesmo naquelas paredes mal iluminadas sem uso,
Sem contar os milhares de visitantes no blog homônimo, e re-publicações por terceiros em variados portais, com surpresa para a leitura de alguns dos comments (os quais me deixam em sinceras dúvidas, se não seriam estes melhor que o próprio post...), confira por lá, clicando nesse link abaixo:
Eis que, neste ano de 2012, um grupo de arquitetos libaneses do Studio Invisible conceberam um projeto, intitulado Beirut’s Wonder Forest, o qual pretende "solucionar o problema da falta de áreas verdes" em Beirute.
BEI-RU-TE, entenderam?
Aquela sistematicamente destroçada capital do Líbano, que em muitos aspectos me lembra a Operação Barbarossa em Leningrado, após a antipática visita em grupo dos Turistas Nazistas, onde só na primeira leva, uns 250.000 soldados da Werhmacht reembarcaram de volta à pátria, direto prôs "Campos do Walhalla" germãnico, se é que não ficaram conservados em neve.
Segue o texto descritivo da proposta libanesa:
"A ideia é transformar os topos dos prédios em jardins, com árvores que se adaptam facilmente ao clima. Elas ficariam presas por fios de aço para evitar acidentes em situações de chuva e ventos fortes.
Segundo os arquitetos, o projeto apresenta uma série de benefícios para a cidade: o ar ficaria mais puro, o ambiente mais saudável, as árvores proveriam sombras e amenizariam o clima quente e seco.
Além disso, os “telhados” dos edifícios seriam transformados em espaço de convivência para seus moradores – o que aumenta a qualidade de vida da população – e os jardins poderiam ser o pontapé para a agricultura urbana, com a criação de pequenas hortas por toda a cidade ".
Claro que, na minha proposta de mais 20 anos atrás (matriz da idéia dos meus colegas libaneses, só prá constar...), o mundo como um todo -e no particular- não vai ficar tão cor-de-rosa, sob céus-de-brigadeiro.
Na verdade, emprobeceremos VIOLENTA E RAPIDAMENTE.
Como tem acontecido desde o Pós-Guerra, agora, com politicos nas mãos de grandes corporações, essas novas velhas formas de Papados & Reinados, uma espécie de Alta Idade Média, sem os adventos dos "Primas Noctes", as quais, pelo que tenho atualizado, evoluíram para algo mais proximo de uma "Omni Bus Todas as Noctes", via impostos escorchantes, tomados bem na tua cara, com devoilutivas raras e minguadas, se considerarmos sermos no hoje a 6a. economia do Planeta Terra.
E o nosso mundinho, cada vez mais encolhido e ocupado, dos Pólos à Estratosfera, não ficará cor-de-rosa, em especial, no ano da Londrina em 2034, que foi para onde empurrei as expectativas de cenários, como alguns já perceberam, bastante próximos do inconcebível, dada as atuais mentalidades inoperantes e reinantes, vide a nossa adorável cidade, vítimada pelos seus grotescos cotidianos.
Estas minhas provocações, inspiraram até mesmo as entidades organizadas locais, com "suas" (minhas) visões de futuro intituladas EXATAMENTE com o mesmo título que criei em 2004, mas é claro, sem os devidos créditos, como sói acontecer por estas prósperas e interessantíssimas plagas, além de, "omo que por encanto", arrefecermos os comportamentos nostalgicos e melancólicos, obrigando-nos a repensar, de fato, o futuro ou o que vamos "obter" dele.
Voltando ao tema, o recrudescimento da ocupação das áreas centrais, tornando-se sucessivamente privadas via concessão ( e que ninguém aqui se perca no sobretítulo "pública", vide praças londrinenses, cada vez mais invadidas, até por estacionamentos, desde o fatídico ano de 1995), principalmente, devido à um único "detalhezinho crucial" para a implantação de minha concepção:
Cada unidade conservativa nas coberturas, custaria astronômicos R$2OO,OOO,OO por prédio e, tendo eu morado
E, até onde sei (e ví e ouví e participei), a grande maioria, malemá separa o seu próprio lixo diário, doméstico, nos conformes e, sem quaisquer trocadilhos, essa maioria gigantesca está pouco "se lixando", para uma tal de Qualidade de Vida.
Muito menos, para o aspecto humano dos Ambientes Urbanos, que depende de nossas existencias, desde que, pelo menos, sua trinca de "qualidade de vida" esteja plenamente assegurada:
1.) TV funcionando;
2.) Tooodos os dias;
3.) Sem interrupções.
3.) Sem interrupções.
Se voce duvida, olhe, se não atentamente, superficialmente, aí à sua volta e, depois, me fale.
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12 de fev. de 2012
O Cine e Teatro Universitário da UEL foi completamente destruído pelas chamas, em um grande incendio na tarde hoje, domingo, 12 de Fevereiro de 2012.
Grande perda de um belo edificio histórico e cultural, patrimõnio da fase aúrea cafeeira (pois isso o nome que ele é mais conhecido "OURO VERDE"), projeto do arquiteto modernista Villanova Artigas, que também projetou o AUTOLON e nossa RODOVIÁRIA, hoje, Museu de Arte de Londrina (PR).
31 de ago. de 2011
MENTES CERCADAS
A inoportuna sugestão de se cercarmos uma das mais belas praças urbanas do Norte do Paraná, a Tomi Nakagawa ao longo do antigo eixo ferroviário central de Londrina, senão, uma das mais belas de todo o Estado, pode servir como uma avaliação nada superficial, de como anda nosso atual corpo de vereadores eleitos pelo público de bem, para cuidar do bem público, bem como dos próprios sintomas de uma Sociedade a qual, por definição, é denominada como (hmmm...) "contemporânea".
