5 de jan de 2008

À PROCURA DO RAPÁICHE

Não, não se trata de Homilia Gay. Nem Delegado, à caça de
algum Fora-da-Lei. Ou da Polícia Militar, em algum mandato
de Busca & Prisão. Ou Moçoilas desesperadas por Çéquisso.

Também não se trata de um novo Buddah recém encarnado.

Trata-se da instituição nacional dessa tão grandiosa e quase
in/entendivel Nação Brasileira que nos define, conforma e é,
mesmo alguns de nós, vivendo estranhíssimo deslocamento.

É a figura do rapaz ou, na pronúncia da escumalha com um
indefectível sotaque luso-carioquês, o "RAPÁICHE". Alguém
DEVE ter falado disto antes, não tenho a menor das dúvidas
quanto á isto, mas eu percebo que a população dessas Néo-
personas tem-se multiplicado país afora quais coelhos, caso
saibas, ninhadas de coelhos brotam 10/15/20 nano-coelhos,
em 365dd, dá prá preencher a China Continental de coelhos,
como percebeu, nascituros Made In China, como quase tudo,
caso não saibas, equiparam os investidores internacionais de
´corajosos como coelhos´, o que dá uma idéia precisamente
exata, de como inter/agem, medrosos como são, os coelhos.

Não fosse La Naturaleza serví-los como farto alimento e dos
bons, e é por isto que exibe o BRUTAL par de orelhonas, um
faro ANIMAL ( perdão, bi-trocadalho ) e prá se safar de seus
muitos predadores, salta/corre rápido como um... COELHO!

E que diabos insidiosos vem a ser o tal RAPÁICHE? É bem
simplim, de tudo: Por princípio, Le Citoyen nem nome tem.

Então, vai ser exatamente por isso que damos o nome dele
Rapáiche, não duvidar que algum energúmeno, batize filho
em muito breve por Rapáiche Silva, visto que as contagens
de Juniôres, figurando em primeiro nome, figura pelo milhar.

O tróço FUNCIONA exatamente assim, SEM VARIAÇÕES:

Estou construindo uma casa. A Arquitetura é fascinante, por
causa de um negócio que me toquei já algum tempo: Nesse
ofício, seus gestôres tem que achar a coisa MAIS NATURAL
desse Universo juntar 7 Milhões de peçinhas soltas e vindas
de pelo menos 1.278 Fornecedores, fazendo com que todas
essas 7 Milhões de Peçitas Soltas entrem numa mesmíssima
linha de produção (o chamado ´canteiro´, original medieval
de cantaría, do ofício de cortar cantos nas pedras maciças
),
até mesmo a MIRRS, a Estação Orbital lá em cima mal tem
os 30 fornecedores, vai vendo/entendendo o que é construir.

Pois bem, cadê o RAPAZ? ´Dotô ( por que RAIOS chamam
de doutor, se eu não defendi Tese de Doutorado alguma ?),
Rapáiche ficou de passar aqui de manhã, mas ele não veio.

ARRÁÁH! Ei-lo! Alguém ficou de fazer algo e não o fez, mas,
alto lá, é só isso? Esse é o tal rapaz e pronto, finito, TheEnd
e não se habla mas nisso, e voce aí com essa história pueril ?

Seria fim, sim. Não fosse o fato de que o supra citado solver
T-O-D-O e QUALQUER problema relacionado a falta dalguma
coisa, note que quando ouvir um R-A-P-Á-I-C-H-E, instale
bem nas profundezas do seu hipotálamo uma espécie de bio-
alarme, dos mais escabrosos possíveis, quando for acioná-lo.

Pois quando o estribo vibrar na clóquea, a bigorna transmitir
pulsos dentro da sua cabeçinha, automaticamente voce vai
esboçar um tipo de sorriso marôto, quase uma auto-defesa
preservacionista, macaco ancestral balbuciando os mais que
intraduzíveis muchôchos, sim, compadre: TE ENGANARAM!

Aliás, fiquei de contar segrêdo valiosíssimo da Arquitetura,
que
só Iniciados, Picagrossas e Demiurgos da prancheta bem
o sabem,
e, uma vez decifrado, permitirá nortear aos comuns
mortais e todos
aqueles que não são do ofício a não comprar
gato por lebre, quando
o tema for a CONSTRUÇÃO DE CASAS.

Mas, sabe o que é? O Rapáiche do Bureaux, ainda não veio.
.
.
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BRASIL, SOCIEDADE CONHECIDA



Inquilino novo no Predinho Comercial. Naturalmente,
ninguém é obrigado a adivinhar aquelas micropequeninas
coisas da Cultura Pré-Existente em determinados lugares.

Mas nós, os brasileiros, estamos, em quase a totalidade,
pouco se fodendo para isto, estejamos onde estivermos.

