22 Maio 2009

BALAÚSTRES! (e lá se vão 2.000 anos...)



Por que as pessoas se permitem serem "kitschs", ao declararem visualmente seu apreço por, por exemplo, as balaustradas ?

Balaústre, voce sabe o que é, tinha na casa de seus avós ou de algum vizinho teu, se é que, vergonha absoluta, VOCE MESMO NÃO O EXIBA, em sua própria casa!

Tratam-se de um tipo de contenção físico-visual, aprimorada na arquitetura artística dos romanos imperiais, uma espécie de guarda-corpo baixo, ao mesmo tempo maçico e leve, utilizado em terraços e beirando escadarias, no formato de botões de...

FLORES DE ROMÃS!


Existe até uma música com esse nome, FLOR DE ROMÃ:

Flor de Romã (Xico Bizerra)

Flor de romã, tecelã de um novo dia,
Flor de romã, artesã da alegria,
Um cheiro bom que me invade, cheiro de felicidade,
Flor de romã, festejando a manhã,
No canteiro dos meus sonhos fecho os olhos para o ontem,
Só enxergo o amanhã,
Não tenho ouvidos pra qualquer palavra vã,
Abro o peito pro amor, sonho a noite sertão

Roma, Romã... pescou ?

Sempre afirmo que tudo, nessa vida, é uma questão de escala.

( ... e proporção, complementa o meu ainda hoje professor, Otavio Yassuo Shimba) e, na balaustrada, eis a escala, aumentada, de um padrão, literalmente, floral.



E o que são, afinal, os Balaústres ?

São fileiras organizadas de flores de romãs estilizadas.

(Ei, com os meus devidos créditos, heim? LondonCallingz é CULTURA...)

Aqui está a mutação:

Balaústre, é uma forma moderna de dizermos "balaustim" em velho, bom e sempre útil ao português-brasileiro, Latim.

Acredito que seja algo como "pequeno balão", de fato, uma flor de romã, ainda em botão, parece-se mesmo com nossas bexigas de festinha atuais, ainda vazias, esperando por alguém que irá enchê-la com a boca, exalando o ar seus próprios pulmões.

Porém, não se anime aí, com tanto "romance"...

Balaustivm também é... CARRAPATO e, pelo fato do animal inchar como um balão... pode ser que a balaustrada que voce admira, tratr-se ía de CARRAPATOS ESTILIZADOS os quais, ao menos na antiguidade, eram feitos (os balaústres...) de bom e belo mármore e não moldados em cimento ruim e absurdamente mequetrefe, quanto ao acabamento rude...


Mandíbula de um Balaustium (vulgo CARRAPATO)

Como os gregos valiam-se de palavras similares, para definirem objetos similares, e, oras, carrapatos são mesmo balõezinhos murchos, uma coisa e uma coisa e, outra coisa é uma outra coisa ...

Argumento que NÃO o autoriza a investir um mísero centavo numa balaustrada, exceto se voce foi batizado com um nome de cristão velho, tal e qual como um Tótivs Ímbricvs Terrarivs...

Or something like that.

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14 Maio 2009

É PRECISO TER FÉ....


Essa aqui, eu recebi ainda ontem...
Rí tanto, mas taaaaanto, que peguei a foto original da menininha contrita do e-mail e a remontei esse JPG aí de cima, com a elegante fonte Papirus.TTF.

O engraçado, é essa onipresença feminina, borboleteando o universo masculino.

(PQP!!!!!! "BORBOLETEANDO"???? Isto ficou MASTER-GAY! )

Dos caras que conheço (excessão feita aos "esquisitos", oras, eles tem lá seus gostos, dos quais sempre os respeitei, apenas não os comungo, e não me venha com essa de "S" de "Simpatizante" Não se trata disto: Acho tudo normal, seja lá o que for...), todos nós, teremos a nossa providencial Pasta Secreta!

Que nem Secreta de verdade ela é, esteja ela acondicionada no imóvel PC ou no móvel Notebook.

Aliás, a minha se chama ARS NUDE, sacomé, dá um ar intelectual... ;)

Às vezes, fico me perguntando...

... se é que as mulheres ficam se perguntando, dos por quês de nós, homens, termos essa coleção ou guarda, de (prá ser mais direto) "mulheres peladas", das quais, curiosamente, não temos a MÍNIMA NOÇÂO de quem sejam tais moças e senhoritas.

Sim, não temos A MÍNIMA NOÇÂO de quem elas são!

Só um iletrado, deslumbrado ou caipira mental, diria:
"SIM, CLARO QUE EU CONHEÇO A JULIANA PAES!!!"...

Mas o que esse energúmeno quer mesmo dizer, é:
"ÔU, CLARO QUE EU SEI QUEM ELA É, CARALHO...".

Mesmo o cretino não sabendo piciricas de fato dela, muito menos quem ela é de verdade, pois, o que queremos NÃO DIZER, é exatamente isso:
"EU SEI QUE ELA EXISTE"...

Bom, nunca fui perguntado disto, mas em sendo e, supondo, que só pudesse responder, dizendo tudo de forma muito franca, sintática e sintética, seria EXATAMENTE assim:

...POR QUE É MUITO GOSTOSO!

É verdade que nenhum de nós, sim, nós não as conhecemos.

Mais verdadeiro ainda, que, nem em um bilhão de anos-luz, as conheceriamos ou, sequer, chegariamos perto delas e, mesmo chegando, caralho, são "apenas" mulheres...

Mais estranho ainda, é que muitas, centenas delas, estão, inclusive, mortas!

Enterradissimas da silva, pois o acervo de imagens vai se sobrepondo, então, temos arquivos JPG em P&B, de mulheres EXTINTAS!

Das Musas Públicas Européias (Anos-luz à frente das toscas norte-americanas) e "fácinhas", clichées mesmo, já fui bem maluco pelas seguintes moçoilas, hoje, vestustas senhôuras:

A francesa Jaqueline Bisset, antes e depois ...


A inglesa Charlotte Rampling, antes e depois ...


... também inglesa, Kelly LeBrock, antes e depois ...


... e essa, a também inglesa Christie Turlington, ontem/hoje ...


Tá, BEM que La Turlington -esse "La", ficou ESQUISITO, heim?- podia tirar aí, uns 13Kg da LeBrock!

Aliás, Miss Christie até que se parecia com uma moça de Londrina (que morava em Pinheiros/SP) e eu nunca a mais vi, quando ainda estudante de Arquitetura..

E eu nem enxergva essa tal. (A Christie Turlington, não a Moça de Londrina de Pinheiros/SP!)

Aprendi a aprecia-la, por causa do Franz Paulo Trannin da Matta Heilborn.

SIM, o Paulo Francis. ELE MESMO! Sempre que tinha a oportunidade, ele tascava o nome da criança e, observando-a de longe , BEM DE LONGE, passei à comungar das opiniões dele, mais por chiste, do que realidades, até por que, só vim a ver uma foto de quem era a inglesinha, bem uns 20 anos depois, para o meu mais absoluto divertimento!

Bom, eu a ví sim (a Moça de Londrina de Pinheiros/SP, não a Christie Turlington...), no Bar Brasil, mas por algum motivo cardíaco, meus batimentos nem tchuns e, ademais, ela estava numa mesa com amigos, muito da animada! Nada a ver eu ir até lá e falar um "Ôi!"... Ela era só uma moça legal, amiga de uma amiga e que ficamos conhecidos e, como convém às urbanidades, nos sumimos um ao outro.

Agora, é um fato esse, mórbido, sem dúvidas, o de gostarmos de mulheres já mortas (voce ENTENDEU...) o qual não atenua (pasmem...) o des-espero de nossas Amadas.

As quais, SIM SENHORES, permanecem tão preocupadas (as nossas, VIVAS), como se todas elas (as deles, MORTAS) fossem nossas erotizadas Vizinhas!

Disponiveis, solitárias, carentes, sexies e safadas até não mais poder, vestidas em trajes impróprios para a luz do dia, entrevendo nacos sutís de lingeries sumárias, com apropriadas e bem-endereçadas translucidezes.

O que eu afirmaria (sem qualquer possibilidade de hipocrisia ou chauvinismo), é que:

Aos olhos de um Homem, a aparição de uma mulher nua (real, ilustrada, em calendário, pintada à oleo sobre canvas, fotografada ou em píxeis ou na TV), nos esboça um sorriso indescritível, sincero, honesto, natural...

E O MELHOR DE TUDO ISSO, NESSAS VISÕES:

Não há vestígios evidentes, explícitos, de MODA!

Niente de Píu, de coisas FÉXOM (fashion)!

De extremadíssimas PRODUÇÕES!

Ou, em se tendo, são de uma sutileza exemplar, dignas de investigadores do ramo, em comparação com os dias bizarros de hoje, onde temos (E VEMOS!) estudantes pós-adolescentes, vestindo-se como Vadías de Déiz Reáu, enquanto as prostitutas de ofício e expediente, vestem-se quais donas-de-casa, esperando o ônibus -o qual nunca vai passar- no ponto.

A nudez, adequada, apropriada, ainda que consentida com um único clique, nos brinda com um sorriso, que nos ilumina a face e a mente, ativa a circulação (isto foi compovado!) e melhora o nosso dia.

Exatamente como acontecem nas fábulas, a varinha de condão tocando a cabeça de alguém e, PLIM!, tudo fica mais colorido, perfeito, admirável, aliás, o clichée surgiu, sem dúvidas, desse "entusiasmo químico", pois as tais varinhas, eram apenas para se acelerar um determinado sentimento ou sensação.

"HUMANO. DEMASIADAMENTE HUMANO!"

Aliás, sentimos o mesmíssimo sorriso que experimentamos com nossas Amadas, ao vivo ( somente se as escolhemos de fato e não por outros interesses escusos), quando elas mesmas nos propiciam tais delícias ou nós mesmos as, digamos assim, as providenciamos.

A Evolução, que coisa, caminhando por caminhos interessantíssimos!

O que compreendo é que, tudo isso, trata-se de uma estratégia assustadoramente bem-sucedida, de perpeturamos nossas existencias no planeta.

Até as Escrituras decodificaram o impulso natural, com a frase:
"Crescei, Multiplicai-vos e Encheis a Terra".

Playboy, Soutiens, Espartilhos, Meias-Finas, Maquiagem, Decotes, Mini-Saias, Batons, Perfumes, Transparências, Pin-Ups, Bisset, ,Turlington, Paes, Saltos, Rendas...

Resumiria tudo, á um saudável e delicioso mecanismo para, após tamanha atração, de engravidarmos uma moça bem bacana e com quem nos afeiçoaremos muito, prá termos filhos e filhas ainda mais bacanas, nesses quais a gente se afeiçoasse a eles e elas ainda mais e, assim termos -e mantermos- uma familia super-bacana!

Parecería simplismo, reducionismo e "cientifiquismo", até por que, casais do mesmo genero também constituem suas famílias, praticando sexo, viajando, estudando, vivendo ("-Óh! O HORROR! Mas eles fazem tudo isso????") e esse "mecanismo" que falo aqui, poderia, nesse caso específico, não atuar ou ao menos, ser sublimado por outros comportamentos.

Mas a(s) verdade(s), costuma(m) ser de uma simplicidade absurda... ;)

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Prá finalizar, o que será daquela vadía de déiz reau, cujo nome é uma logomarca composta situada entre uma deslumbrante cidade francesa e uma rede hoteis norte-americanos?

Será que Paris evoluiría, até ficar parecida com o Owens? :D

23 Abril 2009

Nova Iconografia para Londrina


Imagine uma galeria pública, com cifras impressionantes, como são os cerca de 2.406.000 (dois milhões, quatroscentos e seis mil!) visitantes a cada ano. Cinco Londrinas. É o que o TTRL - Terminal Rodoviário de Londrina recebe, contando somente os efetivamente embarcados, sem contar os amigos ou parentes, que vieram somente se despedir ou receber passageiros, malas e volumes.

Agora, com a inauguração das duas modernas esteiras deslizantes às 09:00h dessa sexta-feira, 24/ABRIL/2009, a cidade vai ganhar um tríptico inédito, que vem somar à galeria iconográfica da memória da cidade.

Trípticos, são como se denominam as obras de arte elaboradas em três partes, no caso, uma espetacular visão panorâmica da Londrina de 1934 com a Londrina de 2009.

No painel em preto & branco da esquerda, a imagem mostra a Londrina nascente, através das lentes do fotógrafo José Juliani, proveniente do riquíssimo acervo de imagens fotográficas originais do Museu Histórico de Londrina. Lá estão os calhambeques escuros, o trabalhador em trajes elegantes, o casarío com seus telhados típícos, as casinhas de madeira, a floresta gigante. A imensa, colossal floresta sub-tropical, quase intransponível, servindo como "skyline" de 1934.

No painel em cores, mais à direita, a Londrina de 2009, registrada pelas lentes do fotógrafo Daniel Martinon, é uma releitura do primeiro fotógrafo que "enxergou" essa deslumbrante perspectiva panorâmica à partir da Zona Sul, o procopense Alvaro Eloy, cujo registro fotográfico da Londrina do ano 2000 (reproduzido abaixo) pode ser encontrado ainda hoje em diversos painéis de recepções de escritórios e em catálogos de empreendimentos diversos.

No painel do meio (reproduzido abaixo), formalizando o tríptico, a mágica do tempo acontece: O gigantesco dossel de arvores seculares, vai se esmaecendo com auxílio da computação gráfica, transformando-se na atual floresta urbana. Agora, o dossel é de puro concreto, tão fascinante quanto, afinal Londrina teve, recentemente, seu "skyline" eleito como um dos mais belos do mundo.

Numa iniciativa da administração atual do TRL, a concepção do tríptico é de minha autoría, onde doei meus honorários para a cidade, a qual poderá imaginar, daqui prá frente, essa mais nova forma de ver a integração do passado com o presente.

E nem precisa esperar embarcar para alguma cidade, para se admirar esse conceito proposto, pois só a nossa Rodoviária de Londrina, cujo design original é do brilhante e ainda vivo com mais de 100 anos, o arquiteto Oscar Niemeyer (
cuja traços monumentais, frios, desumanos, escultóricos e caríssimos, sejam construindo ou manutendendo, eu os desprezo solenemente...), já vale o passeio.

07 Abril 2009

FALHANDO ALGUAS TELAS ...

Tente ler este textículo abaixo:

"aro Fernando, algua noidade da Leia 3 na &H ? E eu últio ontato o eles, apenas e indiara ara faer hegar até a &H o equipaento, ainda que já pela segunda ez, onde esmo assi, faria a troa. Atualie-e disto assi que for possíel, ORIGADO!"

NA VERDADE, ERA PRÁ SAIR ASSIM:

"Caro Fernando, alguma novidade da Leica M3 na B&H ? Em meu último contato com eles, apenas me indicaram para fazer chegar até a B&H o equipamento, ainda que já pela segunda vez, onde mesmo assim, fariam a troca. Atualize-me disto assim que for possível, OBRIGADO!"

Eis que meu FANTÁSTICO teclado Microsoft´s Natural Keyboard, comprado em uma inacreditável operação de Leasing com o Banco Itaú nos idos de 1989 e, PASMEM, funcionando diária, infalível e excelentemente bem até meia hora atrás, deu prá não querer mais registrar algumas das teclas...

O curisoso, é que eu teclava o texto normalmente e, apenas quando conferia no monitor, é que o observava todo truncado, duvidando de pronto de minhas medíocres habilidades datilográficas... quando começei a preceber um certo, digamos assim, padrão de erro recorrente, pois do textículo acima, sumiam as seguintes letras, confira:

Z X C V B

Curiosamente, no teclado padrão QWERTY (que como deve ter percebido, são as 06 primeiras teclas de cima prá baixo, da esquerda prá direita), Z, X, C, V, B são vizinhas, morando eternamente no canto inferior esquerdo do teclado, o que me fez pensar num "endereçamento" do problema.

Existem outros padrões de organização físicva das letras em um teclado de digitação:

Além do QWERTY, existente desde o final do Séc. XIX, existe o elegante Dvorák, que leva o sobrenome de seu autor.