Nossas Terras Vermelhas, não são mais nenhum exemplo da boa destinação
de seus raros, vitais e bons espaços livres já a bastante tempo, em especial, dos Espaços Públicos, pois basta constatar de como as praças vem sendo sistematicamente destruídas para toda a eternidade em sua essência que
lhe dá origem e caráter como tais, invadidas que estão oficialmente
por projetos pavorosos, sem caráter que não seja o custo de execução, altamente discutíveis, tais como:
i) Na Associação Odontologica do arquiteto Leão Judá(agora, toda envidraçada) e
ii) seu mais novo puxadinho vizinho, uma faculdade tecnológica em foramto de containner
iii) e ainda a expansão do Fórum
iv) a implantação do TRE e mais a
v) sede da OAB ocupando área verde do Sistema Igapó de Lagos
Aassentados no que tínhamos de mais precioso como paisagens e vistas contínuas e, mais recentemente
vi) uma escolinha municipal chinfrim(murada, é claro!) vizinha do Terminal Rodoviário, sem contarmos do
vii) estacionamento privado na antes bucólica praçinha de namorados diante da entrada social do Aeroporto José Richa, mais os grotescos
viii) Postos de combustíveis (!!!) de bandeiras Petrobrás plantados ao longo do eixo ferroviario desativado da Av. Leste Oeste.
Entre vários outros impropérios mentais, todos sempre levados à cabo sem qualquer debate e com muitos achismos, daí, os cenários de destruição atuais, argumnentados sob a rubrica de "necessidades" (...engraçado: quando leio "necessidades", me lembro do confortabilíssimo toilette de minha residencia...) .
Nós, os chamados latinos, passados longos 2.500 anos de história, um povo fundamentalmente multinacional, litorâneo e dados à aberturas, novidades e miscigenação, ainda temos bastante dificuldade (prá não dizermos aboluta ignorância...) em entendermos o Espaço Vazio, aliás, especificação primordial da Arquitetura, que entende o proprio espaço vazio como sendo da Arquitetura.
Ou seja, se algum arquiteto dizer algo como:
"aqui fica vazio"
Não é por que deixou espaço prá se ocupar algum momento com churrasqueiras, edículas ou quartinhos da bagunça e sim, que o proprio espaço livre é o projeto, daí, a sua qualidade intrínseca.
Vielas por exemplo:
Nossas jóias mais mal-entendidas e mais sub-valorizadas de um desejável o urbanismo pedestre (percebam a população se mexendo aos poucos, frequentando cada vez mais as ruas, ainda que esportivamente), vetores fundamentais de idosos, crianças, ciclistas, animas domesticos, funcionarios domesticos, moradores e caminhantes, passagem ainda de brisas e de perspectivas, recentemente demonizadas como foco de todo mal!
Sendo tratadas como meros descartes fundiários, sobras de terrenos, para que moradores façam mais puxadinhos ridículos, de utilidades miseráveis, ocupando-se, como acontecerá, a totalidade do incompreensivel e "aterrorizante" espaço vazio.
De fato, sejam em datas de 5.00m x 5.00m situadas em favelas e ocupações ou generosos lotes em condomínios ou ruas de bairro, nossas taxas de ocupação construtiva sobre o solo dsiponível se aproximam dos 90%, pois em toda nossa cadeia cultural-social, entendemos a não utilização como perda.
Onde, justamente, há somente ganhos, por onde quer que se analise a questão.
Em 511 anos de ocupação de um vasto território predominantemente tropical,
é assustador -e emblemático- constatar de como ainda não conseguimos
sequer fazer as pazes com nossas próprias Existencias, nos adaptando quer seja
com o clima, com as chuvas, com os cenários da terra, com os relevos e
com a hidrografia, com os percursos solares, com as brisas, com as árvores,
de resto, ocorrencias naturais cíclicas que aqui vem ocorrendo a pelo menos 400 milhões de anos os quais, pelo menos em tese, deveriam nortear de ocupação do solo à arquitetura de casas, do design de bairros e do projeto de cidades inteiras.
Voltando à praça estimada, seria melhor nos debruçarmos dos porquês o
vandalismo opera, de resto, observável em megalópólis como Tokyo,
Detroit ou Paris, aliás, "vãndalos" identificava uma espécie de tribo turística
da pesada, cuja principal caracteristica em "viagens" era invadir, saquear,
queimar e destruir, se apropriando do que outros haviam edificado.
De todos os conceitos que uma comunidade como é o caso de Londrina
pode se valer nas tentativas e providências de se obter uma vida tranquila
e segura, a Vigília Social ainda é a estratégia mais em conta e de maiores resultados.
Porém, agentes públicos devem trabalhar pelo bem-estar desta cidade,
com enfase nos programas sociais, atividades esportivas e de ofícios,
dando ocupaçao, ensino, lazer e refeições e, antes que algum desinformado (iria dizer IMBECIL...) ou amante de clichês vazios e frases feitas acuse a proposta como "Panis et Circensis", é bom contextualizar que Roma, pelo menos, pensava nos seus, enquanto voce mesmo, no hoje, tem acesso a quase de tudo, inclusive, à leitura e discussão neste espaço.
Um bom sistema de modernas cameras e mais a presença física de um
inspetor de quarteirão ou de um guarda-praças, mais o incremento dos
programas sociais, incluindo o próprio usufruto estimulado dos locais públicos,
impede não somente que nos enclausuremos mais e mais em casa, como
evitaremos que uma ocorrencia de rotina vire um problema desproporcional,
dependente de imediatismos, oportunismos e de atitudes provisórias.
A as quais, em um país com a nossa cultura exuberante, não raro, se tornam definitivas.