Uma vez ouvi de uma senhora na casa de seus bons e
excelentemente bem-vividos 60 anos ( não, ela não é
r
ica, tolinho... ) um relato assombroso, dela em visitas
aos principais Museus Europeus, envergonhada... com
os... brasileiros! SIM! Nossas afamadas ´alegrias de
viver´ e bastante decantada cordialidade, na verdade,
também podem -devem- ser traduzidas por profunda,
sombria, ABISSAL e sintomática falta de consideração
com esse tal de outro, que insiste em nos ´embaçar´.

De embaço em embaço, alertei ao nosso novo vizinho,
senhor perspicaz e interessado, da importância em não
agredir as linhas neoclássicas da arquitetura da fachada
do charmoso edifício de três andares à Rua Paranaguá,
onde convivem, simbioticamente digamos, consultórios
de psicologia, ateliers de arquitetura e construção, uma
representação comercial de impressoras/plotters, clínica
estética, esse tal estúdio de design, uma imobiliária, uma
algodoeira e uma agência de intercâmbio de estudantes.

Aliás, a representaçao Comercial de Impressoras/Plotters...


...retirou um identificador de aço escovado ( que eu mesmo
o desenhei e fui atrás da chapa de aço e de uma empresa
que tivesse uma calandra prá vincá-lo e cortá-lo, investindo
MEU tempo e dinheiro nisso... ) para que "o rapaz" pudesse
recortar o vinil e identificar a sua sala... O objeto nunca mais
retornou aos seus 4 furos na parede de alvenaria arenosa...

Vejam, o tal "rapaz" precisou de retirar o objeto de aço, que
estava aparafusado na parede, no hall comum, deixando os
4 furos aparentes... prá poder grudar meia dúzia de letrinhas
plásticas em durex colorido... ao invés de medir o objeto e...

ENFIM.

Nosso imbroglio paroquial consistia-se de algo fácil de
solver: O master franqueador da grife recém-instalada
queria enviar suas placas de identificação de fachada e,
tendo encenado mesuras recepcionistas primevas, recebi
um lay-out do que viria a ser, não sem solicitar alteração
simples e ordinária, no sentido de ( PQP! ), ´não agredir
as linhas neoclássicas... da arquitetura da fachada... deste
charmoso edifício...´´, etc., no que fui, sim, prontamente
atendido, lá se vão uns 365 dias, se tanto assim, que seja.

Não recebo um puto prá cuidar desta merda. O prédio
não é meu, a sala não é minha ( alugo duas delas... ) a
Paranaguá é onde eu apenas e tão somente trabalho e,
o que acontece, quando eu chego para mais um bom dia?

Eá? (como exclamava, prá minha alegria, dona Marietinha
de Lima Brizolla, minha avó enviuvada de meu Vô Foster
de ascendentes norte-americanos do Texas e da Georgia
pós Guerra da Secessão, tio-avô da Sra. Rita Lee-Jones )

No piscar das luzinhas de 2MIL & VII, na calada do dia,
nova fachada e nova logomarca se apresentam às "linhas
neoclássicas do charmoso edifício", SIM, ocultando essas
mesmas linhas, afinal, oras, prá que serve a arquitetura,
se não nos dispusermos à fodermos com ela como e com
os meios que temos, numa placa vistosa e iluminadíssima,
se possível (nunca se sabe!) enxergável por vôos noturnos?

Existem umas coisas na civilização e que nos impulsiona no
adiante ( exceto pelo fato de os Hiper-Ricos não abrirem
mão dos raros privilégios conquistados à custa de grande
morticínio e a quase irreversível devastação dos Recursos
Naturais, cegos na fé que a Tecnologia e suas grana$, prá
lá de pornográficas e iníquas, solverá tudo o que existir ),
que se trata de justamente, NÃO GANHARMOS UM PUTO
SEQUER, entretanto, melhorarmos o quê, no quê pudermos.



Eu até... iria inquirí-lo sobre o por quê disto, posto que ele
sabia do acôrdo de cavalheiros ( no passado, quando cá
me
instalei, a fachada mais parecia um puteirão de bêbadas
acabadássas, cada negócio cuidando só do seu negócio e de
sua placa, Batalha de Salames entre Eunucos Coprofágicos)
quando me caiu a ficha de como o Brasil Sociedade Anônima
de fato, funciona, 24h/Dia, 7dd/Semana, 30/Mes, 365dd/Ano.

Ele iria iniciar sua amistosísima e cordial DESCULPA assim, ó:

-NÃOSABOQUÉ QUIFÔI? ÓLHEUATÉFALEI PRÁÊLISQUI...

É até bem possível que sejamos mesmo, de fato, os reais
predestinados ao futuro, como Naçao e como Raça em todo
o planeta, dada nossas condiçoes geográficas e naturais.

Mas, isso se dará, vejam bem e entendam isto: No futuro.


Num longínquo, inalcançável, evangélico, promissor, futuro.

Entendeu bem... ou quer que eu desenhe ?
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