A Kinesis Corporation fabrica um belíssimo, esse aí de cima, um dos 25 produtos que não vivemos sem ele da PC MAGAZINE (a bíblia dos tecnonerds) tem design ergonômico vários níveis superior ao teclado da própria Microsoft (o Natural Keyboard) e, segundo afirmam seus usuários, causando menos fadiga (LEGAL ISSO!) e permitindo uma digitação mais rápida (GRANDE PORCARÍA...).

Eu tenho uma história engraçada com essa Kinesis... Escrevi prá eles na gringa, prá tentar comprar um, do modelo Contoured e O PRÓPRIO DONO me enviou uma correspondencia, com as possibilidades de compra e envio... Esses americanos... Não apenas ensinaram o mundo a vendewr, como vendem prá todo o mundo!

(Não o comprei: Montei a empresa enquanto estudante de arquitetura e o Kinesis Contoured era caro pra mim, na época e mesmo o Natural Keyboard, custava 5X mais, mas veja a vantagem: Lá se vão VINTE ANOS DE USO CONTÍNUO!!! )

Gênio indomável (ou sería simplesmente ESTÚPIDO?), já fui craneando de como os pulsos microeletrônicos viajavam pelo cabo de conexão, imaginando que alguns dos pinos metálicos que se conectavam no plug PS-2 apropriado atrás da torre do PC, estivessem oxidados, tortos ou simplesmente sem contato.

NADA.

Coloquei um pequeno adpatador PS-2~USB.

NADA..

Desliguei o equipamento, religando-o.

NADA...

Troquei de teclado, por um ordinário.

TUDO !

Hmmmm... Táli Coisa, Coizi Táli... Eis que me vejo pegando com minhas duas mãos o teclado pelas bordas, golpeando-o por sobre a mesa gigante revestida com bagum preto... de onde começam a pousar seres estranhos, partículas, filamentos e alguns estranhíssimos nano-pedaçõs de plástico transparente, detrito que deve ter se aninhado em algum momento não sabido por entre as ruas dos edifícios teclas...


Prá meu espanto... Eis-me, cá,
datilografando normalmente! ;)


Então, agora já sabem:

Se falhar algumas letras ou teclas, vire seu teclado de ponta-cabeça e golpeie-o suavemente sobre uma superfície macia, um pano por exemplo, aplicando inclusive uma leve torção, como se fosse desembrulhar um bombom Sonho-de-Valsa (
que aliás, mudaram a receita original, de um creme de nozes, tipo xerém, virou um torrão desgraçado de puro açucar)...

E um paninho úmido de vez em quando, por favor, pois as teclas podem -inclusive- ser aspiradas e mesmo retiradas uma-a-uma, sazonalmente.

17 Março 2009

GeoEye1: Londrina, tempo nublado em 2009!


O incrível aconteceu...

... após quase uma década sem dar uma passadinha pelos céus acima de Londrina, o Satélite GeoEye1 do Google Earth ...

... resolveu atualizar as imagens das paragens norte paranaenses...

... e foi voar à 6OOkm de altura prá fotografar a Terra Vermelha ...

... e escolhe prá isso BEM EM UM DIA ...

... PARCIALMENTE NUBLADO!
CONSIDERANDO que estamos sem prefeito AINDA, salvando a interninidade do Vereador José Roque Neto, em pleno Primeiro Trimestre de ano pós-eleitoral ... Para os crédulos de plantão e místicos de carteirinha, é um PRATO CHEIO!

Que foguete lança o satélite GeoEye1, do Google Earth?
Esse aqui é o foguetão classudo da classe DELTA2, construído pela BOEING, de forte inspiração russa em seu design, com seus quatro propulsores divergentes embaixo. Notar a ostensiva logomarca adesivada da GOOGLE, ampliada na inserção.

O GeoEye-1 orbita ao redor da Terra 15 vezes por dia a uma altitude de 681 Km. Sua sincronia com o Sol permite que ele passe em uma determinada área por volta de 10:30h da manhã do horário local em todos os dias de revisita. O satélite como um todo é capaz de girar rapidamente para apontar sua câmera ao local desejado, fazendo assim, com que em uma única passagem, uma área maior seja imageada. É por isso que em algumas cenas, se é possível perceber a imagem tridimensional, mostrando uma das faces das arquiteturas de prédios, casas, árvores e de milhares de acidentes naturais. 10:30h da manhã, é um dos horários mais perfeitos prá se filmar e fotografar, por que a luz é bem luminosa, branca, límpida e ainda projeta sombras bastante contrastadas, ideal para a revelação dos tão desejados DETALHES, qualidade cara à Fotografia.

Agora, quer ficar MALUCO meeeesmo ? Clica nessa imagem acima, prá ampliar e poder conferir seus detalhes. Alguma pista de onde ela seja? Checa bem eecom bastante atenção e volte aqui, que te explico já-já e em detalhes.


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VOLTOU ?

Pois trata-se do dia do discurso da posse do presidente dos Estados Unidos da América do Norte (percebeu a ênfase, bobinho? Presidente DOS Estados Unidos... Votado PELOS norte-americanos, PARA defender os interesses DOS norte-americanos...), em frente á Casa Branca, Washington D.C.

Volte na mesma imagem acima, com redobrada atenção...

Veja algumas manchas escuras, estranhas, que se agrupam como enormes enxames de formigas, espalhados em grupos pelo eixo central da imagem.

Sim, são enxames mesmo, mas feitos de MUITA GENTE, em frente aos telões!

São 12 (DOZE!) ENXAMES GIGANTESCOS DE MUUUUITA GENTE, com destaque para os mais à esquerda da imagem, ao redor do conhecido Obelisco (Obelix? ARRÁÁ!!! Então, é por isso o gordão gaulês ruivo carregava menires???) que tem no parque público.

Dá até prá fazer um RECENSEAMENTO bastante preciso e atualizado das GENTES incluindo carrinhos de alimentos, de bebês, ciclistas e o que mais voce PUDER enxergarque foram prestigiar o evento, onde eu estaría, se lá eu estivesse.... :)

Só não ía dar "tchauzinho", como fez um cara nesse Planeta Terra e , reza a lenda, correu no PC ver se ele mesmo não se via, acenando-se ... :D

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21 Fevereiro 2009

RALPH WALDO EMERSON, lá se vão décadas!


Encontrei esse resumée fantastico no blog do jornalista Alessandro Martins, o excelente LIVROS&AFINS, com 45 frases de RALPH WALDO EMERSON, um sujeito que me estimula muito, desde que entre em contato com sua obra em 1986 (quando calouro de arquitetura na universiade Estadual de Londrina) e onde sempre vou beber água direto da sua fonte límpida e cristalina...

Façamos justiça: Com um sujeito lúcido e visionário desse tanto, em tempos antigos, receberia os apropriados nomes de PROFETA, de CHRISTO,de BUDA, de...

Bom... voce SABE!

Que tal considerá-lo tão somente um HUMANO e praticar apenas o dízimo do que ele, vamos dizer assim, ^prega^?
  1. Homens fracos acreditam na sorte. Homens fortes acreditam em causa e efeito.
  2. É fácil viver no mundo conforme a opinião das pessoas. É fácil, na solidão, viver do jeito que se quer. Mas o grande homem é aquele que, no meio da multidão, mantém com perfeita doçura a independência da solidão.
  3. Rir muito e com freqüência; ganhar o respeito de pessoas inteligentes e o afeto das crianças; merecer a consideração de críticos honestos e suportar a traição de falsos amigos; apreciar a beleza, encontrar o melhor nos outros; deixar o mundo um pouco melhor, seja por uma saudável criança, um canteiro de jardim ou uma redimida condição social; saber que ao menos uma vida respirou mais fácil porque você viveu. Isso é ter tido sucesso.
  4. Quero dizer o que eu penso e sinto hoje, com a condição de que talvez amanhã eu vá contradizer tudo.
  5. O prêmio por uma coisa bem feita é tê-la feito.
  6. A verdade sem dúvidas é linda; assim como as mentiras.
  7. O que nos outros chamamos de pecado, para nós é experiência.
  8. O silêncio que aceita o mérito como a coisa mais natural do mundo constitui o mais retumbante aplauso.
  9. Um amigo é uma pessoa com a qual posso ser sincero. Diante dele posso pensar em voz alta.
  10. Foi um grande conselho o que ouvi certa vez, dado a um jovem: «Faça sempre o que tiver medo de fazer».
ACOMPANHE NA ÍNTEGRA EM ... LIVROS&AFINS
__________________________________________
RETIRADO DE
http://livroseafins.com/2008/07/14/frases-ralph-waldo-emerson/
₢ ALESSANDRO MARTINS (JORNALISTA)
CONTATOS: http://livroseafins.com/contato/

28 Janeiro 2009

O ESCAMBÁU É O ESCAMBÁU!


GIRL IN KITCHEN HANDLING WHISK AND BOWL
De onde diabos vem a gíria brasileira "ESCAMBÁU", dita quando queremos elencar várias coisas ou procedimentos, à guisa de um bem mais que convincente "etc"?

Por exemplo, concluímos uma afirmação assim:

i.) Ah, e eu sei lá?! Me pediu isso, aquilo, o escambáu!
ii.)
Vai, viaja aí, vou lá, na fila do banco, é o escambáu!
iii.)
Maquemané, que vai descer prá praia, é o escambáu!
iii.) Viche, falou montes, xinga meio mundo e o escambáu!

Frequentemente, em Fóruns de Discussões no YahooGrupos e mais recenemente, nos Fóruns do Orkut, eu não perdía a deixa para grafar "escambaú" como sendo "Whisky&Ball" e para meu mais absoluto estarrecimento existencial, flambado numa cama de generoso orgulho,o meu chiste filo-descritivo estava, ARRÁÁÀH!!!!!, 99% correto, pois...

...SUA ORIGEM, É BEM PRÓXIMA DISTO!!!

MAN IN APRON WITH WHISK AND BOWL

O curioso nessas Listas de Discussões que contribuo é que, após eu grafar o nosso escambáu, corrompendo-o macarrônicamente ao inglês, não eram poucas as réplicas, seguidas de sorrisinhos ":)" destinados a mim, dizendo "cara... isso ficou MUITO engraçado", sem contar aqueles que me pediam "autorização prá usar essa grafia maluca aí"... :D

Então, Senhoras, Senhoritas, Meninas & Mulheres (os homens, vão tomar, eu lá quero ter suas atenções, se liguem, otários, vão ver a última versão do BBB, vão?...), eis em primeiríssima mão pousando em belíssimasTerras Tupiniquins através dos pixels, a origem real do termo escambáu, alias...

ESCAMBÁU...

... é o Whisk And Bowl
, tá sabêindu?

Prá concluir, muito provavelmente, a frase original teria sido dita por algum Crô-Magnon das lides culinárias, aquele tipo de homem boçalizado que não faría má figura em um puteiro decadente, que acha que cozinhar é roubada e que, depois de toda um etapa relativamente "complexa", ainda tería que bater ovos para a finalização de algum iguaría -até que bem frugal- onde ovos batidos dele façam parte, Batedor
e Tijela (ou se preferir, agora que voce viu aqui, Whisk And Bowl) envolvidos na receita de tal prato, evidentemente... 8)

Entremeados pelo artículo, exemplos do termo original na belíssima modelete chinesa preparando omeletes, o sempre robusto ator norte-americano John Goodman (ou sería um sósia do bom homem?) também em aventais e devidamente enfarinhado nas fuças e esse resgate abaixo "entregando" as etapas da Cerimônia do Chá ,da qual pode demorar cinco horas seguidas , num mundo onde cameras até já imprimem as fotos, malditas e onipresentes polaróides de pixels!

WOODEN SCOOP, WHISK AND BOWL
Starter Japanese Tea Ceremony Whisk and Bowl Set
This tea set is perfect for practicing the ancient art of the Japanese tea ceremony. The Japanese tea ceremony is a ritual rooted in Zen Buddhism in which matcha is prepared and served to guests in a calm and tranquil environment. In Japan, the host performs the tea ceremony wearing a kimono on a tatami, or woven straw mat. A formal tea ceremony can take up to 5 hours may include serving sweets and other food in addition to matcha. This Japanese Tea Ceremony Whisk and Bowl Set includes a bowl, whisk, wooden scoop, and a bamboo case. The following are instructions on performing your own Japanese tea ceremony:
  • Step 1: Pour warm water into the bowl.
  • Step 2: Empty the bowl of the warm water and add in 2 scoops of matcha powder with the wooden scoop.
  • Step 3: Add warm water into the bowl.
  • Step 4: Using the whisk, briskly whisk the matcha powder and the water together until the tea becomes lightly frothy.
  • Step 5: Remove the whisk and hold the bowl with both hands. Turn the bowl counter-clock wise twice and serve to guest.

20 Dezembro 2008

EXÓTICOS


BUM! Ouço o estrondo seco e, depois, silêncio. Corri à janela
de meu estúdio,
escanerizando a ainda outonal paisagem de
Dezembro de 2005, pois dos sons
"ruins" e habituais, esse
configurava-se em uma espécie rara de "
familiar novidade".

Os mais comuns, são estrondos secos seguidos de muito
barulho (
pois nossa CMTU insiste em tratar as artérias
locais com displiscencia digna de bairros do
tipo deixa-prá
), as tantas capotagens após colidirem com 2 ou 3 carros.

Parados.


Nada.

Olho para o poste e noto o Transformador lá em cimão,
exalando fumaças,
como se tivesse acabado de degustar
um bom charuto baiano, os halos de
fumo branco se dis-
persando lentamente na frente do azul do céu ao fundo.


Escanerizo tudo e noto um Bem-Te-Ví inerte no chão da
calçada, o piador
que alegrava várias das manhãs da Rua
Paranaguá, jaz deitado no cimento numa
posição estranha,
meio de lado e... como se estivesse querendo sentar-se,

postura indigna demais, imprópria demais, até mesmo eu
diría "humanizada demais", para significar
algo de bom.

Instintivamente, como se pressentisse estar sendo muito
observado, resolvo
erguer o queixo e, de fato, lá do alto do
mesmo poste admiro a sua discreta
companheira fitando o
amigo lá embaixo, e, balançando a cabeça, ora para
a direita,
ora para a esquerda, talvez tentando entender, talvez até
mesmo
perguntando-se algo estranho como "Ué, mas então
ele vai resolver ficar deitado, ali embaixo... ATÉ QUANDO?
",

Irracionais, os animais, eles ensinaram-me, pelo observado,
demasiado cedinho, nessas escolas.... Demasiado cedinho.


Recolhi o animal, estranhamente quente, mole como um
pano em minha
mão, aproximei-o de meu rosto para admirar
de perto o seu "rosto", algo
de sublime num design elegante,
preciso, belo, as formas seguindo as
suas funções, me senti
deslocadamente mal, depositando-o em um... Latão de Lixo.


Passados alguns dias, de passagem pelo umbral, ouço um
farfalhar suave
no pequeno gramadinho do térreo, algo se
mexendo com dificuldade típica,
onde a escuridão promovia
o renascer dos nossos obscuros memoriais fantasmáticos.


Investigando, agora me surpreendo, entre sorridente e
algo apreensivo, meu
encontro com o filhote, um protótipo
em fase de pré-acabamento do pai
já morto, debatendo-se
com sua asa quebrada. Com custo e apavorado
de piorar a
sua já complicada situação, consigo pegá-lo com extrema e

mesurada delicadeza e, já tarde da noite, melhor instalá-lo
numa caixa
de sapatos e amanhã veremos como proceder,
não sem antes ter notado
uma fratura exposta, onde em nós
humanóides sería o antebraço, ossos
quais palito-de-dentes,
avícola do tamanho de um celular. Um celular dos PEQUENOS.


Manhã seguinte, o micro Bem-Te-Ví ainda vivo, alerta, olhos
esbugalhados
e um lutador, levei-o ao (onde mais?) Hospital
Veterinário da UEL, onde
lá desculpam-se num automático:

"
...não atendemos animais exóticos".

Fiquei mudo.


Desconfortado, entro em meu confortável carrão e, é claro,
caiu a ficha no
rolar suave em meu combate diário ao trânsito
estúpido, encenado por
idiotas nos condenando, um engano,
o atendente quis dizer-me, SIM, EU QUERO CRER, "
silvestre".