CHRISTIAN STEAGALL-CONDÉ
arquiteto urbanista - LONDRINA (PR)
Nossas Terras Vermelhas, não são mais nenhum exemplo da boa destinação
de seus raros, vitais e bons espaços livres já a bastante tempo, em especial, dos Espaços Públicos, pois basta constatar de como as praças vem sendo sistematicamente destruídas para toda a eternidade em sua essência que
lhe dá origem e caráter como tais, invadidas que estão oficialmente
por projetos pavorosos, sem caráter que não seja o custo de execução, altamente discutíveis, tais como:
i) Na Associação Odontologica do arquiteto Leão Judá(agora, toda envidraçada) e
ii) seu mais novo puxadinho vizinho, uma faculdade tecnológica em foramto de containner
iii) e ainda a expansão do Fórum
iv) a implantação do TRE e mais a
v) sede da OAB ocupando área verde do Sistema Igapó de Lagos
Aassentados no que tínhamos de mais precioso como paisagens e vistas contínuas e, mais recentemente
vi) uma escolinha municipal chinfrim(murada, é claro!) vizinha do Terminal Rodoviário, sem contarmos do
vii) estacionamento privado na antes bucólica praçinha de namorados diante da entrada social do Aeroporto José Richa, mais os grotescos
viii) Postos de combustíveis (!!!) de bandeiras Petrobrás plantados ao longo do eixo ferroviario desativado da Av. Leste Oeste.
Entre vários outros impropérios mentais, todos sempre levados à cabo sem qualquer debate e com muitos achismos, daí, os cenários de destruição atuais, argumnentados sob a rubrica de "necessidades" (...engraçado: quando leio "necessidades", me lembro do confortabilíssimo toilette de minha residencia...) .
Nós, os chamados latinos, passados longos 2.500 anos de história, um povo fundamentalmente multinacional, litorâneo e dados à aberturas, novidades e miscigenação, ainda temos bastante dificuldade (prá não dizermos aboluta ignorância...) em entendermos o Espaço Vazio, aliás, especificação primordial da Arquitetura, que entende o proprio espaço vazio como sendo da Arquitetura.
Ou seja, se algum arquiteto dizer algo como:
"aqui fica vazio"
Não é por que deixou espaço prá se ocupar algum momento com churrasqueiras, edículas ou quartinhos da bagunça e sim, que o proprio espaço livre é o projeto, daí, a sua qualidade intrínseca.
Vielas por exemplo:
Nossas jóias mais mal-entendidas e mais sub-valorizadas de um desejável o urbanismo pedestre (percebam a população se mexendo aos poucos, frequentando cada vez mais as ruas, ainda que esportivamente), vetores fundamentais de idosos, crianças, ciclistas, animas domesticos, funcionarios domesticos, moradores e caminhantes, passagem ainda de brisas e de perspectivas, recentemente demonizadas como foco de todo mal!
Sendo tratadas como meros descartes fundiários, sobras de terrenos, para que moradores façam mais puxadinhos ridículos, de utilidades miseráveis, ocupando-se, como acontecerá, a totalidade do incompreensivel e "aterrorizante" espaço vazio.
De fato, sejam em datas de 5.00m x 5.00m situadas em favelas e ocupações ou generosos lotes em condomínios ou ruas de bairro, nossas taxas de ocupação construtiva sobre o solo dsiponível se aproximam dos 90%, pois em toda nossa cadeia cultural-social, entendemos a não utilização como perda.
Onde, justamente, há somente ganhos, por onde quer que se analise a questão.
Em 511 anos de ocupação de um vasto território predominantemente tropical,
é assustador -e emblemático- constatar de como ainda não conseguimos
sequer fazer as pazes com nossas próprias Existencias, nos adaptando quer seja
com o clima, com as chuvas, com os cenários da terra, com os relevos e
com a hidrografia, com os percursos solares, com as brisas, com as árvores,
de resto, ocorrencias naturais cíclicas que aqui vem ocorrendo a pelo menos 400 milhões de anos os quais, pelo menos em tese, deveriam nortear de ocupação do solo à arquitetura de casas, do design de bairros e do projeto de cidades inteiras.
Voltando à praça estimada, seria melhor nos debruçarmos dos porquês o
vandalismo opera, de resto, observável em megalópólis como Tokyo,
Detroit ou Paris, aliás, "vãndalos" identificava uma espécie de tribo turística
da pesada, cuja principal caracteristica em "viagens" era invadir, saquear,
queimar e destruir, se apropriando do que outros haviam edificado.
De todos os conceitos que uma comunidade como é o caso de Londrina
pode se valer nas tentativas e providências de se obter uma vida tranquila
e segura, a Vigília Social ainda é a estratégia mais em conta e de maiores resultados.
Porém, agentes públicos devem trabalhar pelo bem-estar desta cidade,
com enfase nos programas sociais, atividades esportivas e de ofícios,
dando ocupaçao, ensino, lazer e refeições e, antes que algum desinformado (iria dizer IMBECIL...) ou amante de clichês vazios e frases feitas acuse a proposta como "Panis et Circensis", é bom contextualizar que Roma, pelo menos, pensava nos seus, enquanto voce mesmo, no hoje, tem acesso a quase de tudo, inclusive, à leitura e discussão neste espaço.
Um bom sistema de modernas cameras e mais a presença física de um
inspetor de quarteirão ou de um guarda-praças, mais o incremento dos
programas sociais, incluindo o próprio usufruto estimulado dos locais públicos,
impede não somente que nos enclausuremos mais e mais em casa, como
evitaremos que uma ocorrencia de rotina vire um problema desproporcional,
dependente de imediatismos, oportunismos e de atitudes provisórias.
A as quais, em um país com a nossa cultura exuberante, não raro, se tornam definitivas.
CHRISTIAN STEAGALL-CONDÉ
arquiteto urbanista - LONDRINA (PR)
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10 de ago. de 2011
NADA É TÃO NOVO, NADA É TÃO VELHO
NADA É TÃO NOVO, NADA É TÃO VELHO
Curtíssima metragem dos meus camaradas Mariana Oliveira, Mark Claus , Maikon Mendes e Bruno Sambatti, que fizeram a produção desta curtíssima metragem juntamente com a Vila Cultural Coletivo Alona e com a Kiirk Produções (a produtora independente deles) e enviaram para o Festival Claro de Curtíssima Metragem, ficando entre os semifinalistas.
Curtíssima metragem dos meus camaradas Mariana Oliveira, Mark Claus , Maikon Mendes e Bruno Sambatti, que fizeram a produção desta curtíssima metragem juntamente com a Vila Cultural Coletivo Alona e com a Kiirk Produções (a produtora independente deles) e enviaram para o Festival Claro de Curtíssima Metragem, ficando entre os semifinalistas.
É um festival nacional e muito reconhecido, e esses camaradas são os únicos paranaenses dentro da categoria de Cineclubes, Pontos de Cultura e ONGs.
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4 de fev. de 2011
TIPUANAS AO FORNO
O ano, era o de 1953.

A cidade, Londrina, no Norte do Paraná.
O local, entorno imediato do pátio ferroviário.
Voce decerto não apreciaria um bom e verdejante lote vivo de 400 mudas de Sibipirunas (Caesalpinia peltophoroides), Tipuanas (Tipuana tipu), Ligustros (ligustros japonicum), Ipês Amarelos (Tabebuia chrysotricha) e Grevíleas (Grevilea bankssi), todas elas, servidas assadas ao forno lento em pequenas doses individuais, por longos nove dias, numa especie de panela de pressão ambulante, quase uma autoclave lacrada vinda diretamente dos infernos.
Mas foi exatamente isto que ocorreu em um dos manifestos de carga da RVPSC, a ferrovia Rede de Viação Paraná-Santa Catarina, com um imenso lote que enchia quatro vagões FHD vindas especialmente de São Paulo.
As espécies eram do arboreto do alemão Johann Reckes, nas bordas dos campos de Santo Amaro, onde hoje uma ponte de concreto do Sistema Imigrantes rasga o bosque onde se situava suas então vastas propriedades.
A aquisição das exatas 400 mudas, uma quantidade verdadeiramente assombrosa, mas comum para o fornecedor que atendia calçcadas e parques de cidades inteiras, foi uma especificação do então arquiteto Carlos Cascaldi, em reuniões com seu irmão Rubens Cascaldi, João Santoro e o prefeito de então, Miltom Menezes, que apoiou a idéia, já que "a turma reclamava de muito sol e pouca sombra".
Quem me conta a história, sempre rindo muito, é Erich Kûnhlein, que fôra especialmente encarregado de recepcionar a valiosa carga viva vinda pelos trilhos.
Para sua surpresa e estarrrecimento, ao abrir as tramelas dos vagões, um bafo de grosso vapor e fumaça branca escapou pela pesada porta corrediça, enfim aberta...

Das quatroscentas árvores, cerca de metade havia sido completamente cozida, graças às trapalhadas sucessivas da própria ferrovia, que foi desengatando o vagão ao longo do percurso, multiplicando por dez vezes o tempo de viagem, estimado em um, dois dias, no máximo.
Ainda assim, duzentas mudas puderam sobreviver à fornalha de ferro sob o sol escaldante do longo percurso e foram imediatamente replantadas nas ruas, com quase nada de orientação, pois na Londrina de 1953, o alinhamento predial e as testadas eram inexistentes, o que dificultava a distribuição das futuras árvores em uma calçada central.
Dificuldade superada pelo jovem Kûnhlein, que resolveu o problema em cada uma das quadras, como hoje podemos obsefvar em qualquer alameda que se preze.
FOTO: YURI S ANDRADE
Já naquele ano, as Terras Vermelhas tiveram a sorte de poder contar com a visão de um arquiteto consciente, cuja proposição não apenas conferiria caráter aos arruamentos, com a adoção de diferentes espécimes por trechos especificados, como sua população ganharia de uma só tacada a generosa sombra, os belos visuais, as flores multicores e a marcação da passagem dos tempos, graças aos ciclos naturais desse belos espécimes.
Com o protocolo do Cidade Limpa vigindo no município, a hora da retomada de nosso caráter de bem receber, deve ser reposto em pauta, com um projeto de massiva rearborização e manejo planejado, devolvendo às pessoas que aqui vivem, convivem e nos visitam, o ambiente amistoso, cordial e bonito, que uma cidade como Londrina enseja.
Afinal, até mesmo as nossas árvores urbanas são "de fora", como todos nós um dia o fomos e que aqui encontraram um clima adequado para criarem raízes, se desenvolverem e produzirem suas belas flores e frutos.

Qualquer semelhança com as nossas próprias existências, nunca terá sido mera coincidência.
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16 de dez. de 2010
CAVALETES NA PRAÇA!
Chamamento para interessados em artes e em encontros culturais ao ar livre, nesse sabado agora, na Praça Tomi Nakagawa, 18/DEZ, das 14h às 19h, promoção minha com patrocínio da UNOPAR e apoio da UEL (chovendo, o evento vai para a plataforma do Museu Histórico).
É só levar materiais de desenho, que o papel kraft e os cavaletes, nós levamos!
É só levar materiais de desenho, que o papel kraft e os cavaletes, nós levamos!
27 de abr. de 2010
THE SKY CRAWLERS: Fasten Seat Belts!
Tudo bem, vai?
Na superfície, trata-se de mais uma história de guerra, bem daquelas do tipo "VOULÁS ...X... VAITEMBORAS".
Mas, quando se trata de um animê, as coisas, literalmente, mudam de figura.
A argumentação, nessa obra-prima, está bem próxima do impecável.