O ano? Era algum lá da Década de ´60. O investimento, um
pouco além dos 2
milhões de dólares. O projeto? Contratar
designers para redesenhar os topos
( terminações da corôa )
de todos os postes com mais de 50 anos de idade
que então
rasgavam ( via "progresso" ) as pradarias norte-americanas,
estas, com
suas imodestas 450 Milhões de Primaveras, todas
aniversariadas sem a ínfima, remota presença dos Humanos.


O motivo: Evitar as contínuas eletrocussões daquela que é
sua portentosa ave-símbolo
nacional, as Águias-de-Cabeça-
Branca, quase pré-extintas, pois seu porte
era bastante
similar ao do gabarito da distância entre fios energizados,

os quais as matavam quando as aves abriam suas grandi-
osas asas, assim
gerando o curto-circuito fatal e sua sen-
tença definitiva, sem ser a culpada.


Enquanto isso, um portentoso centro educacional e modelo
nacional, pelo
que pude inferir, prepara-se e aos seus para
uma dicotomia do futuro das
nossas mais recentes urbani-
dades, onde nossos animais... "de estimação"
* resumir-se-
ão à
Au-Aus e Miau-Miaus. Bem te vi, humano: Bem te vi !

,

,

*PS: Quando pequeno, imaginava-me ser possível, tão logo adulto me tornasse, comprar e importar um Dragão-de-Komodo adolescente e passear com ele pela vizinhança do bairro, claro que com ele completamente seguro e preso, atrelado à mim por uma coleira peitoral... ;)

.

30 Novembro 2008

AJUDA à BLUMENAU

Destaco a grandiosa ajuda governamental à castigada Blumenau, feita pelo Sr. João Rodrigues Chaves, providenciando a distribuição de alimentos, ordenando a execução de obras emergenciais , autorizando a liberação de recurso financeiros e coordenando as coletas e a distribuição de donativos para socorro às vítimas das enchentes do Rio Itajaí, também conhecido em tupi pelo binômio Ytajahi-Açu, ou seja, de um rio que fica grande.

Me lembra as bizarrías brasileiríssimas de ITAORNA, "pedra podre" (local onde engenheiros escolheram prá erguer a Usina Nuclear de Angra dos Reis, num pais plenamente hidráulico) e CUM´BICA, "nuvem baixa" (local onde os engenheiros esolheram para erigir o Aeroporto Internacional homônimo).

Aliás, esse "Seo" João até mereceria uma estátua à beira-rio em breve (cujo nariz ficasse acima da linha d´água nas enchentes, em respeito ao nobilíssimo cidadão), não fosse pelo fato deste Presidente da Província do Império do Brazil ter realizado tais nobilíssimas façanhas, num longínquo ano de 1880.

Isto que os próprios locais, lembram sempre de suas histórias, veja:


" No dia 2 de Outubro de 1911 acontece aquela que foi a maior enchente jamais
vista em Blumenau. As águas do Rio Itajaí-açú alcançaram 16,27 metros. Duas
outras enchentes situam-se em 2º. e 3º. Lugar no “ranking”. A chamada “grande
enchente” de julho de 1983 que atingiu15,37 metros no dia 07. Foi a mais catas-
trófica de todas. A cidade ficou inundada por 10 dias. Em 06 e 07 de Agosto,
ainda não recuperados do ano interior, os blumenauenses são surpreendidos
por outra enchente. Desta vez atingindo 15,67 metros. Felizmente foram só
dois dias 06 e 07 de Agosto."


Este é o verdadeiro Brasil, país de todos e onde o brasileiro de verdade mora, vive, trabalha e habita. Blumenau já teve sessenta e seis (66!) enchentes problemáticas desde então e, como na indústria da seca do nordeste, seus governos sucessivamente incompetentes, assistem o ceifar de vidas, até que poucas, dada a tragédia anunciada, lá se vão quase 150 anos.

Arquitetos, Geógrafos, Biólogos, não se cansam em alertar da ocupação irregular de encostas, teimosía em não considerar a Cota Histórica das Enchentes (disponível em anotações minuciosas desde 1880!), servindo mais uma vez à justificar um Governo Municipal inoperante, um Governo Estadual omisso, um Governo Federal oportunista, liberando oportunos DOIS BILHÔES DE REAIS no afoagadilho, com perdão do trocadilho absurdamente infame, face á tragédia e da necessidade urgente de solidariedade inadiável.

Se nem depois do ladrão, nossos irmãos blumenautas querem por a tranca, me sinto autorizado em despachar uns calções de banho, prá continuarem espadanando em suas histórias, apesar de ter feito meu depósito bancário hoje, em solideriedade às vitimas ditas "inocentes".

Pois desconfio que vão reconstruir suas vidas exatamente como dantes, expondo-se e aos seus, inutilmente, à futuras tragédias eternamente pré-anunciadas, como pescadores ignaros que refazem cabanas, mesmo que as águas da ressaca a tenham destruído pela undécima vez.

Perseverança é um coisa. Irresponsabilidade, é uma outra coisa muito diferente e, se eu morasse naquelas áreas atingidas por tamnha destruição, ingressaría com pedidos quackbilionários de indenizações por improbidade administrativa (NO MÍNIMO) ao longo da calha do Rio Itajaí-Açú, desde que a grana saísse dos bolsos de Prefeitos, Vereadores e Governadores de Santa Catarina.


Entretanto...

... nós por aqui, com os Pés Vermelhos, temos muito o que lamentar dentro de nossas próprias casas, quais típicos Rôtos, criticando aos Esfarrapados...

Sim, pois enfrentamos outras "enchentes" tão nocivas quanto, que invadem nossos recursos públicos e parecem sempre assombrar nossos patrimônios de tempos em tempos, deixando rastros de destruição absoluta e de escabrosas impunidades sucessivas, escamoteáveis com liminares eleitorais, lembrando-nos acintosamente que nós também não aprendemos direito com nossos próprios erros domésticos.
Teremos mesmo esse futuro brilhante que se avizinha e que tanto sonhamos, trabalhando arduamente por ele ?

Ou a próxima "inundação" colocará tudo à perder, como sempre ?

Se a História só se repete como Farsa ou Tragédia, vou contrariar essa tal de História e ficar com nenhuma dessas duas opções, reinventando-a onde possível for.

Mãos à obra, pois!


CHRISTIAN STEAGALL-CONDÉ

.

10 Setembro 2008

DNA

Se voce olhar pelo Google Earth, em qualquer cidade
brasileira com mais de 100 anos ( ou seja, estamos
falando da quase totalidade nas 5,5 mil Cidades...
),
voce vai notar uma ocupaçao do espaço, disponível e
individualizado do Lote Urbano, beirando seus 100%.

Um dos maiores problemas da Construçao Nacional,
sem dúvidas, trata-se da BRUTALÍSSIMA, QUASE
MALDITA herança cultural ibérica, mais justamente,
a Portuguesa: Temos Cidades Medievais "modernas".

O Segundo maior de nossos muitos problemas, é a
falta de profissional habilitado em momentos-chave
e isso, nao é na fase Cimento-Pedras-Areia, mas na
etapa crucial, sempre desconsiderada, do PROJETO.

Estamos falando do PROJETO e nao de um desenho
em uma folha de papel almaço ou rabiscos em um
caderno pautado... Arquitetura é prá profissionais.

o Terceiro maior dos problemas, falta quase eterna
de PLANEJAMENTO, seja no individual ou no coletivo
e o Quarto problema? Uma Burrice Pura & Simples...
onde demos um "jeitinho" de, muito educadamente,
chamarmos de "OPA!!! MAS EU DEI UM JEITINHO!"

Senao, radiografemos lá do alto, essas nossas multi
incompetencias nacionais e acompanhe nosso Brasil:

Pegue um naco de solo, numa Favela:
Terrenos de 5.00m x 5.00m ( cinco metros por cinco metros ).
O cara, dono desse lote... invariavelmente faz o que?
CONSTRÓI, NOS 9O% DESSA METRAGEM
, é claro...

Pegue um Lote Urbano, tamanho PP:
Terrenos de 6.00m x 12.00m ( seis metros por doze metros ).
O cara, dono desse lote... invariavelmente faz o que?
CONSTRÓI, NOS 9O% DESSA METRAGEM
, é claro...

Pegue um Lote Urbano, tamanho M:
Terrenos de 11.00m x 25.00m ( onze por vinte e cinco metros ).
O cara, dono desse lote... invariavelmente faz o que?
CONSTRÓI, NOS 9O% DESSA METRAGEM
, é claro...

Pegue um Lote Urbano, tamanho G:
Terrenos de 20.00m x 35.00m ( vinte por trinta e cinco metros ).
O cara, dono desse lote... invariavelmente faz o que?
CONSTRÓI, NOS 9O% DESSA METRAGEM
, é claro...

Pegue um Lote, de Condomínio Fechado:
Terrenos de 30.00m x 50.00m ( trinta por cinquenta metros ).
O cara, dono desse lote... invariavelmente faz o que?
CONSTRÓI, NOS 9O% DESSA METRAGEM
, é claro...

Dúvidas? Dá uma checada no Google Earth e, etc, etc, etc...

E... ONDE ESTÁ ESCRITO QUE TEM QUE SER ASSIM?
Ah! isto está muito bem inscrito, em nosso DNA, pena!

Em Arquitetura ( e somente nela e por causa dela... ),
tem-se que O Espaço Nao-Edificado, É arquitetura.

E cabe a nós, os verdadeiros Profissionais do Canteiro,
a difícil mas necessária aventura, de instalar os guizos,
nos pescoços dessa quantidade infindável de gatos... 8)

:: ::

02 Setembro 2008

NA TORCIDA!

Hoje é um dia muito, mas muito triste prá mim,
talvez, o dia mais triste de minha existencia, de
todos os dias que no antes, achei ter vivenciado...

A proximidade tangível de perder uma pessoa
da qual voce ama, mal a conhecendo, faz com
que a escala das coisas se transforme em
algo que escapa de suas tentativas, sempre
tão inúteis, de compreensão dos por ques...

Estou quase perdendo uma, de minhas duas
filhas, ambas pré-maturas, gêmeas fraternas,
nascendo com 33 semanas, quando o ideal
seriam 40... Numa incubadeira, acabou tendo
contato com uma infecçao hospitalar grave.

É estranho como que, no fundo, não se quer
achar suspeitas, mas sim, constatar de como
e por que isso pode acontecer, com alguém
nascendo perfeita, e potencialmente abreviar
sua vida de forma tão abrupta, quase violenta
e assim, precavermos outros pais e mães de
um sofrimento muito proximo do incalculável.

Se nós a perdermos para essa tão grave e
tao letal ocorrencia
, algumas das religiões
terrenas, vão querer, prontamente, dar
lhe
o apelido prestimoso e inocente de ´anjinho´...

Acontecendo isso ( nao quero, é Ó-B-V-I-O ),
num século de
tanta informação disponível, de
máquinas complexas e espetaculares e com

pessoas bem qualificadas prá cuidar de vidas.

Anjinho...? Hmmm... Desculpe-me, mas nao.


Cá prá mim, ela é tão somente uma menina,
com páginas ainda em branco para que, por
ela mesma, sejam, uma-a-uma, preenchidas....

E a mulher que ela pode vir jamais se tornar,
já me fez, estranhamente, um homem melhor.

LUTE AÍ, MINHA MENINA E LUTE COM FORÇA!

SEU PAI ESTÁ NA TORCIDA, JUNTO CONTIGO!

.
PS: Louise melhorou, está em casa e dá MUITAS RISADAS como palhaço do pai dela, um babão GIGA-APAIXONADO por ela, 24h/dd...

28 Fevereiro 2008

À QUEIMA-ROUPA



Mais do que os atos apreciava sobremaneira as palavras chamando tudo que se pegasse com as mãos de ´´artefato´´ fosse numa fazenda alquebrada stand de tiro imitando filmes guaritas sufocantes barracos provisórios numa favela solidificando o fracasso definitivo mansões em estilo bolos-de-noiva bancos fingindo lugares bacanas ou quando estava mal guardado na terceira gaveta da mesa de um escritório quando não em cima do guarda roupas tudo prá ele era ´´artefato´´ brincava desenhando palavras similares arte e fato arte e ofício arte oficial artificial artifício fogos de Reveillons fogo apagou cessar fogo afogados não deveriam ser àqueles queimados pelo fogo perguntava-se sorrindo nunca mais foi exatamente o mesmo após incursão solitária ao Deutsches Museum na sempre tão austéra Mûnchen especialmente numa ala reservada aos tais ´´artefatos´´ de sua vergonhosa paixão por demais reprimida enormes de dificil condução e locomoção imaginava pesada calibragem um tipo de municiamento individualizado cartuchos metálicos recarregados por trás imensos tripés servindo de apoio para os disparos únicos miras em óticas rudimentares porém precisas muita madeira quantos anos até suas portabilidades óbvias e tão disseminadas hoje vindo tudo em plástico belo museu no meu país isto é sucata merda de governo atrasado inútil e caro esse que temos nunca respeitando nada nem ninguém.

Pensava no maleiro do guarda roupas de sua belíssima casa o esquecido artefato de fabrico germânico discretamente lubrificado nas ranhuras por onde se instalava uma luneta por ora ainda inexistente honrosamente protegido e embrulhado em grossa camurça ou seria um retalho de nobuk o coldre protetor original em couro marrom escuro polido como sapatos de festa desgastara à muito num filme com nazistas viu de relance uma idêntica quanto será que vale uma dessas no mercado paralelo hoje brincava que o pobre animal cuja pele agora protegia a valiosa herança da armoría mecânica do século passado e talvez funcional bem que podia ter sido vítima de seus próprios disparos oras que estultice a minha se reprovava rindo mais do que os fatos especialmente apreciava sobremaneira as segundas feiras na contra mão dos seus cento e oitenta e cinco milhões de cordiais brasileiros menos dez milhões deles analfabetos talvez nadando contra a maré do planeta inteiro agradava a idéia seminal infalível
semanal sublimada na oportunidade eterna grátis genial do recomeçar empresa para poucos e destemidos valentes naquele dia espetacularmente cheio produtivo instigante mas sem revézes avançar vida é uma viagem de ida costumava dizer triunfante "vida é uma viagem de ida" seu pai tirando sarro acrescentou um "idade".

Trânsito desgraçado como sempre na cidade tão pequena com motoristas tão estúpidos correm tanto imperitos negligentes e imprudentes só prá voltarem o quanto antes prás suas vidas vazias e sem sentido algum sem a menor noção do que podem gerar de posse da máquina na durabilíssima tristeza iludidos por heróis imolados nas pistas famílias sem diálogo castigos baseados na supressão provisória de bens materiais como fazemos com os cães funerárias seriais à todo vapor ainda assim sorria checando placas de velocidade máxima e as obedecendo no apreciar do mutar lento e gelógico da paisagem urbana desincorporado da selvageria no achar de vaga apertada oportunidade de exibir habilidades sempre elogiadas nessas horas tão masculinas de fato manobrava com perícia invejável mesmo no escuro como se adivinhando suas próprias dimensões e as do entorno imediato não raro pára-choques espaçados entre carros por centímetro de vão algo remexeu na calçada à esquerda entre o pára-brisas traseiro com uma fina linha horizontal dourada do desembaçador rompida e o vidro do passageiro
de trás vulto humano de atitudes simiescas sem aviso permissão ou tolerância ouviu algo nem olhou mas sua mão direita fez um não não obrigado balançando em direção ao primata quando ouviu réplica que o paralisou seu carro póde até ser riscado doutor vociferou repita o insolente desconversa o estudando discretamente se esse carro aqui na minha frente for riscado eu te acho no inferno seu filhodaputa o vulto resmungou algo como ele fizera à pouco andando sem se virar pensou chega isso passou do controle merda de governo atrasado inútil e caro esse que temos nunca respeitando nada nem ninguém.