Num Japão estanhamente ambíguo, bizarramente ultra-master norte-americanizado (como o Japão o é, no hoje, mas nesse filme aqui, ele se encontra em uma escala potencializada por umas 50X...) meninotes e moçinhas -ainda impúberes- são pilotos de elegantes e mortíferos caças.
As aeronaves monopostos atendem pelo codinome Samka Mk. B, propelidos graças à um poderoso motor radial, queimando pura gasolina, conectado à enormes e clássicas hélices tripás duplas, contra-rotativas, evidentemente baseado no Shinden, onde cabe um Wikipedia providencial:
The Kyūshū J7W1 Shinden (震電, "Magnificent Lightning") fighter was a World War II Japanese propeller-driven aircraft prototype that was built in a canard design. The wings were attached to the tail section and stabilizers were on the front. The propeller was also in the rear, in a pusher configuration. It was expected to be a highly maneuverable interceptor, but only two were finished before the end of war. Plans were also drawn up for a jet-powered version (J7W2 Shinden-Kai),[2] but this never left the drawing board. The J designation was used by land based fighters of the Imperial Japanese Navy and the W is for Watanabe, the company awarded the contract (though the factory changed its name in 1943 to Kyūshū).
Achou esta pequena descrição anterior meio que, digamos "nerd"?
Então, afivele-se aí nos teus cintos de seguranca, bobinho...
A história nos conta das rotinas de um restrito grupo de jovens adolescentes, em úmero suficiente para a formação de uma feroz e implacável patrulha aérea de quatro caças a helice.
São áses recém-contratados e pinçados sistematicamente pela "Companhia", ainda contando apenas com seus treinamentos prévios de vôo dos quais, enfim, chegam às instalações da "Base" relativamente distante do vilarejo mais próximo, este, eventualmente, servindo como um lugar para as folgas ocasionais, já que os pilotos são todos "estrangeiros" em sua propria terra.
A Base, trata-se de um misto de escritórios e posto bélico avançado da Companhia, contando com o Aeródromo em sí, os Hangares com Brigadas de Incendio e Salvatagem, as Oficinas, estas, comandadas por uma curiosa mulher mecãnica (de cabelos brancos, a única "idosa" do filme e a que reúne toda a história pregressa, tanto do lugar, quanto do empreendimento).
Além dos Dormitórios de amplos quartos equipados com Beliches, Chuveiros, um Refeitório-Cantina de uso comum e um Salão de Jogos, com a indefectível mesa de snooker e o alvo de dardos à parede, como se lembrando que a pontaría, é o pré-requisito fundamental e motivo maior de todos estarem alí, reunidos.
Os recém-chegados, juntam-se sem muitas mesuras aos Veteranos, estes, igualmente jovens e estranhamente quietos, para suas primeiras missões, onde os diálogos paralelos vão se sucedendo e te envolvendo no desenrolar da trama num crescendo, graças às inserções de lembranças poderosas as quais, à princípio, parecem não fazer muito sentido, como costumam ser, aliás, as lembranças.
Os Novatos, chamados de "Kildrens", rapidamente tomam conhecimento das atitudes e da forte personalidade de sua Jovem Comandante, igualmente, uma piloto como todos eles, com a diferença que ela esconde um segredo inconcebível, além de contar com várias milhagens adicionais e muitas vitórias acumuladas em seu extenso -e letal- curriculum, sem contar a sua pistola 9mm, sempre semi-engatilhada no coldre.
A MISSÃO: Enfrentar o inimigo aéreo, cada vez mais próximo, no caso, à bordo de potentes aviões pilotados por seus contra-atacantes, àses igualmente corajosos e armados, isto, quando não tem pela frente o enfrentamento da esquadra completa da Companhia "concorrente", rugindo ferozmente acima de suas cabeças.
Dentre esses pilotos inimigos, um misterioso às é o líder mortal da esquadra em seu velocíssimo caça reluzente, com os Kildrens ouvindo a lenda recorrente que se trata de um Adulto, sendo raramente identificado com a insíginia de um Jaguar Negro na fuselagem, eles mesmos, funcionários exatamente como aqueles que estão à combater até a morte, um pouco no estilo "antes ele, do que eu", no dilema enfrentado pelos pilotos recém-adolescentes.
Essas duas companhias rivais, aparentemente, defendem do ar os territórios físicos e os negócios bilionários em terra, contratados por terceiros (uma metáfora da Guerra do Futuro?), com direito à logomarcas distintas, equipamentos com patentes exclusivas, designs, configurações próprias e, muito provavelmente, uma "Missão da Empresa" bastante particular, a qual faria corar muita multinacional moderna.
Afinal de contas, deter a supremacia tecnológica no ar, em termos bélicos, somado à bons combatentes e pessoal de terra absolutamente confiável, também conta numa desejável vitória ou conquista.
Algumas das ameaças aéreas, são pré-identificadas e detectadas à tempo, graças um poderoso sistema de radares terrestres, que coloca a esquadra atacada dos Kildrens em alerta máximo, prontamente decolando ao soar dos alarmes na Base.
Kildrens, Kildrens...
Mais ambiguidade, com pitadas de androginia?
Impossível...
Tratam-se exatamante da junção de Kids, com Childrens...
Algumas vezes, um Bombardeiro inimigo atravessa o dossel de antenas rastreadoras e consegue invadir as áreas geográficas próximas, cujas batalhas destrutivas e contra-ataques aéreos, épicos e definitivos, são acompanhadas pela população em terra .
Esta população, aparentemente, segue sua vida diaria em rotinas, sem nutrir muito interesse nos feitos aereos, quase que não fazendo muito sentido, se uma ou outra campanhia vencer, tudo assistido em tempo real, com imagens diretas dos céus da batalha, através dos noticiários das TV´s locais.