P
ensou no artefato alemão talvez oxidado de tão enfiado no maleiro não não muito velho destreinado poderia nem funcionar e fazer besteira ou ficar vulnerável loja grande adentro encontra os belos sapatos dos quais precisava à tempos desviou da rota lá dentro mesmo rumando à vitrine reservada nos fundos onde artefatos eram exibidos sob grosso vidro trancado à chave perguntava como podem preciosidades evoluídas do pós guerra como aquelas podendo ser comercializadas assim sem cerimônia alguma o vendedor confessa baixinho num sorriso olha por mim qualquer sujeito tinha que treinar por uns dois anos antes de sair como um idiota disparando à esmo mas com crediário de hoje em dia até mulheres saem daqui com uma e voces deixam isso acontecer rindo nervosamente e com medo de uma delas me ouvir sei lá fazer o que é o dinheiro que conta temos que vender o que um cliente quer e o que fazem com isso depois acaba alí no pacotes rindo ambos apontei a que eu queria tão linda já namorando em segrêdo desde à muito de uma revista temática exclusivamente abordando só daqueles artefatos alguns bem antigos mas a maioria modernos lançamentos da indústria de todo o mundo tecnológico, a evolução da ótica e de matérias primas alternativas, tão fundamentais, incluídas.

Perguntei da documentação por que só nessas horas fico temeroso de tão antiga meu rosto jovial e algo bravio na foto com data numerada no peito ele disse só lá no caixa pago com cheque sim meu deus as coisas evoluiram mesmo sentindo minha premeditação iminente e inegociável não quer aproveitar e levar munição extra nunca se sabe na hora sorrindo maliciosmente cúmplice tá legal o que é que voce tem aí no caixa pergunto mas é só sim senhor obrigada meu deus sai com uma
indiscreta sacola plástica marcando meus dedos sapatos novos incluídos há dez anos se muito seria um discreto pacote fechado no papel com barbante andando como se os outros soubessem o que eu levava sonhos obsequiosos de cidadania me afogavam no carro mesmo à luz do dia manuseei sem menores constrangimentos minha nova aquisição cidadã meu arsenal doméstico crescente prá ter intimidades com ela mais tarde sim quase uma prolongação da sua mão e claro do cérebro chequei cada mecanismo cada detalhe o design hoje é mais ortogonal sem carregá-la ensaiei um único disparo à seco minando na parede vazia tal como casa modernista sem medo algum apenas prá ver como se comportava meu deus eletrônica embarcada até nisto um laser automático embutido dormi estranhamente sorridente não perco mais um disparo sequer.

Noite dessas prestigiando feira de agricultores com seus sadíos produtos naturais premiados vagens abóboras varas de cana milho pipoca caquis secos nozes pecan dulcíssimas quem sabe levar algumas gosto de ir armado nesse lugares vaga à vista dirigi com precisão divisei de novo o agora cada vez mais familiar vulto simiesco mas é outro exemplar obeso ameaçador insolente similar ouço déiláo doutor melhor pagar agora se não já viu parei de escutar o mundo à volta
merda de governo inútil e caro esse que temos nunca respeitando nada nem ninguém minha cabeça entrou num túnel meu dedo coçou prevenido saquei meu artefato engatilhei sem aviso nem mirei muito bem confesso pensar que já cheguei a errar feio no começinho acertando só da cintura prá baixo pelo menos nunca decepei cabeças essas coisas voce só percebe a desgraçeira toda bem mais tarde na hora não dá é só turbilhão apertei o dedo com suavidade notei que minha mandíbula inferior pressionou a arcada de cima com discreta violência engraçado como também mastigamos o nada quando manuseamos uma inocente tesoura e papel talvez calibrando o ferramental ou seria uma força extra na ajuda do corte mordendo.

Nem pisquei meus olhos no flash potente de luz explodindo à minha frente iluminando a noite juro que ví um animal assustado me encarando no escuro o seco e discreto estalar do mecanismo de disparo invisível nessa altura foi quase como um clique suave natural da arma agora letal o mero aperto de um botão dos milhares de botões que apertamos todos os dias imagine somando os do teclado do computador senhas às centenas banco instrumentos musicais consoles de jogos eletrônicos meu deus tantos anos e ainda domino essa prática como se meu último disparo tivesse sido dado sei lá anteontem correria imediata de outros símios idênticos atraídos alí não tive a menor das dúvidas ato contínuo mirei instintivamente primeiro nos órgãos vitais como o instrutor me demonstrara pacientemente as vezes pegando o artefato junto com minha mão tremida depois ajustei a mira para o meio da cabeça de cada um deles e disparei um a um apontava disparava movia a mão alguns graus para o meio da cabeça do outro desgraçado mirava disparava até atingir todos os quatro faltantes coisa de cinco segundos o primeiro já era fiz exatamente como os filmes nos ensinam em menos de dois minutos o lugar ficou limpo olhei em volta por tudo atento sem testemunha ocular alguma ficou engraçadamente decepcionado.

Curti demais a feira comprei legumes premiados lindíssimos rí com amigos velhos após meu embate fatal com
novos inimigos minha língua queimando querendo confessar resisto retorno ao carro calçadas agora absolutamente desertas um carro da polícia passa penso chamá-los deixa quieto já foi em casa manuseei com carinho redobrado o artefato quase idolatrando-o pelo seu simples existir no me defender tão bem descarreguei-o por segurança nem o escondi será que aquela verdadeira relíquia a minha máquina sem uso do maleiro vale alguma coisa espantado não disse "artefato" semana que vem terei mais um evento mais um confronto usarei minha mais nova arma letal em nome da minha cada vez mais vilipendiada cidadania um disparo um ponto e pronto depois de tudo já feito eu te conto nos diz malicioso sorridente manuseando fotos antigas agora resguardadas dentro de uma nova caixa de sapatos, enquanto as novas imagens são transferidas de uma máquina para a outra artefato dialogando com artefato para o seu computador como mágica caralho que cara de bunda esse flanelinha filho de uma puta tem merda de governo atrasado inútil e caro esse que temos nunca respeitando nada nem ninguém !


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05 Janeiro 2008

À PROCURA DO RAPÁICHE

Não, não se trata de Homilia Gay. Nem Delegado, à caça de
algum Fora-da-Lei. Ou da Polícia Militar, em algum mandato
de Busca & Prisão. Ou Moçoilas desesperadas por Çéquisso.

Também não se trata de um novo Buddah recém encarnado.

Trata-se da instituição nacional dessa tão grandiosa e quase
in/entendivel Nação Brasileira que nos define, conforma e é,
mesmo alguns de nós, vivendo estranhíssimo deslocamento.

É a figura do rapaz ou, na pronúncia da escumalha com um
indefectível sotaque luso-carioquês, o "RAPÁICHE". Alguém
DEVE ter falado disto antes, não tenho a menor das dúvidas
quanto á isto, mas eu percebo que a população dessas Néo-
personas tem-se multiplicado país afora quais coelhos, caso
saibas, ninhadas de coelhos brotam 10/15/20 nano-coelhos,
em 365dd, dá prá preencher a China Continental de coelhos,
como percebeu, nascituros Made In China, como quase tudo,
caso não saibas, equiparam os investidores internacionais de
´corajosos como coelhos´, o que dá uma idéia precisamente
exata, de como inter/agem, medrosos como são, os coelhos.

Não fosse La Naturaleza serví-los como farto alimento e dos
bons, e é por isto que exibe o BRUTAL par de orelhonas, um
faro ANIMAL ( perdão, bi-trocadalho ) e prá se safar de seus
muitos predadores, salta/corre rápido como um... COELHO!

E que diabos insidiosos vem a ser o tal RAPÁICHE? É bem
simplim, de tudo: Por princípio, Le Citoyen nem nome tem.

Então, vai ser exatamente por isso que damos o nome dele
Rapáiche, não duvidar que algum energúmeno, batize filho
em muito breve por Rapáiche Silva, visto que as contagens
de Juniôres, figurando em primeiro nome, figura pelo milhar.

O tróço FUNCIONA exatamente assim, SEM VARIAÇÕES:

Estou construindo uma casa. A Arquitetura é fascinante, por
causa de um negócio que me toquei já algum tempo: Nesse
ofício, seus gestôres tem que achar a coisa MAIS NATURAL
desse Universo juntar 7 Milhões de peçinhas soltas e vindas
de pelo menos 1.278 Fornecedores, fazendo com que todas
essas 7 Milhões de Peçitas Soltas entrem numa mesmíssima
linha de produção (o chamado ´canteiro´, original medieval
de cantaría, do ofício de cortar cantos nas pedras maciças
),
até mesmo a MIRRS, a Estação Orbital lá em cima mal tem
os 30 fornecedores, vai vendo/entendendo o que é construir.

Pois bem, cadê o RAPAZ? ´Dotô ( por que RAIOS chamam
de doutor, se eu não defendi Tese de Doutorado alguma ?),
Rapáiche ficou de passar aqui de manhã, mas ele não veio.

ARRÁÁH! Ei-lo! Alguém ficou de fazer algo e não o fez, mas,
alto lá, é só isso? Esse é o tal rapaz e pronto, finito, TheEnd
e não se habla mas nisso, e voce aí com essa história pueril ?

Seria fim, sim. Não fosse o fato de que o supra citado solver
T-O-D-O e QUALQUER problema relacionado a falta dalguma
coisa, note que quando ouvir um R-A-P-Á-I-C-H-E, instale
bem nas profundezas do seu hipotálamo uma espécie de bio-
alarme, dos mais escabrosos possíveis, quando for acioná-lo.

Pois quando o estribo vibrar na clóquea, a bigorna transmitir
pulsos dentro da sua cabeçinha, automaticamente voce vai
esboçar um tipo de sorriso marôto, quase uma auto-defesa
preservacionista, macaco ancestral balbuciando os mais que
intraduzíveis muchôchos, sim, compadre: TE ENGANARAM!

Aliás, fiquei de contar segrêdo valiosíssimo da Arquitetura,
que
só Iniciados, Picagrossas e Demiurgos da prancheta bem
o sabem,
e, uma vez decifrado, permitirá nortear aos comuns
mortais e todos
aqueles que não são do ofício a não comprar
gato por lebre, quando
o tema for a CONSTRUÇÃO DE CASAS.

Mas, sabe o que é? O Rapáiche do Bureaux, ainda não veio.
.
.
.

BRASIL, SOCIEDADE CONHECIDA



Inquilino novo no Predinho Comercial. Naturalmente,
ninguém é obrigado a adivinhar aquelas micropequeninas
coisas da Cultura Pré-Existente em determinados lugares.

Mas nós, os brasileiros, estamos, em quase a totalidade,
pouco se fodendo para isto, estejamos onde estivermos.

Uma vez ouvi de uma senhora na casa de seus bons e
excelentemente bem-vividos 60 anos ( não, ela não é
r
ica, tolinho... ) um relato assombroso, dela em visitas
aos principais Museus Europeus, envergonhada... com
os... brasileiros! SIM! Nossas afamadas ´alegrias de
viver´ e bastante decantada cordialidade, na verdade,
também podem -devem- ser traduzidas por profunda,
sombria, ABISSAL e sintomática falta de consideração
com esse tal de outro, que insiste em nos ´embaçar´.

De embaço em embaço, alertei ao nosso novo vizinho,
senhor perspicaz e interessado, da importância em não
agredir as linhas neoclássicas da arquitetura da fachada
do charmoso edifício de três andares à Rua Paranaguá,
onde convivem, simbioticamente digamos, consultórios
de psicologia, ateliers de arquitetura e construção, uma
representação comercial de impressoras/plotters, clínica
estética, esse tal estúdio de design, uma imobiliária, uma
algodoeira e uma agência de intercâmbio de estudantes.

Aliás, a representaçao Comercial de Impressoras/Plotters...


...retirou um identificador de aço escovado ( que eu mesmo
o desenhei e fui atrás da chapa de aço e de uma empresa
que tivesse uma calandra prá vincá-lo e cortá-lo, investindo
MEU tempo e dinheiro nisso... ) para que "o rapaz" pudesse
recortar o vinil e identificar a sua sala... O objeto nunca mais
retornou aos seus 4 furos na parede de alvenaria arenosa...

Vejam, o tal "rapaz" precisou de retirar o objeto de aço, que
estava aparafusado na parede, no hall comum, deixando os
4 furos aparentes... prá poder grudar meia dúzia de letrinhas
plásticas em durex colorido... ao invés de medir o objeto e...

ENFIM.

Nosso imbroglio paroquial consistia-se de algo fácil de
solver: O master franqueador da grife recém-instalada
queria enviar suas placas de identificação de fachada e,
tendo encenado mesuras recepcionistas primevas, recebi
um lay-out do que viria a ser, não sem solicitar alteração
simples e ordinária, no sentido de ( PQP! ), ´não agredir
as linhas neoclássicas... da arquitetura da fachada... deste
charmoso edifício...´´, etc., no que fui, sim, prontamente
atendido, lá se vão uns 365 dias, se tanto assim, que seja.

Não recebo um puto prá cuidar desta merda. O prédio
não é meu, a sala não é minha ( alugo duas delas... ) a
Paranaguá é onde eu apenas e tão somente trabalho e,
o que acontece, quando eu chego para mais um bom dia?

Eá? (como exclamava, prá minha alegria, dona Marietinha
de Lima Brizolla, minha avó enviuvada de meu Vô Foster
de ascendentes norte-americanos do Texas e da Georgia
pós Guerra da Secessão, tio-avô da Sra. Rita Lee-Jones )

No piscar das luzinhas de 2MIL & VII, na calada do dia,
nova fachada e nova logomarca se apresentam às "linhas
neoclássicas do charmoso edifício", SIM, ocultando essas
mesmas linhas, afinal, oras, prá que serve a arquitetura,
se não nos dispusermos à fodermos com ela como e com
os meios que temos, numa placa vistosa e iluminadíssima,
se possível (nunca se sabe!) enxergável por vôos noturnos?

Existem umas coisas na civilização e que nos impulsiona no
adiante ( exceto pelo fato de os Hiper-Ricos não abrirem
mão dos raros privilégios conquistados à custa de grande
morticínio e a quase irreversível devastação dos Recursos
Naturais, cegos na fé que a Tecnologia e suas grana$, prá
lá de pornográficas e iníquas, solverá tudo o que existir ),
que se trata de justamente, NÃO GANHARMOS UM PUTO
SEQUER, entretanto, melhorarmos o quê, no quê pudermos.



Eu até... iria inquirí-lo sobre o por quê disto, posto que ele
sabia do acôrdo de cavalheiros ( no passado, quando cá
me
instalei, a fachada mais parecia um puteirão de bêbadas
acabadássas, cada negócio cuidando só do seu negócio e de
sua placa, Batalha de Salames entre Eunucos Coprofágicos)
quando me caiu a ficha de como o Brasil Sociedade Anônima
de fato, funciona, 24h/Dia, 7dd/Semana, 30/Mes, 365dd/Ano.

Ele iria iniciar sua amistosísima e cordial DESCULPA assim, ó:

-NÃOSABOQUÉ QUIFÔI? ÓLHEUATÉFALEI PRÁÊLISQUI...

É até bem possível que sejamos mesmo, de fato, os reais
predestinados ao futuro, como Naçao e como Raça em todo
o planeta, dada nossas condiçoes geográficas e naturais.

Mas, isso se dará, vejam bem e entendam isto: No futuro.


Num longínquo, inalcançável, evangélico, promissor, futuro.

Entendeu bem... ou quer que eu desenhe ?
.

30 Novembro 2007

MAQUEMANÉ, BANDEIRINGLESA, QUINADA!


... A UNION JACK, NOS PASSEIOS DA PRAÇA CENTRAL ?

Voltou à baila na sempre e justificavelmente orgulhosíssima Pequena
Londres
a tal circunscrição da Union Jack, a portentosa bandeira
tripartite do Reino Unido, aquele mesmo que, nos estertôres do séc.
XIX gabava-se de ´ter o sol jamais se pondo sobre as terras de seu
vasto império´, quem diria, reproduzida no design dos passeios da
Praça Cívica, defronte á uma indefectível filial das indefectíveis Casas
Pernambucanas ( se elas se chamassem... Pern & Amb Buchannan´s House...
venderiam mais ?
) e bem ao lado da horrorosa, bizonha e vergonhosa
catedral católica, erigida em Tenda-de-Acampamento-Country
Style
(que o londrinense pronuncía ´´côntri´´) by Bunge, Aventis+Klepper Weber
Joint Ventures ou seja, um amplo Silo Graneleiro em duas águas mal
travestido de edificação supostamente... consagrada aos céus, isto,
após demolirem a elegante arquitetura Néo-Gótica anterior, sobrinha
dileta da Catedral da Sé, quem lá esteve sob suas naves, manja... e
nem tem que ser um pedante religioso prá se perceber a qualidade
metafísica daquela edificação (a da Sé, por favor, não a de Londrina).