Da animação, ressalta-se a quase inacreditável resolução da tela e os enquadramentos da imagens, praticamente, com uma camera montada no cockpit do piloto, como aliás, várias dessas cameras reais à bordo, documentaram os mergulhos de ataque, metralha e bombardeamento dos caças durante os conflitos aéreos da Segunda Guerra Mundial, desde sempre, um tema e tanto.
Incluindo nas variadas sequencias mortíferas, o espatifar do inimigo em fuga desesperada adiante, retalhado em jatos infindaveis de balas tracejantes cujos rastros de luz, não deixavam dúvidas do imenso poderío de fogo à bordo das potentes metralhadoras gêmeas .50mm, instaladas nas asas e capazes de perfurarem facilmente um oponente, nao importando o seu tamanho, escala, armamento a bordo ou sua velocidade (ou tentativa...) de escape.
Morrer, para os Kildrens de The Sky Crawlers, é absolutamente natural.
Mais do que isso, é previsível.
Ossos do ofício, trata-se apenas de uma eventual consequencia de uma missão, em muito similar à ética dos Kamikazes e seus Mitsubishis A6-M Zero da 2a. Guerra Mundial, tendo o gigantesco Oceano Pacífico como teatro de operações, voando com gasolina o bastante em seus tanques enormes, para que jamais retornassem aos Porta-Aviões de onde os pilotos decolaram, detalhe que evitaría o surgimento de pilotos em dúvidas, já que a opção de escolha, era, exatamente uma unica:
Nenhuma.
Na Guerra Aérea Japonesa, a guerra real, o Imperador-Deus e a Pátria, eram os reverenciados.
Neste The Sky Crawlers, o Comandante e a Companhia, é que são os reais considerados.
Os personagens, até mesmo o simpático dono do Pub no Vilarejo, são surpreendentemente introspectivos.
Os Kildrens, fumam adoidado, praticamente acendendo o próximo cigarro na ponta da bituca recém fumada até o filtro, não sem antes, ser descartada no piso, discretamente pisoteada e apagada com um giro do coturno, extinguindo-a.
Alias, exatamente como e a vida.
Os pilotos, por vezes, elaboram perguntas desconcertantes, seguidas por questionamentos implacáveis.
Descobrem, por vontade ou por acaso ou são expostos à segredos íntimos devastadores ...
Se vêem calmamente apaixonados por outrem, em amores dos quais, senão impossíveis, com certeza absoluta, impraticáveis no contexto em que sobre-vivem.
Aparentemente, nada temem, nem à ninguém (exceto, talvez, à rígida hierarquia e sua missão fundamentalista) pois, sabendo-se de seu Destino previamente, o que há, de fato, para se temer?
Os Cíclopes, eram homens comuns, até terem se tornado criaturas reclusas, taciturnas e introspectivas, por que deram um de seus próprios olhos para obterem, em troca, a informação capital da existência, de resto, negada à qualquer vivente, desde sempre:
O dia e a hora exatas de suas mortes.
Assistindo ao eletrizante filme de 120 minutos (que se parecem 180!), tenho até um pouco de dó, desses moleques do hoje, que vão definir um The Sky Crawlers, no mínimo, como "sonolento demais, tío..."
Mas esse filme, defintivamente, não é destinado aos moleques.
De fato, não é nem mesmo um filme para todos os adultos.
Ao menos, não, na grande maioria dos quais conheço, incluindo a sua sinsitra trilha sonora.
Sem contar as sutilezas de suas sub-narrativas, desarmando o mais feroz dos críticos insensíveis.
E olhe que assisti a este filme, por puro acaso...
... trocando de canais na TV a cabo e dando de cara com um tal "CAIRN" impresso no capacete de um óbvio piloto de guerra clássico, máscaras de oxigenio incluidas, em plena grade vespertina do calendaario de atracoes do canal Home Box Office (HBO).
Por varios instantes, achei até que, o que eu estava assistindo, era um filme em pelicula de 70mm!
Meu queixo caiu no chao, quando percebi que era um magnífico, raro e desconcertante "desenho animado".
The Sky Crawlers, de Hiroshi Mori, é cinema grandioso -dos bons- descrito com "c" maiúsculo.
No desfecho absolutamente espetacular, a satisfação quase agonizante de entretenimento entregue em estado puro, garantido por uma altíssima carga emocional de memórias, humanidades e dúvidas.
E, espero, uma possível continuidade da franquia, já que o título é uma clássica série de quadrinhos em animê que andou sendo publicada por anos seguidos no Japao.
Um filme que, quando acaba na subida dos muitos e numerosos créditos na tela, ja te deixa num absoluto silencio.
O horror, o horror, para todos nós, os pobres, os semi-infantilizados e os barulhentos Latinos-Americanos.
Prá quem não entender nada nem coisa alguma deste filme, sem maiores preocupações adicionais, por favor:
Tem sempre alguma merda, novinha, vaporosa e fresquinha em cartaz em algum Near Movie Theater!
Com aquela carga massiva destes pseudo-atores , tais como um abobalhado Ben Affleck ...
... um repetitivo Adam Sendler ...
... e um fraquíssimo Ben Stiller, todos te esperando às bilheterias e nos assentos, um verdadeiro chute no meio das bolas, prá quem ainda pensa, ainda que em doses mínimas...
Leve também um rolo dse papel higiênico e aproveita prá atender o telefone celular ultimo tipo, bem no meio da narrativa do filme, dentro da sala escura.
Ou então, acorde para o seu tempo disponivel cada vez mais raro e in/disponivel de entretenimento pessoal e consuma -ou tente consumir- o que há de melhor, mas afeito só prá quem conseguiu cultivar o seu próprio senso crítico, em estado mínimo.
.
Na superfície, trata-se de mais uma história de guerra, bem daquelas do tipo "VOULÁS ...X... VAITEMBORAS".
Mas, quando se trata de um animê, as coisas, literalmente, mudam de figura.
A argumentação, nessa obra-prima, está bem próxima do impecável.
Num Japão estanhamente ambíguo, bizarramente ultra-master norte-americanizado (como o Japão o é, no hoje, mas nesse filme aqui, ele se encontra em uma escala potencializada por umas 50X...) meninotes e moçinhas -ainda impúberes- são pilotos de elegantes e mortíferos caças.
As aeronaves monopostos atendem pelo codinome Samka Mk. B, propelidos graças à um poderoso motor radial, queimando pura gasolina, conectado à enormes e clássicas hélices tripás duplas, contra-rotativas, evidentemente baseado no Shinden, onde cabe um Wikipedia providencial:
The Kyūshū J7W1 Shinden (震電, "Magnificent Lightning") fighter was a World War II Japanese propeller-driven aircraft prototype that was built in a canard design. The wings were attached to the tail section and stabilizers were on the front. The propeller was also in the rear, in a pusher configuration. It was expected to be a highly maneuverable interceptor, but only two were finished before the end of war. Plans were also drawn up for a jet-powered version (J7W2 Shinden-Kai),[2] but this never left the drawing board. The J designation was used by land based fighters of the Imperial Japanese Navy and the W is for Watanabe, the company awarded the contract (though the factory changed its name in 1943 to Kyūshū).
Achou esta pequena descrição anterior meio que, digamos "nerd"?
Então, afivele-se aí nos teus cintos de seguranca, bobinho...
A história nos conta das rotinas de um restrito grupo de jovens adolescentes, em úmero suficiente para a formação de uma feroz e implacável patrulha aérea de quatro caças a helice.
São áses recém-contratados e pinçados sistematicamente pela "Companhia", ainda contando apenas com seus treinamentos prévios de vôo dos quais, enfim, chegam às instalações da "Base" relativamente distante do vilarejo mais próximo, este, eventualmente, servindo como um lugar para as folgas ocasionais, já que os pilotos são todos "estrangeiros" em sua propria terra.
A Base, trata-se de um misto de escritórios e posto bélico avançado da Companhia, contando com o Aeródromo em sí, os Hangares com Brigadas de Incendio e Salvatagem, as Oficinas, estas, comandadas por uma curiosa mulher mecãnica (de cabelos brancos, a única "idosa" do filme e a que reúne toda a história pregressa, tanto do lugar, quanto do empreendimento).
Além dos Dormitórios de amplos quartos equipados com Beliches, Chuveiros, um Refeitório-Cantina de uso comum e um Salão de Jogos, com a indefectível mesa de snooker e o alvo de dardos à parede, como se lembrando que a pontaría, é o pré-requisito fundamental e motivo maior de todos estarem alí, reunidos.
Os recém-chegados, juntam-se sem muitas mesuras aos Veteranos, estes, igualmente jovens e estranhamente quietos, para suas primeiras missões, onde os diálogos paralelos vão se sucedendo e te envolvendo no desenrolar da trama num crescendo, graças às inserções de lembranças poderosas as quais, à princípio, parecem não fazer muito sentido, como costumam ser, aliás, as lembranças.
Os Novatos, chamados de "Kildrens", rapidamente tomam conhecimento das atitudes e da forte personalidade de sua Jovem Comandante, igualmente, uma piloto como todos eles, com a diferença que ela esconde um segredo inconcebível, além de contar com várias milhagens adicionais e muitas vitórias acumuladas em seu extenso -e letal- curriculum, sem contar a sua pistola 9mm, sempre semi-engatilhada no coldre.
A MISSÃO: Enfrentar o inimigo aéreo, cada vez mais próximo, no caso, à bordo de potentes aviões pilotados por seus contra-atacantes, àses igualmente corajosos e armados, isto, quando não tem pela frente o enfrentamento da esquadra completa da Companhia "concorrente", rugindo ferozmente acima de suas cabeças.
Dentre esses pilotos inimigos, um misterioso às é o líder mortal da esquadra em seu velocíssimo caça reluzente, com os Kildrens ouvindo a lenda recorrente que se trata de um Adulto, sendo raramente identificado com a insíginia de um Jaguar Negro na fuselagem, eles mesmos, funcionários exatamente como aqueles que estão à combater até a morte, um pouco no estilo "antes ele, do que eu", no dilema enfrentado pelos pilotos recém-adolescentes.
Essas duas companhias rivais, aparentemente, defendem do ar os territórios físicos e os negócios bilionários em terra, contratados por terceiros (uma metáfora da Guerra do Futuro?), com direito à logomarcas distintas, equipamentos com patentes exclusivas, designs, configurações próprias e, muito provavelmente, uma "Missão da Empresa" bastante particular, a qual faria corar muita multinacional moderna.
Afinal de contas, deter a supremacia tecnológica no ar, em termos bélicos, somado à bons combatentes e pessoal de terra absolutamente confiável, também conta numa desejável vitória ou conquista.
Algumas das ameaças aéreas, são pré-identificadas e detectadas à tempo, graças um poderoso sistema de radares terrestres, que coloca a esquadra atacada dos Kildrens em alerta máximo, prontamente decolando ao soar dos alarmes na Base.
Kildrens, Kildrens...
Mais ambiguidade, com pitadas de androginia?
Impossível...
Tratam-se exatamante da junção de Kids, com Childrens...
Algumas vezes, um Bombardeiro inimigo atravessa o dossel de antenas rastreadoras e consegue invadir as áreas geográficas próximas, cujas batalhas destrutivas e contra-ataques aéreos, épicos e definitivos, são acompanhadas pela população em terra .
Esta população, aparentemente, segue sua vida diaria em rotinas, sem nutrir muito interesse nos feitos aereos, quase que não fazendo muito sentido, se uma ou outra campanhia vencer, tudo assistido em tempo real, com imagens diretas dos céus da batalha, através dos noticiários das TV´s locais.