Esse tema é treta velha: O professor de Arquitetura na UEL e Doutor
( doutor-doutor meeesmo, não esses médicos, advogados e engenheiros de quinta
categoria, de saltos-altos e se autoproclamando dotôres sempre que possível, dire-
tamente proporcionais à cultura da platéia
) em Urbanismo Humberto Tetsuya
Yamaki da UEL já havia alertado, principalmente à imprensa, dos
equívocos dessa analogia lá se vão anos, lembrando-nos que a prática
nunca foi inglêsa, muito menos uma homenagem da filha de Londres
em se tratando dos designs das Praças, dos Arruamentos & Afins.

De fato, se reservarmos um quadrilátero em qualquer área central e
se chamarmos alí de ´praça´, abandonando-a à própria sorte ( nada
que nossas prefeituras não tem feito tão bem...), seus usuários irão
trilhar caminhos que em tudo lembraria a tal bandeira, com o um ´´+´´
sobreposto á um ´´x´´, só faltando os tons em vermelho-branco-azul,
na verdade, a conjunção empilhada de três signos ancestrais, numa
verdadeira Salada-Russa Semiótica do Design Gráfico,
esmagando
à fórceps num único monograma a 1.) Cruz de São Jorge da ´matriz´
Brittish; 2.) Cruz de Santo André da ´´filial´´ escocêsa e 3.) Cruz de
São Patrício dos ´´anexados´´ irlandeses, lá se vão + de 1400 anos.

..............


Esses signos em formato de cruz nunca foram dos Evangélicos, dos
Católicos ou Símbolos da Morte ou Religações com os Céus (ou dos
HeadBangers e desavisados comedores de morcêgos, se exibidos
de ponta-cabeça ): São tão somente muuuuuuuuito antigos, sofrendo
ressignificações dados os contextos, tendo origens tanto na marcação
de um lugar ( Mapas do Tesouro, por ex. ) no Cruzamento das Rotas
Comerciais e de Trilhas conhecidas (gênese de centenas de cidades).

Não dá prá menosprezar nossos ancestrais e, SIM, desde que um de
nós percebeu-se no que hoje damos o nome de ´´criativos´´, ´´artistas´´
e quetais, os fodões do Mundo Gráfico já se manifestavam e nenhum
deles precisou esperar eclosão da Revolução Industrial, vide registros.

ORAS ! O cara que desenhou aquele bisão MAGNÍFICO em Lascaux,
cavernas situadas no sudoeste da França ? ...ELE ERA O CARA !!!!



Alguns autores acadêmicos ainda dão a entender que, em alguns dos
cantos obscuros das cavernas eram locais tidos ´´mágicos´´, onde a
escolha de um protuberância tridimensional para acomodar um Bisão,
com a cabeça desenhada exatamente numa rocha que lembrava o tal,
e mais a bruxuleante luz d´uma fogueira de carvalho, trazia tal animal
à vida, então, era um culto mágico, para os caras caçarem mais, etc.

EU NUNCA LÍ TAMANHA PÔRNO-BOBAGEM NA MINHA VIDA !
......................


Não chegamos à Lua rezando. Eletricidade não foi obtida por Monges.
A água Encanada não é produto de Freiras. O meu Notebook não foi
anunciado via Papa Clemêncio (quem?). Mohhammed não me avisou
do World Trade Center, como, aliás, me avisa de um Céu Exuberante
junto ao Altíssimo ( quão altíssimo? 200 andares ? 8.800m ? ) e, SIM,
à minha espera, com Virgens & Mel & Águas Frescas & Fontes Mil...

ORAS, se Mohammed ( a paz do altíssimo esteja com ele...) tivesse
nascido numa exuberante Amazônia, e não tivesse encarado muitos
e poderosos empresários de seu tempo, num cenário miseravelmente
árido, não teria sonhado com nada do que sonhou, sem a tal idolatría,
que o digam a nossa SUDENE, tetas nacionais da Indústria da Sêca...

O fujão não escreveria nada daquilo, pois se tem um lugar identico ao
céu da fé, fica lá na Calha Norte, com Virgens ( à garimpar... ), Méis
dos mais doces ( móle-móle ) e muita, MUITA água..., todos os três
itens, prometidos aos fiéis com bombas no peito, em periclitante falta
nos Desertos que eles mesmos criaram devorando madeiramento em
Barcos/Armas/Muralhas/Tronos/Casas/Templos/Bigas/Estátuas/Portas.

(Aliás, dá uma vontade de enxergar um Rio Amazonas no meio do Sahara, quando é
avistado bem de cima pelo Google Earth, que não é dificil imaginar-se algo insano
).

Joseph Smith nunca profetizou minha Leica M3 com 4Mp, talvez por
que estava ocupado com outras coisas mais importantes do que
minha Leica M3 com 4Mp. Mas ele nunca saberia de como minha
Leica M3 com 4Mp me é muito mais importante, do que o antes, o
imediato e o depois, sim, o HOJE. JÁ. AGORA. E também meu
AMANHÃ CEDINHO. E SÁBADO QUE VEM. E O DO-MIN-GO!

Pois o cara que acomodou o Bisão 3-D na rocha protuberante era,
ALÔ-ÔW? RÍLSTON? Era o LucasFilm do pedaço, tenha a Santa
Paciência, BatMan! Mania universal recente e rediviva essa, a de
menosprezar, diminuir, coisificar, descartar, desconsiderar assim,
o sujeito que eu mais admiro nesse mundo todo: Nós mesmos !

Está bem, alguém tinha que ir caçar, legal! Mas a-l-g-u-é-m, PQP!
desenhava.
E o fazia muito bem! Era o especialista ou, ao menos,
um cara de talento. Se contarmos o número de primatas bípedes,
nós, os Macacos mais Bonitões, Safos e Jabakwaras do pedaço
daqueles tempos bicudos, puxa vida! Vamos ver que nós eramos
mesmo os caras. Não tinhamos medo de nada. Por isso é que nós
prosperamos. Foi para/por causa disso, que descemos das árvores.

Claro que hoje em dia..., alguns desses Macacos Bonitões ainda
deseperdiçam suas existencias com as suas bundas acomodadas
numa poltrona em frente à TV, mesmo com uns R$200 mil no banco.
( CONHEÇO UM CARA ASSIM! ). Mas esses macacos ranhetas e
covardões também ficavam nas árvores, daqueles mesmo tempos.

TEMOS QUE ENTENDER, QUE NÓS NÃO SOMOS IGUAIS !

NUNCA ficaremos iguais e erram aqueles que tentam, tentaram e
tentarão o equalizar as nossas muitas diferenças (
Ainda bem! ),
vide
Pol Pot, Hitler, Lula, Castro, Bush I e II, Stalin, Evo, Tchávez....

Todos eles ( en passant... ), estranha e coincidentemente populares.

Voltando à bandeira inglesa na praça central de Londrina, t
al analogia
é forçada e serve bem mais à uma latente necessidade da Natureza
Humana ( vide as Religiões, os Cultos e as Seitas, contando-se na
casa das mais de 10.000 em todo o vasto planetinha
), de queremos
´conhecer os nossos pais´, interessante mecanismo sutil e latente que
foi brilhantemente codificado e apresentado ao mundo pelo austríaco
Sigmund Freud: Nós queremos des - esperadamente, ser alguém!

Ou pertencer à algo: Seja uma nação, um time, um bairro, um hobby,
um estado, uma região, uma religião, uma não-religião, uma língua,
um time, um condominio, rotary, um time, um sexo, comunidade no
orcute, praia, butéco e por aí e assim caminha nossa Humanidade...

: : : :

Quando queremos nos reportar à algo, normalmente, recorremos à
uma alegoria mais conhecida ou mais familiar, sempre no intuito de
ampliarmos nossa comunicação e, sendo possível, torná-la um pouco
mais eficiente, onde damos o nome deste mecanismo corriqueiro de
analogia. Analogia, lá nos dicionários, é ´´ o ponto de semelhança
entre coisas diferentes
´´. De analogías tacanhas, nosso país é tetra.

Basta recorrermos ao cargo máximo na política nacional republicana,
para aturarmos aquele que se gaba
de nunca ter sido lá muito afeito
aos livros e
aos bancos escolares, às referências ao ex-nobre football,
despoupando com uma cada vez mais impressionante frequencia e
rotatividade de taxímetro adulterado, nossas já combalidas paciências.

: : : :

A Arquitetura e o Design, não raro, sempre se valeram de analogias,
nossas casas são as árvores ressignificadas ( as cavernas j-a-m-a-i-s
corresponderam à 0,000001% dos abrigos possíveis, mas como ficaram intactas,
temos a nítida impressão que TODOS moramos nelas, no passado
), a escrita
são desenhos sofisticados de ícones da natureza ou das realidades sócio-culturais-econonômicas-psicológicas ancestrais, o carro é o
cavalo,
o supermercado a pradaria, o espaço longínquo, com suas
estrelas faiscantes, o sonho, mesmo que contemplemos o passado
delas, a luz nem mais existindo, apenas uma fotografia, desbotando...

Porém, com tanta história recente carecendo de muito resgate e de
maior apuração (inclusive nos ligando à insuspeita e discretíssima
Birigui no interior paulista, como um dos vetores iniciais de nossas
colonizações
), equiparar o desenho dos passeios da aludida praça
central de Londrina à bandeira inglêsa soa por demais juvenil, para
não afirmarmos desinformado, quase um deslumbramento caipira.

Ou talvez apenas necessidade
pura e simples de emoções baratas.

.

20 Agosto 2007

Minox DCC Digital Classic Camera Leica M3


Minox DCC Digital Classic Camera Leica M3
WOAW! Foi a primeira impressão que tive, ao vislumbrar a surpresa que a antiga fabricante alemã havia preparado para a virada do século, ao miniaturizar a vintage Minox DCC Digital Classic Camera Leica M3 reduzida à um terço da escala, alimentada com microfilmes 16mm em película formato 8X11, revelação C-41 feita somente via Correios.

Famosa pelas spy-cams da Guerra Fria (é clichet e sempre tem um filme com cenas assim: Um cara secreto invade algum arquivo secreto n´alguma edificação secreta intransponível -ou quase- e saca do bolso secreto interno do paletó uma secreta Minox, fotografando -ARRÁáH!- plantas secretas! ) a Minox, na contra-mão do mundo digital, lançou com enorme sucesso esses nano-mimos do design, verdadeiro fetiche, digamos, quase-erótico, verificável entre 9 de 10 bons fotógrafos.

A Leica M III propriamente dita, a de filmes 35mm, veio ao mundo em 1954, tendo sido produzidas mais de 200.000 unidades até a última camera alemã entregue em 1968 e o ´grande segredo´ da sua quase incompreensível limpidez nas suas lentes polidas à mão tem berço e... nem é tão secreto assim: O seu designer, Ernst Leitz, prosperou fabricando microscópios, daí tendo surgida a lenda e criado-se o mito de seu impressionante DNA ÓPTICO, algo bem próximo do infalível.

WOAW! This was my first organic response/impressions when I realized a bit more about this big surprise from the old german factory built, to comemorate it is entries on XXI Century, miniaturizing the famous Leica M3 35mm Vintage about 1/3 of the scale. The first Minox succesfully miniaturzation works with the famous 8X11 films, also knowed as "half 16mm" cinema film. In fact, the 8X11, largely used on the pré-war Fit subminiature cameras, is a 16mm cutted in the middle, without the tracks. On Fit cameras, the film is curled as a diploma.

Minox is much more known as a SPY-CAMS manufacturer. On Cold War times, in real life or in dozen movies about it, ten in ten spy personnel invading some secret plant, carving som e secret file, inside a secret building, getting out the pocket a secret cam to take tpictures of a.. SECRET PLAN! The geraman manufacturer, against the next big world digital tide, launch this nano fetichist jewell, almost erotic, to Connaiseurs, not the whole public.

The Leica M-3 itself, the one wich works with "classical" 35mm film, come in this world in 1954 and 200,000 units of them was made till the last one in 1968. The "Secret Sauce" from it is almost unspeakeable and in a mist of mystery cleaness about his hand polished lenses has an answer and, if you know much more about the factory, it is not a so secret thing, watch out: His designer, Herr Ernst Leitz, it becomes healthy as a industrious man buildiong.. MICROSCOPES! It is from this statement tha the Leica legend born, wich explain the luminosity of it is glasses.

HEY! Credits all of mine, please, I will send you my bank account number to you, nice guy, make this... ;)


Ah! Por sinal, seja decente uma vez na vida, íntegro, honesto, ético e bacana: Agora voce tem o argumento, preciso como um míssil alemão, do por quê do mito Leica: É que ela nasceu muito mais como sendo um instrumento científico, do que uma câmera fotográfica. Créditos? Aqui: LondonCallingz. Minha C/C? Envio dados breve... :D


Sensualidades reprimidas à parte entre comuns mortais, Sebastião Salgado registra os seus impactantes ensaios com uma, original.

The world famous brazilian photographer, Mr. Sebastiao Salgado carry a lot of Leicas inside his luggage.



O velho mestre Henri Cartier-Bresson esmerilhou as poucas de suas Leicas ao limite, consta que a sua camera predileta, ainda (r)existe.

The creator of the "Decisive Moment" concept, Monsieur Henry-Cartier Bresson is a Leica devorater, using a dozen of them in his life as a unique photographer.


Pressentindo a ameaça do iminente tsunami digital, a fábrica, situada ao norte de Frankfurt e próxima de Bonn, surpreende mais uma vez o mundo dos escribas da luz, anunciando a mesmíssima miniatura da sua DCC Leica M3, agora em pixels, modestos 1.0Mb encontrados em muitos fones celulares mas convenhamos: Uma Leica...É uma Leica !


Evidentemente, se o que o fotógrafo procura é um equipamento refinado, não será essa miniatura lindíssima e sedutora que vai atender suas necessidades (para isto a Leica -não a Minox- tem a excelente V-LUX1 e seus pornográficos 10Mb com lentes de 14 elementos em 10 grupos, límpidas de fazer chorar), pois o fetiche de colecionável ou só adquirível supera a razão, em busca da emoção.

Pois o melhor, dos muuuitos press-releases que eu já lí por aí para o lançamento de um equipamento qualquer, é a definição de fábrica, do que vem á ser uma Leica M3 dessas: UM NOTEBOOK DIGITAL!

Nós brasileiros, quando pronunciamos ´notebook´, o fazemos com uma certa... hmmm, pompa e circunstância, quase como algo que nos diferencia da escumalha-padrão ou a.) por termos um ou b.) ao menos sabermos do que se trata uma néotraquitana informática dessas.

Notebook, caros mortaes, trata-se de C-A-D-E-R-N-O em inglês, isso mesmo! Livro de notas e, o que a MINOX conseguiu com esse fetiche, foi justamente alimentar os consumidores ( e aos fazedores de imagens ) com um gadget à altura (talvez num nível ainda mais elevado), onde menos é mais: Nada de tralhas adicionais, às quais, se existentes, voce as usaria uns 10%, se muito, lembre-se do seu PC e do desktop aí do dia-a-dia, entulhado com inutilidades às centenas...

Feellings about the digital tsunami eclodiong in the world beaches of photo, the factory at north of Frankfurt an near Bonn, announces one more time to the light scribers of the World the same subminiature camera, but now, whearing Pixel stuffs... Yes, only and poor 1.0 Mp, most cell phones are strongger, but a Leica... IS a Leica!

Of course, if the photographer wants refinement and wants a work tool, this seductive
subminiature DO NOT works. To fit this, Leica itself ( not Minox ) built the powerfull 10Mp V-LUX1 Camera equipped with pornographic 14 gang-bang elements in 10 Lenses Groups, you feel reazons to starts to cry about it. For instance, on Minox Gadget, the main reason is showed in capital letters on the motto of the miniature: A DIGITAL NOTEBOOK, indeed.OK, just to make silly justice on this: a NANO-SUB notebook... ;)


Nada de cartões Sandisk, sem Flash (OK: Eles tem um bem legal, das antigas, redondinho como nas Rolleiflex dos jornalistas que usavam chapéu com um cartão escrito PRESS enfiado no sutache...), foco em duas posições (Meio Perto e Bem Longe o que, convenhamos, não tem erro...), paralaxe dos Sete Infernos, onde só lá pela quinquagésima oitava foto voce aprende a ver o que está no visor pela mini-ótica, deslocada à extrema esquerda quase saltando fora do case em pouco mais de 3mm de diâmetro, menor que muitas fechaduras.

A(s) lente(s) equivale(m) ao bom e velho formato próximo ao do olho humano, descoberto pelos japoneses: 48mm; Abertura em f:2.8; Armazena 99 imagens em 24bits com 2048x1536 pixels e, o mais incrível: Quem ´lê´ a cena enquadrada não é um sensor de bits, mas sim um grupo único de 5 elementos óticos fixos, usinadas com vidro polido à boné: ArRÁh! UMA CÂMERA-CÂMERA DE VERDADE!

A minha veio equipada com mais-que-suficientes 4.0 Mp, permite mini-posters de 350mm de largura, coisa que nunca vou imprimir -acho- pelos próximos 50 anos. Para isto, tenho minha Canon AE-1 carregados com Ektachrome, macacos me mordam! (como é isso em inglês? Como fica uma mordida dessas, depois de feita pelos tais?)

The M3 camera comes with zero/nothing/niet/nada features: There are NO cards. NO lcd screen on back, but a two digi counter ( I wonderer: FOR WHAT someone wants to see what his gets... IF WAS HIM ITSELF WHOSE MADE IT THE CLICK? ). NO strap. NO leather case. NO flash. ( Ok, it has one, a vintage old pressman like, chromed parabollic Rolleiflex style, with, yes, nano hot shoe, but, come on... ); And you will need the first 30 or maybe 50 photos to find the correct position of the lenses, to compesate a little and delicious parallaxis, the difference that exists in the image that enter the lenses, compared with the almost pinhole visor at top left on the back of the camera. The lenses is simmilar to the human eye curvature (thanks to the japaneses of Canon), yes, is 48mm with f:2.8 aperture ! 99 (ninety-nine!) 24bits images in 2048x1536 pixels can be containnered inside it and the most uncroyable: ALL IMAGES ARE READ BY GLASS! Yes, it lenses have a solely group of 05 fixed elements, at least, a cemera-camera in real !

The little jewell of mine comes with ENOUGH 4.0Mp and run printed posters 350mm high later at the photo lab, but for this prints, I used my Canon AE-1 35mm "classic"



Assanhado que só vendo, armei-me de Paquímetro, Couro Camurça, Estilete com lâmina nova, Régua de aço e elaborei um case Classudo & Único, inspirado no da Canon AE-1, vestiu como uma luva, quem diria, eu, de seleiro! ...Tá legal: Ficou torto num das arestas, mas ainda ficou Classudão. Tem vaciladas em cola-de-contato, na base. Mas é Único, vai. Cortei meio ruim onde caberia o display do Counter View e botão ON. Mas, ó! Meu case ficou BEM bacana, EU JURO !

Essa mesma Minox DCC Digital Classic Camera Leica M3 já está sendo fabricada à 5.0Mp com telinha colorida de LCD atrás, prá mim, uma bobagem sem tamanho da era digital: É como curtir núpcias na Limousine, antes do Casório, mas com essa escumalha desesperada em satisfação imediata, deslumbrada quais bons e sempre irredutíveis caipiras... talvez valha o relativamente pouco e baixo investimento.

Coisa aí de uns R$600. Devo encomendar mais uma, em muito breve;
Serve como WebCam à 320x240@10fps, o dia que eu souber configurá-la;
L
evo-a até ao Cinema, mas acho que preciso me tocar duns tróços... ;)

Na sequência, algumas provas de visão da criança, sem passar pelo
Photoshop (
caberia uma esquentadinha nelas):
EU RICOMÊINDU !

Inspired a lot, happy as a child just before crush the beauty squared can package out, I take my Canon AE-1 Leather case, to serves as a model... Than,m with a paquimeter, take notes about every little dimension of this Litle Jewell... and, yes, like an authentic Leatherman, starts to cut nobuk soft leather to make my own case! FITS LIKE A GLOVE! Uh... OK, drops of glue slit out here and there. But looks Classy! And... well, i cut a piece out of line, here and there... But looks Noble! And... uh... The duo-digi counter, is almost covered by a lack of precisement there, in the hoke, but... C´MON, MY CASE IS COOL, I SWARE !... ;)

This same gadget exists also at 5.0Mp and, yes, with everywhere LCD backscreen, for me, the most sully and stupid thing on the universe of digital photography. People that I know, including myself, KNOWS what is going on, when a cemara is the main tooll in that optic moments... LCD´s was like make sex on the Limmo, after be married with a lovely gal... But in a Fast Foof society like this... Well, do not worry about it...

It costs about U$300; I will by another one for me, WITHOUT the LCD, Yup? Serves as a WebCam with 320x240@10fps, in the day that I wonderer how to configure it ( I will NEVER use this as a webcam...) I bring it EVERYWHERE, even at the Movie Theaters! (Ok, I need some hints about this odd behaviour).

On next shots, ( and in all others images taken here and in most photos at the BLOGSPOT´s links at right ) ýou will see what this diabolic seductive sexiest nano gadget can do, to an eye wich like to see the surrounded Worls of an ordinnary brazilian person like me.

HOPE YOU ENJOY IT!










COPYRIGHT: Christian Steagall-Condé

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24 Julho 2007

TAM VÔO JJ 3054 AIRBUS A320 POA/CGN


TAM VÔO 3054
( TAM FLIGHT JJ 3054 POA CGN AIRBUS A320 PLANE CRASH on 07/16/2007: Thrust reverser ? )


REVERSOR DE TURBINA DO A320. Como Funciona? À julgar pelo quase pleno entendimento de um tsunami de letrinhas no código acima significam, já estamos em pleno Séc.XXI, mas com todo esse aero-jargão em voga nesses dias, não pude evitar um PQP !!! Explodiu um avião dos GRAAANDES em Congonhas !

Em que pese o bizarro tráfego de informações especulativas após um incidente trágico desses (normal e saudável pois ficamos TODOS sedentos de informação), eis que o ator principal de uma tragédia encenada dez anos atrás com 99 mortos na queda de um FOKKER 100 da TAM em 1996, decolando do mesmíssimo Congonhas, é sugerido no hall de suspeitas: REVERSOR DA TURBINA.

Pensei bizarrias outras: Os quase 200 mortos são ´anônimos´, o que não significa que devemos atenuar a tragédia. Se um ´famoso´ morresse, como a população e imprensa encarariam o fato?
Mamonas Assassinas Revival ?
E por quê, MEU DEUS, os quase 200 assentos não podem estar LOTADOS de políticos conhecidos ? Ou cair no Congresso ? De todo modo, eu choraria pela perda da Tripulação... Voltando ao tema:

O que é esse tal de Reversor da Turbina e como FUNCIONA um Reversor ?

Em inglês, o nome é thrust reverser e, no evitar das dúvidas que envolvem esse dispositivo, seguem dois infográficos, envolvendo também o fabricante das turbinas do FOKKER 100 ( Rolls-Royce TAI650 ) e do AIRBUS A320 do Vôo 3054 ( IAE V2500, joint venture da Pratt-Whitney com outras grandes aviônicas do ramo, como a General Electric ), ampliando o conhecimento específico dentro deste tema, no últimos dias, controverso.

Logo mais abaixo, apresento-lhe o Reversor da Turbina do FOKKER 100, lembrando que o ar é um fluído, assim como a água, então, no design deste dispositivo, a turbina inglesa utilizada pela fábrica holandesa patenteou um curioso sistema de ´pétalas´, mais ou menos como quando colocamos uma de nossas mãos prá fora de um carro em alta velocidade, onde sentindo a resistência ( e a existência do invisível! ) do chamado ´vento´.

Há dez anos, essas Duas Pétalas dispararam e abriram subitamente em pleno vôo sem serem solicitadas, disparando alarmes na cabine logo após o recolhimento do trem-de-pouso do FOKKER 100 Vôo 402 da TAM ( Fokker 100 Flight 402 crash down near CGN in 1996: Thrust reverser deployed after departure ), descontrolando-o e derrubando o aparelho sem a menor chance de comando possível, uma vez que o reversor da turbina funcionou criminosamente durante a primeira, da segunda mais crítica das manobras aéreas: A Decolagem.

A segunda das manobras aéreas e a primeira mais crítica? O Pouso.



REVERSOR DA TURBINA DO FOKKER 100
A turbina TAI650 feita pela Rolls-Royce fica acima da
asa, na linha das janelas,
próxima ao início da área do leme na
cauda, instalada em dupla na fuselagem
e nesse sistema, 100% do fluxo vindo de dentro das turbinas é redirecionado.

CLIQUE NA IMAGEM ou ANALISE ESTE INFOGRÁFICO NO ORIGINAL EM:
http://www.coroflot.com/public/individual_file.asp?from_url=true&portfolio
_id=592078&individual_id=117258&sort_by=1&


Logo mais abaixo, eis o Reversor da Turbina do A320 , a V2500 feita pela IAE, usando a comparação anterior com a água (o ar é um fluído), no design deste equipamento a turbina norte-americana instalada pela montadora francesa patenteou um sistema de válvulas, mais ou menos como são as comportas de nossas hidrelétricas, desviando o fluxo em outra direção.

Essas ´comportas em miniatura´ servem auxiliarmente como são nossos freios-de-mão num carro, podendo até mesmo movimentar as 27 toneladas da aeronave em marcha-á-ré num taxiamento feito ao nível do solo, manobra terminantemente proibida nos manuais da Airbus.

De todo modo, a tragédia em São Paulo parece -até o momento- estar ligada mais às condições físicas da pista e da meteorologia dramática de uma região sub-tropical no instante do pouso e não ao reversor da turbina, o tal de, agora voce já sabe, Thrust Reverser.

Pensando das multiplicidades, os ferroviários das antigas tinham um ditado sinistro: ´´Acidentes sempre vem em três´´. Profunda sabedoria, sem computador algum.

No mais, o A320 prefixo PR-MBK sinistrado estava´pinado´ no jargão dos aeronautas ou seja, voando com o reversor da turbina lacrado, procedimento considerado normal pela montadora multinacional com sede francesa, mas, especulando, bem que fez falta.

E tem mais: o apelido de Congonhas entre pilotos é de PORTA-AVIÕES: Fica bem alto acima do nível do ´´chão´´, a Pista é bem curta, quando chove o Deck fica escorragadio e é rodeado por um MAR de prédinhos, casas apertadas sem recuo, gente e tráfego urbano pesado, impensáveis em sua inauguração, fruto da falta de planejamento de décadas.

Como informação sempre é bom, confira as diferenças de uma, das mais de 140.000 peças de um monstrão desses, dá até prá voce discutir mais o assunto REVERSOR DA TURBINA ( Thrust reverser A320 ) com seus conhecidos, confira:



REVERSOR DA TURBINA DO AIRBUS A320
A turbina V2500 feita pela IAE fica aparafusada abaixo da
linha da asa
e funciona como num secador de cabelos que desviasse o sôpro mas,
nesse design, parte do fluxo segue por trás, sem desviar pelo reversor.


CONFIRA ESTE INFOGRÁFICO NO ORIGINAL EM:
http://www.coroflot.com/public/individual_file.asp?from_url=true&portfolio
_id=592080&individual_id=117258&sort_by=1&
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Airbus A320 thrust reverser
TAM FLIGHT JJ 3054 POA CGN PLANE CRASH on 07/16/2007
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UMA CURIOSIDADE: ASSISTIDA POR MEIO MUNDO, O POUSO DE UM AVIÃO
DA JETBLUE AIRLINES, NO AEROPORTO DE LOS ANGELES, ONDE O TREM-DE-
POUSO DIANTEIRO FICOU DESALINHADO E COMPLETAMENTE FORA DO EIXO,
O EQUIPAMENTO TAMBÉM É UM AIRBUS A320, IDÊNTICO AO PR-MBK VÔO 3054 :


FAÍSCAS SAINDO DO TREM-DE-POUSO DESALINHADO NO POUSO EM
LAX DO VÔO 292 DA JETBLUE AIRLINES; ESTA EMPRESA OPERA 286
VÔOS/DD E POSSUI CÊRCA DE 81 AERONAVES DO TIPO AIRBUS A320.


AIRBUS A330: 600 deles, voando pelo planeta Terra

O A330 é bastante similar à um equipamento A320, pois comunga da mesma concepção, mas embarca o dobro de passageiros (150...x...293 assentos) e com o triplo de peso (43...x...120 Toneladas).

A diferença crucial entre ambos, reside nas suas duas turbinas CF6-80E do A330-200 bem mais potentes, concebidas pela divisão aeronáutica da General Electric.

Essa nova configuração, permite às companhias acomodar adicionalmente, mais 14 passageiros e suas respectivas bagagens à bordo, ao custo médio de U$800, são mais U$11.200 por vôo, numa ponte aérea Rio-Paris, por exemplo.

São propulsores mais econômicos, o que permite que seus imensos tanques nas asas com 60m de envergadura, sejam abastecidos com menos gasolina, tornando a operacionalização completa do custo da aeronave mais modesta, comparando ao peso total de serviço, que um avião precisa para voar em segurança.

Em tese, decolando com menos combustível, ele fica mais leve e voa bem melhor, análogo em se viajar com um automóvel com menos "bagagem" à bordo, porém com o total de passageiros, diluindo o custo pelo maior número de bilhetes vendidos no vôo, de onde advém, em suma, o lucroi das empresas de aviação.

Tanta tecnologia, e ainde temos as mesmíssimas operacionalizações das ferrovias: A venda de uma cadeira, para o seu usufruto pessoal, durante a duração do trajeto, seja para onde for...



AF 447 da Air France A330-200 F-GZCP

02 Junho 2007

OBRA: ARQUITETURA ou CONSTRUÇÃO?


A Arquitetura Religiosa constitui em todo o mundo num dos mais formidáveis ícones, estruturas terrenas concretas construídas pelo saber e mãos da humanidade, com vistas às coisas lá dos céus, já tendo sido por séculos seguidos um ofício considerado sagrado, ocupação para iniciados dentro de um longo e secreto aprendizado, base até mesmo da maçonaria (cujos ícones são ferramentas de projeto) uma vez que, por princípio e por direito, deveriam essas mesmas edificações servir ao propósito sagrado do entreato de um religamento (ou da tentativa de) com outras dimensões, comportamento mais ou menos universal, mas nem por isso aceitável em si mesmo, ato que vem do original em latim ´´religgiare´´ (religião), de nós, pequeninos e insignificantes humanos, tentando construir pontes conectadas ao grandioso, com o além, com o incomensurável, sempre numa relação de escala, aliás, como tudo que é relacionado nessa vida.

Ocorre que, em pleno epicentro da Terra Vermelha, desde que éramos curiosos estudantes na UEL, víamos nessa Catedral como um diferenciado exemplar do mais raro, horrososo, brutal, bizarro e bisonho de todos os pseudo-edifícios religiosos do planeta jamais construído, onde sentenciei à época a classificação sumária e analógica do agribusiness de, por ordem de contribuição:

1.) ´Grande Galpão Graneleiro´ e um amigo de sala preferiu contribuir com
2.) ´Indústria de Almas S/A´ e um outro, também afeito á técnica proferiu
3.) ´Estábulo Metálico, 2 Águas´, talvez esquecendo-se das 14 mansardas...

Pois este mesmo galpão, mal-travestido de pretensa igrejona, com o argumento de que tratar-se ia de ´´uma enorme tenda´´ em seu memorial descritivo (?), não se tratou, não se trata, nem nunca se tratará de edificação digna para o ato em que se imaginou concebido, uma vez que não se configura arquitetura: O que temos no ponto mais alto de Londrina, é tão somente uma construção, quer uma fé a consagre ou não.