Da animação, ressalta-se a quase inacreditável resolução da tela e os enquadramentos da imagens, praticamente, com uma camera montada no cockpit do piloto, como aliás, várias dessas cameras reais à bordo, documentaram os mergulhos de ataque, metralha e bombardeamento dos caças durante os conflitos aéreos da Segunda Guerra Mundial, desde sempre, um tema e tanto.
Incluindo nas variadas sequencias mortíferas, o espatifar do inimigo em fuga desesperada adiante, retalhado em jatos infindaveis de balas tracejantes cujos rastros de luz, não deixavam dúvidas do imenso poderío de fogo à bordo das potentes metralhadoras gêmeas .50mm, instaladas nas asas e capazes de perfurarem facilmente um oponente, nao importando o seu tamanho, escala, armamento a bordo ou sua velocidade (ou tentativa...) de escape.
Morrer, para os Kildrens de The Sky Crawlers, é absolutamente natural.
Mais do que isso, é previsível.
Ossos do ofício, trata-se apenas de uma eventual consequencia de uma missão, em muito similar à ética dos Kamikazes e seus Mitsubishis A6-M Zero da 2a. Guerra Mundial, tendo o gigantesco Oceano Pacífico como teatro de operações, voando com gasolina o bastante em seus tanques enormes, para que jamais retornassem aos Porta-Aviões de onde os pilotos decolaram, detalhe que evitaría o surgimento de pilotos em dúvidas, já que a opção de escolha, era, exatamente uma unica:
Nenhuma.
Na Guerra Aérea Japonesa, a guerra real, o Imperador-Deus e a Pátria, eram os reverenciados.
Neste The Sky Crawlers, o Comandante e a Companhia, é que são os reais considerados.
Os personagens, até mesmo o simpático dono do Pub no Vilarejo, são surpreendentemente introspectivos.
Os Kildrens, fumam adoidado, praticamente acendendo o próximo cigarro na ponta da bituca recém fumada até o filtro, não sem antes, ser descartada no piso, discretamente pisoteada e apagada com um giro do coturno, extinguindo-a.
Alias, exatamente como e a vida.
Os pilotos, por vezes, elaboram perguntas desconcertantes, seguidas por questionamentos implacáveis.
Descobrem, por vontade ou por acaso ou são expostos à segredos íntimos devastadores ...
Se vêem calmamente apaixonados por outrem, em amores dos quais, senão impossíveis, com certeza absoluta, impraticáveis no contexto em que sobre-vivem.
Aparentemente, nada temem, nem à ninguém (exceto, talvez, à rígida hierarquia e sua missão fundamentalista) pois, sabendo-se de seu Destino previamente, o que há, de fato, para se temer?
Os Cíclopes, eram homens comuns, até terem se tornado criaturas reclusas, taciturnas e introspectivas, por que deram um de seus próprios olhos para obterem, em troca, a informação capital da existência, de resto, negada à qualquer vivente, desde sempre:
O dia e a hora exatas de suas mortes.
Assistindo ao eletrizante filme de 120 minutos (que se parecem 180!), tenho até um pouco de dó, desses moleques do hoje, que vão definir um The Sky Crawlers, no mínimo, como "sonolento demais, tío..."
Mas esse filme, defintivamente, não é destinado aos moleques.
De fato, não é nem mesmo um filme para todos os adultos.
Ao menos, não, na grande maioria dos quais conheço, incluindo a sua sinsitra trilha sonora.
Sem contar as sutilezas de suas sub-narrativas, desarmando o mais feroz dos críticos insensíveis.
E olhe que assisti a este filme, por puro acaso...
... trocando de canais na TV a cabo e dando de cara com um tal "CAIRN" impresso no capacete de um óbvio piloto de guerra clássico, máscaras de oxigenio incluidas, em plena grade vespertina do calendaario de atracoes do canal Home Box Office (HBO).
Por varios instantes, achei até que, o que eu estava assistindo, era um filme em pelicula de 70mm!
Meu queixo caiu no chao, quando percebi que era um magnífico, raro e desconcertante "desenho animado".
The Sky Crawlers, de Hiroshi Mori, é cinema grandioso -dos bons- descrito com "c" maiúsculo.
No desfecho absolutamente espetacular, a satisfação quase agonizante de entretenimento entregue em estado puro, garantido por uma altíssima carga emocional de memórias, humanidades e dúvidas.
E, espero, uma possível continuidade da franquia, já que o título é uma clássica série de quadrinhos em animê que andou sendo publicada por anos seguidos no Japao.
Um filme que, quando acaba na subida dos muitos e numerosos créditos na tela, ja te deixa num absoluto silencio.
O horror, o horror, para todos nós, os pobres, os semi-infantilizados e os barulhentos Latinos-Americanos.
Prá quem não entender nada nem coisa alguma deste filme, sem maiores preocupações adicionais, por favor:
Tem sempre alguma merda, novinha, vaporosa e fresquinha em cartaz em algum Near Movie Theater!
Com aquela carga massiva destes pseudo-atores , tais como um abobalhado Ben Affleck ...
... um repetitivo Adam Sendler ...
... e um fraquíssimo Ben Stiller, todos te esperando às bilheterias e nos assentos, um verdadeiro chute no meio das bolas, prá quem ainda pensa, ainda que em doses mínimas...
Leve também um rolo dse papel higiênico e aproveita prá atender o telefone celular ultimo tipo, bem no meio da narrativa do filme, dentro da sala escura.
Ou então, acorde para o seu tempo disponivel cada vez mais raro e in/disponivel de entretenimento pessoal e consuma -ou tente consumir- o que há de melhor, mas afeito só prá quem conseguiu cultivar o seu próprio senso crítico, em estado mínimo.
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