Nesse sentido, favelas também o são, reproduzindo micro-cidadelas medievais orgânica e caóticamente intrincadas, onde só quem mora, entra, bastando conferir o fenômeno naquele país de sotaque carioca, em guerra civil desde os anos 70, figurando agora, quem diria, como detentora de um dos ícones patrimonias da recente e deslumbrada humanidade, graças à uma icônica estátua encarapitada nos gnaisses cristalinos que emergem junto ao mar, moldade em puro concreto armado na figura de um homem barbudo duzentas vezes a sua escala, uma persona já por volta de seus 33 anos, andrajos presumívelmente de época, erigida em elegante e inconfundível estilo Art Deco.

Por sorte, coragem, despeito ou talvez tão e somente vocação, estávamos lá nos acertando, apurando o faro e o foco, em nossas não tão ingênuas opiniões juvenis à respeito de determinadas coisas construídas, no melhor estilo

´´Ué, mas o rei não está nú?´´

Bem visto de perto, aos crentes, aos fiéis e aos congregados de toda ordem e mosaico, nem deveriam importarem-se tanto assim, à sua arquitetura: Dizem que, naquelas escrituras reconhecidas por sagradas, bastará levantarmos uma pedra, e estará sob ela o que tanto procura-se, o que configuraria, paradoxalmente, um desperdício danado de muito e bom dinheiro em tantas e tamanhas obras de construção (terrenos centrais incluídos em mais de 5.500 municípios brasileiros, com tantas almas desassistidas) em qualquer edifícação com vistas ao congregar religioso (qual seja a logomarca ou fonte tipográfica de sua assembléia, exibida á guisa de assinatura) ou então, oras, não foi bem isto o que as escrituras quiseram de fato nos escriturar.

Por outro lado, se as eclésias (reuniões, em latim) também devem servir à outros propósitos, digamos assim, menos celestiais, inclusive com um indulgente estacionamento e curiosa livraria terrenas que fariam os Vendilhões do Templo parecerem-se com o que de fato eram, camelôs, passou da hora de desarmarmos essa tal tenda, por semãntica, improvisada já quê, não somente não habitamos os grandes desertos já quê, por mais que eu tente admirá-la, não consigo sentir algo por alí, seja lá quem ou como ou que de sexo ou matéria o que eu quero sentir, for.

Talvez me falte tão e somente fé ? Frei Galvão, elevado recentemente categoria de arquiteto benemérito pelo IAB de São Paulo, deve estar envergonhado em algum lugar por aí, considerando que o limbo foi desautorizado pelo Sacro Estado do Vaticano, semana dessas.

Me desculpem os distraídos ou excessivamente crédulos, mas... se quisermos MESMO sentir a ´´centelha do especial´´ numa arquitetura consagrada, teremos que adentrar uma Catedral da Sé em São Paulo (Nave-mãe da nossa cria condenada à morte na infância) ou mesmo no Santuário de Schohenstatt, quiçá na singela Capelinha de Madeira da UEL ou em qualquer igrejinha perdida dentro de muitas das cidades do Norte deste Paraná, como tão ricamente bem documentou a Folha de Londrina em matéria do último domingo, 08/JUL/2007.

Se o bolso permitir, sugiro Chartres, Saint Paul, Duomo, Burgess, Rheims, a lista é interminável, prá não lembrarmos que até mesmo catedrais esculpidas no gelo, na pura água congelada pelos séculos, seculorum, conseguem mais e melhor efeito, pôsto o que são e prá que servem.

Mau gosto, despropósito, erro histórico, estupidez, falta de tato, deslumbramento, burrice, distração, desrespeito com o passado, vacilo.

Seja lá o que for, essa pretensa Catedral de Londrina (que ficaria o máximo se isolada no meio de um pasto no alto de uma colina rural para interessantes missas campais e casamentos ao ar livre, já que sua engenharia permite uma mudança de CEP, sem descaracterizá-la) configura uma, de nossas várias micro-parcelas duma crescente vergonha nacional, cegos de tanto revê-la, restando-nos sentar no divã de nossas existências (ou num ´´demodée´´ Confessionário) e percebermos que nada, como uma boa e velha dinamite suíssa do Sr. Alfred Nobel (sinônimo de honrosa distinção), no honrarmos de nossas existências nessa Terra com algo minimamente digno aos Céus, onde uma única janela em cúpula engastada nas aberturas laterais do antigo edifício néo-gótico alemão -miseravelmente demolido- carregava mais arte, cultura, design, trabalho e alma, enfim, ensejava a verdadeira arquitetura, do que o quarteirão inteiro desse indescritivelmente chucro galpão metálico, só faltando uma logomarca em neón da Bunge, Novartis ou Aventis, tão multinacionais quanto a matriz de suas corporações, catolicismo incluído.

Se fomos mesmo capazes de tal infâmia com o perenamente belo num recente passado, então, façamos o mesmo com o transitóriamente horroroso num futuro próximo.

Ou então, que mereçamos todos nossas incompetências, já que também poderemos ser re-conhecidos mundialmente como uma capital donde o insólito também prospera, dada a multiplicidade de estranhamentos recorrentes dos quais estamos todos sendo sujeitos ultimamente, vide arborização destruída, descontrôle populacional entre os pobres, loteamentos à esmo, placas infindáveis, trânsito descortês, ínfimos riachos morrendo, falta de lazer aos necessitados e, pasmem, arte grande sem nem patrocínios parciais, numa terra generosa que se construiu -e bem- de dentro de uma floresta antes intransponível.

Foram-se os áureos tempos de domarmos a Natureza aos nosso princípios: Século novo à frente, já mais que passou da hora, em domarmos a única e verdadeira besta ainda descontrolada:

Nós mesmos.

06 Maio 2007

DEMISSÃO: MOMENTO CHAVE ?

Ano novo, vida nova ! Mas... já estamos em MAIO !
Quase metade do ano ! Sim, e eis que recebi uma, de
minhas ( em média ) 4 demissões ao ano. Exatamente:

Trabalhar com autonomía, requer, segundo minha
própria experiência, Coração de Aço onde circulará
Sangue de Tungstênio líquido... Requer experiência.

Então, se voce, tolinho, é daqueles que SONHA em
cozinhar seu chefe em óleo quente, SUSPIRA em
ver seu Gerente atropelado por um Scania-Vabis ou
tem um ORGASMO com o Patrão perdendo algo...

Saiba que trabalhar para vários clientes, significa,
AO FINAL DOS TRABALHOS, várias demissões,
está bem, conheço MUITA GENTE que iria, sim,
prefirir 4 demissões ao ano, do que... voce sabe.

Foi bem rápido essa, apesar de alguma bizarría,
de todo implícita. Prá começar, todo o crime tem
um motivo. Então, vamos às acusações, portanto:

1.) ``...É QUE ESTÃO CORTANDO CUSTOS´´.
Interessante. Eu tenho uma empresa também
e, quando preciso cortar custos (pois eu quero
supor que, se estou tendo gastos, tenho que
ter uma boa administração, quer eu seja uma
VW ou o Açougue do Zé lá em Quatiguá ) eu
vou planejar, antes de mais nada. as opções
bem mais legais, sem mexer no time, que é
a de ganhar mais dinheiro. RH, estratégico,
como é o caso de Docentes ? Muito melhor
é passar o facão no comando, por motivos,
óbvios: É na trincheira que a batalha ocorre.

2.) ``...ESTÁ SEM DAR AULAS PRÁTICAS´´.
Interessante, em dobro ! Eu tenho uma vaga
idéia das coisas desse mundo, mas, tanto em
Arquitetura, como na Publicidade, no Design,
na Fotografia ou na Administração de qualquer
tipo de empreendimento, Canteiros de Obras
inclusos, a prática só se torna uma praxis, se
e somente se, seus operadores souberem o
quê, prá quê, aonde, quando e principalmente
do POR QUÊ conceberem algo com propósito,
caso contrário, é uma Farsa. Ou uma Tragédia.

Tudo bem que, neste 2MIL&7, eu tenha só 02
aulas por noite, nos 2 últimos horários de uma
5a. Feira, de uma matéria chamada de Comércio
On-Line, 80% Teoria, 20% Prática. E, claro, ainda
vem a deixa: ´´Precisamos ter mais visibilidade e
seu trabalho não nos tem dado isto, entenda...´´

3.) ``...NÃO FEZ NOSSA REVISTA ELETRÔNICA´´.
Essa é das MAIS interessantes ! Revistas, QUALQUER
revista, prá voce começar a NÚMERO ZERO, salvo se
o seu planeta seja exo-galáxia, faça-me o bom, útil e
inteligente favor de reservar DINHEIRO. Coisa aí de
uns R$ 10.000,00 (Dez Mil) a edição. Ah, mas calma!
Estamos num MUNDO DIGITAL! Não temos mais os
custos de IMPRESSÃO, meu caro ! Sei, sei. Mas, só
prá eu entender... Quem vai redigir ? Quem vai, só
prá eu entender... Quem vai fotografar ? Quem, só
prá eu entender... Quem vai diuagramar ? Quem, só
prá eu entender... Quem vai corrigir ? Quem vai, só
prá eu entender... Atualizar o próximo N° e quando ?

Ah, como sou bobinho... É só prá fazermos uma, né ?
Depois as outras pegam no tranco, como um chevette...

4.) ``... E NÃO VEIO NA SEMANA DE EVENTOS´´.
Interessante ao CUBO. A semana de eventos, é uma
interrupção no Calendário Escolar, uma vez que o
terreno da casa é cedido para uma feira por 7 dias.
O fato de eu estar imobilizado num par de Muletas
Canadenses ( umas que encaixam no ante-braço )
sob proteção da lei e da medicina ( vulgarmente
conhecido por Atestado ), evidentemente que tudo
não passa de detalhes. Mas, quem vai, PASMEM...
assistem fitinhas bacanas: ``Quem Mexeu no Meu
Queijo?´, uma estimulante ação Recursos Humanos!

Tudo bem que interrompam uma ação de ensino,
em pleno desenvolvimento do Calendário... Tudo
bem que demitam uma bibliotecária, pois tinham
lá os seus mostivos e não contratam alguém à sua
altura, no núcleo estratégico de uma casa assim,
tudo bem que retirem nosso Painel para Artes do
meio da casa, para decorar á guisa de biombo a
sala de um coordenador, ´´é só por uns dias,
professor´´, me alertaram... Tudo bem que, em
6 meses planejando a BIENAL DE SP, onde ao
menos conseguimos a van da casa... viajemos
340km prá chgar na casa e ouvir ´´mas profes-
sor, NÃO te avisaram que cancelamos a viagem?´´,
tudo bem que aulas de Fotografia não tenham
o, PRÁ QUÊ, laboratório de fotografia, mas que
coisa chata, não é tudo digital, oras... Pois uma
casa que entregou sua estratégia de marketing à
moleques que sabem mexer no PC e, com seus
resultados de ZERO INSCRIÇÕES no Vestibular...

Nada mal, meus caros, de fato, n-a-d-a mal.

Lá na minha rua, chamam isto de COERÊNCIA.

15 Março 2007

: : PAINTBALL:GUERRA É GUERRA!



ARENA DE PAINTBALL
, VERÃO DE 2MIL&7: FORMAMOS
MEIO SEM PENSARMOS 2 EQUIPES, 6 DE CADA LADO,
´´ELES´´, NA MALÍCIA E NA RAPIDEZ, ESCOLHERAM OS
COLETES PROTETORES PRETOS, UM APENDICE NA
VIRILHA, FEITO DO MESMO MATERIAL DO COLETE,
GERAVA PERGUNTAS QUE NÃO FORAM FEITAS ALÍ, DO
TIPO ´´POR QUE ESSA $%¨&#!? DESCE ATÉ O SACO ?´´

NOS EQUIPAMOS COM OS COLETES QUE SOBRARAM
NOS BALCÕES, NO CASO, OS VERMELHOS, TÃO VISÍVEIS,
COMO MOÇINHAS SUBINDO ESCADAS EM MINI-SAIAS SEM
CALCINHAS, AJUSTAVAMOS OS EPI´S MEIO ACABRUNHADOS.

COMO SE SOUBÉSSEMOS DE ANTEMÂO QUE ESTÁVAMOS
ENTRANDO NAQUELA BATALHA COMO CARNE DE CANHÃO,
CINTILANTES COMO PLUTÕNIO NO BREU, DEVIDO AQUELA
INDISCRETA TONALIDADE BERRANTE NO MEIO DA ARENA...

O INSTRUTOR, JUIZ, OLHEIRO E ADIDO MILITAR NOS DÁ
OS ÚLTIMOS ESPÔRROS, DE COMO DESTRAVAR NUM
BOTÃO A METRALHADORA, MUNIDA COM 25 BALAS DE
TONS BERRANTES, RÍGIDAS E PLÁSTICAS COMO AQUELES
CHICLETES CHINESES DE BLISTERS EM LINHA, PROPELIDAS
À MAIS DE 100 KM/h POR GÁS CARBÔNICO, ESTE, RECÉM
CARREGADO, COMO NUM CILINDRO DE MERGULHADORES,
ACOPLADO NA ARMA À GUISA DE EMPUNHADURA METÁLICA.

O ADIDO MILITAR NOS ENXOTA PARA UM CANTO ( PRÁ MEU
DESASSOSSÊGO, O MAIS ILUMINADO, AINDA QUE FOSSEM
CINCO DA TARDE NO HORÁRIO DE VERÃO
), NOSSOS ONTEM
SEMI-CONHECIDOS-DE-VISTA E HOJE, OS CIRCUNSTANCIAIS
INIMIGOS, SE DESLOCAM EM DIREÇÃO OPOSTA, COMO SE
PROTEGIDOS PELA SEMI-ESCURIDÃO DE UM SALÃO COM
PARCAS LUZES INCANDESCENTES, PROPOSITALMENTE
FRACAS, VÍ-OS COMO SE DESAPARECENDO NA BRUMA OS
MALDITOS, EM SEUS COLETES PRETOS CAMUFLANDO-OS...

NOS ALINHAMOS NO FUNDO DO SALÃO AGUARDANDO
A VOZ DE COMANDO: NÃO ERAMOS MAIS OS HUMANOS
PACATOS, POR VEZES SERVÍS, GENTÍS E/OU CIDADÃOS,
QUE ESTÁVAMOS HABITUADOS A SER, A VIVER, A CRIAR.

ERAMOS HOMENS NUMA MISSÃO: ATACAR. NINGUÉM
TREINARA NADA ANTES. NINGUÉM FEZ TIRO-DE-GUERRA,
EXÉRCITO, MARINHA, AERONÁUTICA, ESCOTISMO, B.G...

APESAR DE EU TER IDO Á QUITAÚNA EM OSASCO PELO
TREM DE SUBÚRBIUO ´´...QUANDO O BRASILEIRO FOR
COMPLETAR 18 ANOS
´´, PELADO NUM FRIO DO CARALHO,
INVERNO PAULISTANO, JUNTO COM MAIS UNS 600 CARAS,
TERBLINKA E SOBIBOR PERDERIAM, DADA A INUTILIDADE.

TRATEI DE FICAR VESGO ATÉ ME DAR DOR DE CABEÇA,
UM MÉDICO VEIO, ME OLHOU NOS OLHOS, ME FEZ VIRAR,
MANDOU ABAIXAR-ME DE UMA FORMA MEIO ESQUISITA,
FIZERAM ISSO COM OS 600 CARAS, UM PESADÊLO VIVO.

SEM PENSAR, RASCUNHOU UM ´´B-2´´ NUMA ETIQUETA
NO MEU PESCOÇO, UM CARA ATRÁS, AMIGO, DISSE-ME
BAIXINHO AO SABÊ-LO ´´ÊI, CARA, LEVOU O BOI NESSA´´,
NO PECOÇO DELE, LÍ DE LONGE UM GARRAFAL ´´A-1´´...

SABÍAMOS O QUE NOS AGUARDAVA. ERA COMO SE JÁ
TVÉSSEMOS FEITO ISSO ANTES UM MILHÃO DE VEZES.

O QUÊ NOS MUDA? O QUE NOS CONFORMA E NOS EXCITA ?
O CAPACETE? A ARMA? A EQUIPE? O COLETE VERMELHO ?
A ARENA ? O INIMIGO ? O ADIDO MILITAR ? O EQUIPAMENTO?

NADA NOS MUDA !

SOMOS ASSIM, NASCEMOS ASSIM, COM ESSA FÔRMA, TEMOS
7~8 MILHÕES DE ANOS DE EVOLUÇÃO FERVILHANDO EM UMA
HÉLICE DUPLA DE DNA, RODANDO, GIRANDO, REVOLUCIONANDO.

COMO ENORMES PÁS DE UM CATA-VENTO EÓLICO, MOVIDOS
PELA HISTÓRIA DA MORTE, UMA ALMA ANTIGA, O CROCODILO
ANCESTRAL DENTRO DO HIPOTÁLAMO ROSNA, ESPREITA-SE,
SE RESIGNA DE/COM SUA NATUREZA INCOMUM E COMEÇA DE
SÚBITO À CO-OPERAR NUM NOBRE OFÍCIO: CAÇAR. MATAR.

ALGO OCORREU LÁ NO INIMIGO... OUVIMOS ALGUÉM GRITAR
UM ´´PÉRAÍ!!!´´, VINDO DAQUELAS BRUMAS ENTRICHEIRADAS
POR DETRÁS DE SACARIAS, MONTES DE FENO, CASAMATAS
FEITAS DE MADEIRIT E MDF, TAMBORES CAÍDOS POR ENTRE
BARRIS DE PETRÓLEO PROTEGIDOS POR SACOS DE AREIA,
DENTRO DE UM SALÃOZÃO OBSCURO DE 38 POR 14
METROS .

OLHEI PARA OS MEUS IGUAIS. POR UMA CIRCUNSTÂNCIA,
ERA A MINHA EQUIPE. A MINHA TROPA. EU ESTAVA COM
ELES E ELES, COMIGO. TÍNHAMOS O MESMO OBJETIVO,
MESMO SENDO TODOS APARENTES DESCONHECIDOS.

UM ENCONTRO NUMA ANTIQUADA, MAS AINDA EFICIENTE
MATILHA. DOIS DELES, NEM SEQUER FUI APRESENTADO,
RESOLVI JUNTÁ-LOS, GRITEI ALGO COMO, ´`ESCUTAQUI,
TEM ALGUM JEITO DE SE CHEGAR LÁ NA BANDEIRA DOS
CARAS, COMO É QUE NÒS VAMOS FAZER ESSE ASSALTO
?´´

TODOS FALARAM AO MESMO TEMPO, A DIVERSÃO
PODE ENTÃO COMEÇAR. PROPOMOS UMAS DEZ OU
DOZE TÁTICAS, ERAM PLANOS ESCONDIDOS PELOS
CONFINS DA MEMÓRIA, CENTENAS DE ESCONDES-
ESCONDES, BEIJOS FURTIVOS NA GATINHA DA RUA,
JANELA QUEBRADAS BEM-ESCONDIDAS, JOELHOS
TRI-ESFOLADOS, BRAÇOS QUEBRADOS, TOMBOS DE
SKATE QUANDO EXISTIAM MARCAS COMO HANG TEN,
CADDILAC WHEELS, SANTANNA, MOJAVE, FRISCO
, EM
DÚZIAS DE ESCORIAÇÕES GENERALIZADAS DESCENDO
A PRAÇA DO POR DO SOL EM CARRINHOS DE ROLIMÂ
( ROLLEMANN...) DESTROÇANDO CARNE PELO ASFALTO
RUGOSO AO PULAR UMA RAMPA DE AÇO ( COLOCADA
ESTRATÉGICAMENTE EM CIMA DA TRINCHEIRA MANDADA
CAVAR PELOS MORADORES, EMPUTECIDÍSSIMOS COM
A SÚBITA HIERARQUIZAÇÂO DA ANTES TRANQUILA RUA
DE CLASSE MÉDIA ALTA
) EM ACLIVE PARA CORAJOSOS
NO ALTO DE PINHEIROS, LUGAR BOM DE SE NAMORAR
DENTRO DO CARRO, ´DESDE QUE ARMADO´ OUVI UM DIA
DE UM FUINHA BEM BUNDA-MOLE FILHO DE UM DELEGADO.

SEM NOTARMOS, FOMOS EQUACIONANDO AQUELA BAGAÇA.

O ADIDO MILITAR GRITOU E NOS ATRACAMOS EM MERGULHOS,
COMO ANIMAIS DE RAPINA, SORRATEIROS, SILENCIOSOS, NOSSO
DOIS OLHOS PARALELOS CHECANDO DISTANCIAS, COMPUTANDO
COMO FAZEM OS FELINOS, SOMOS O TOPO DA CADEIA ALIMENTAR,
NOSSOS CORPOS EQUIPADOS COM O DESIGN DE IRMOS ADIANTE,
AVANÇAR, CHECAR, INVESTIGAR, INSPECIONAR, COMPARAR, VER,
LEMBRAR, BUSCAR, REGISTRAR, DUVIDAR, ACREDITAR, AGIR !

AVANÇAMOS RENTES AO SOLO, QUANDO DEI POR MIM, ESTAVA
COM MINHA METRALHADORA APONTADA PARA A CABEÇA DE
UM INIMIGO DISTANTE, EU O VENDO E ELE SEM ME VER, COÇEI
A MÃO NO GATILHO E ARRISQUEI UM DISPARO, À MAIS DE 30m.

NÂO SEI SE VÍ, MAS ACHO QUE A BALA FEZ UMA CURVATURA
MUITO SEM GRAÇA, E, PRÁ MINHA SURPRESA, O BLISTER DE
TINTA PINK EXPLODIU NA TESTA DE UM INIMIGO, QUE NO ATO
LEVANTOU AS MÃOS E GRITOU ´´NEUTRO!´´, CONFORME FOI
COMBINADO E NOS ENSINADO MOMENTOS ANTES. DECIDI NÃO
AVANÇAR. COMO UM ´´SNIPPER´´, VÍ-ME ENCARAPITADO POR
ENTRE OS SINOS DESTRUÍDOS DE UM CAMPANÁRIO EUROPEU,
ONDE CADA DISPARO ERA UM INIMIGO PELO CHÂO, FORA DE
COMBATE ( de fato, atingido, deve-se sair, alguém o limpa da tinta
na viseira do rosto prá poder enxergar e voce ressucita em seguida
).

BELISQUEI MAIS UM TIRO: NO PEITO. COMECEI A ME ACHAR.

QUANDO DEI POR MIM, UM MEMBRO DA MINHA EQUIPE URRAVA
AOS PULOS, AGARRANDO NA MÃO SEM A ARMA O PRECIOSO
OBJETIVO FINAL: UMA BANDEIROLA MEQUETREFE, MUITO MAIS
PARECIDA COM UM RELES PANO DE CHÃO ENTUCHADO NUMA
VARA DE PLÁSTICO, PARA A GRITARIA COLETIVA NOSSA E SILÊNCIO
´´DELES´´... AGORA, OLHANDO-NOS DE SOSLAIO, TALVEZ TRAMANDO...

DE REPENTE, PERCEBEMOS SEM NOTAR QUAL ERA A ÚNICA
FORMA DE VENCER, TÁTICAMENTE: UM BRIEFFING, ANTES DE
CADA UM DOS ASSALTOS: AGORA, COM RECEIOS DE ELES JÁ
SABEREM DE NOSSO MÉTODOS, DECIDIMOS AVANÇAR DE DOIS
EM DOIS UM COBRINDO O OUTRO: YÁZZ! BANDEIRA NAS MÃOS!

A COISA ESTAVA FICANDO MEIO ESQUISITA. SÃO 25 TIROS POR
CARGA DE METRALHADORA/HOMEM. EM DOIS DOS ASSALTOS,
TERMINEI UM DELES COM 19 BALAS E UM OUTRO? 15 BALAS!!!

SE ESTÁVAMOS GANHANDO ( e já estávamos em 4 assaltos X 0 )
E AINDA CONTAVA AS BALAS, ERA POR QUE O NEGÓCIO ERA
ESSE: NADA DE RAJADAS À ESMO, ERA MIRAR E DERRUBAR.

UMA BALA.

UM ALVO.

INVICTOS.

AGORA, A DERRADEIRA.

ERA UM TUDO-OU-NADA. ACHAMOS QUE ELES VIRIAM PRÁ CIMA,
FEITO LOUCOS, POIS SEUS ROSTOS ESTAVAM ROSNANTES, VÍ
OS INIMIGOS DE PERTO E O ODOR DELES ERA DE VINGANÇA...

NO BRIEFFING, SUGERI UMA OPERAÇÃO QUE DENOMINEI (POR
FALTA DE CRIATIVIDADE
) NO ATO DE ´´BOI-DE-PIRANHA´´. O TÍ-
TULO JÀ DIZ QUASE TUDO MAS NÃO HOUVERAM VOLUNTÁRIOS
BOVINOS PARA O INIMIGO VORAZ. ELES ESTAVAM BEM PUTOS.

COMO A CRÍA ERA MINHA... ENTÃO FOMOS COMO PLANEJADO,
( O TÍTULO VIRÍA A MOSTRAR O PODER DESSES BATISMOS... ),
APONTEI PRÁ MIM MESMO, ELES BALANÇARAM AS CABEÇAS.

O ADIDO DEU A ORDEM DE ATAQUE, NUM RAIO, SAÍ DISPARADO
COM A ARMA EM PUNHO, DESABALADA CARREIRA, SEM AVISO,
CARPINDO EM PULOS PELOS MUITOS OBSTÁCULOS PELO EIXO
CENTRAL DA ARENA ´´INDOOR´´ ( lembre-se: eram sacarias, latões,
feno no chão, barris, casinhas de madeirit, areia, pouca luz, milhares
de blisters de tintas explodidas como munição morta, colorindo tudo
).

30 METROS, EM LINHA RETA, ATIRANDO FEITO UM ALUCINADO.

FUI LIMPANDO O TERRENO, O INIMIGO NÃO ENTENDEU PORRA
NENHUMA, PUDE VER O OPONENTE NOS OLHOS, ESBUGALHADOS
ATRÁS DA VISEIRA DO CAPACETE PROTETOR, COMO SE DIZENDO
´´MAS QUE %$# É ESSA???´´, AS BALAS? 22, 17, 12, 09, 06, 04...

SÚBITO, AINDA SOZINHO, JÁ NO FINAL DO ´´SPRINT´´, ALGO ME
ACONTECEU, QUE NÃO CONSIGO PRECISAR MUITO EXATAMENTE.

COMO NA COXA DE UM ESPANTALHO ( SOMENTE COM UNS CAPINS
POR DENTRO DA CALÇA JEANS ), MINHA PERNA DIREITA ABRIU PARA
O MESMO LADO, NUM MOVIMENTO DE BONECO, ESCORREGANDO
SEM CONTROLE PELA PALHADA SECA, QUE FICA OLEOSA POR
CAUSA DA TINTA GOUACHE DAS BALAS JÁ EXPLODIDAS POR TUDO.

CAÍ ESPETACULARMENTE NA FRENTE DO PELOTÃO INIMIGO E,
COMO UM PATINHO NUMA LAGOA RASA, FUI FUZILADO COM MAIS
DE 40 DISPAROS, UMA CAMERA REGISTROU TUDO, GRAÇAS À
UM CINEGRAFISTA DE CONFLITOS ARMADOS, NO CASO, A PAUTA
DO PROGRAMA ´´FUI´´ DA MESMA TV À CABO ONDE ANCORO O
´´HABITAT´´, NAQUELE, CONVIDADO COMO MERA FIGURAÇÃO.

EXCITADOS COM MEU MASSACRE, O INIMIGO NÃO PERCEBEU
QUE EU ERA, DE FATO, O BOI E ELES, AS PIRANHAS, MINHA
EQUIPE AVANÇOU EM DOIS FLANCOS COMO QUE INVISÍVEL
E TOMOU A BANDEIRA DELES MAIS UMA VEZ E VENCEMOS
INVICTOS, EU,
SOB EFEITO DE ADRENALINA AINDA JORRANDO,
A TIBIEZA DO CROMOSSO ´´XY´´ NA FRENTE DA MATILHA URROU
MAIS ALTO E RESISTI COMO BOM SOLDADO, APESAR DE ESTAR
MORTALMENTE FERIDO, AINDA VIVO, ERAMOS SEIS, IGUAIS E
ELES, IDEM, PORÉM, TODOS MORTOS-VIVOS E HUMILHADOS.

JÁ SENTIRA O JORRO DA ADRENALINA ANTES, QUE NA GÍRIA EM
ALGUMAS TRIBOS DIZ-SE ´`DRENADO`` ( ADRENALINADO ), NUM
VÕO DUPLO DE ASA ASA DELTA ( já voei, durante uma aventura em
primeira pessoa pruma tal de ´´revista jovem´´, pulando lá de Atibaia,
já extinta... refiro-me a revista Wanted e não a cidade..bom, não sei...
),
MAS A SENSAÇÂO DE VITÓRIA COLETIVA É MESMO UM ORGASMO,
MAS, DIFERENTE DESTE, NÃO HÁ A RESOLUÇÂO, PARECE-SE
COM O TAL PLATÔ FEMININO, A EXCITAÇÂO PERDURANDO-SE...

NÃO SENTI NADA NA HORA, EXCETO UMA FACADA PROFUNDA.

INCHOU COMO UMA BOLONA DE BOLICHE. DIRIGI PRÁ CASA
ACELERANDO COM UM CABO DE VASSOURA. MANHÃ SEGUINTE,
CLAUDICANDO NO HOSPITAL ORTOPÉDICO, O MÉDICO ORDENA
À SENHORA ENFERMEIRA UMA PUNÇÃO, ONDE ELA CRAVA
UMA AGULHA VETERINÁRIA DE POLPUDAS DIMENSÕES AFRO-
PORNOGRÁFICAS NA TAL BOLA ESTUFADA E SANGRO QUAL
UM PORCO GORDO, O SUFICIENTE PARA ENCHER UMA LATINHA
DE CERVEJA, MOMENTOS ANTES, O ORTOPEDISTA TORCEU
PARA SAIR SÓ LINFA OU SORO, O QUE SERIA SINAL CLARO
NO EVITARMOS DE UMA ARTROSCOPIA, JÁ AGENDADA PARA
O MES DE ABRIL, O EMBATE DEVE IR AO AR DAQUI A ALGUNS
NA T.V. FECHADA, JÁ VÍ A PRÉVIA NA ILHA DE EDIÇÃO: PEDI
PRÁ CORTAR O BIZARRO MOVIMENTO DA PERNA, NEGARAM...

LEMBREI-ME DA POLÍCIA MILITAR, ADENTRANDO BECOS:
AUTORIZO-OS HOJE ? NÃO SEI. FELIZMENTE... SÓ DÓI, E
BASTANTE, QUANDO EU INSPIRO PROFUNDAMENTE, O
O QUE PODE ENSEJAR SÁDICOS E OS QUE ME ODEIAM
EM FAZÊ-LOS SORRIR, O QUE JÁ ME CONSOLA, POIS SÓ
UNS DOIS CARAS RECALCADOS EXERCITAM-SE NISTO.

DIAGNÓSTICO FINAL: CONCUSSÃO MECÂNICA NA CABEÇA
DA TÍBIA, FICA UMA CASCA RÍGIDA POR FORA COMO NUM
OVO, MAS A MEDULA SE LIQUEFAZ COMO UMA GELATINA.

HOMENS QUE CRUZO POR AÍ, ME PERGUNTAM: ´´FootBall?´´

EIS O QUE TENHO ESCUTADO, VINDO DE LÁBIOS MUITO MAIS
SORRIDENTES, SÃO DEZ, ENTRE CADA DEZ INTERLOCUTORAS,
APÓS O EVENTO QUE DEVE CONFIGURAR-ME AÍ, POR MESES:

´´-UAU! VOCE FICA SUPER-CHARMOSO COM BENGALA...´´
ESSAS MULHERES... ! ... ;)

CS-C
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