5 de out de 2009

DÁ-LHE, RUBENS!

"
Eu estava pedalando na minha mountain bike HARO ESCAPE modelo FUSION, quando quis achar que a rota, pesada e feita em três árduas horas através de fundos-de-vale e downhills assassinos, estava por demais silenciosa e sem os moradores ou transeuntes habituais, dos tranquilos domingos das manhãs...

( Note como dizer algo como "
pedalando na minha mountain bike HARO ESCAPE modelo FUSION", soa, não somente pedante, como também importantinho, tipo assim, eu, sendo alguma merda melhor, além da meia humanindade que tem magrelas que fazem o mesmo: Usam teu corpo como propulsor, prá te levar de "A" à "B", passando por "C", com segurança e economia, se voce a ter por veículo e com divertimento e tranquilidade, se voce usar como lazer).


Quando cheguei em casa, moído e semi-destroçado, por volta da 1:00h da tarde, a Lisi me deu a notícia:

"Voce viu ? O Senna bateu forte.."

Fui prá frente da TV e ví um replay, replayado "n" vezes.

Gelou meu sangue.

Não sou médico nem trabalho em Resgates, mas não preciso de muito monitoramento, prá entender que ele se fora, prá sempre.

Almocei conversando em um silencio não-consentido, distante.

Depois, saí à pé, como se pensando na vida.

Realmente, o cara trazia algum tipo de alegria.

Voltei e a morte dele estava confirmada.

A arena moderna imolou nosso Gladiador Predileto, reclamado pelos impiedosos Deuses da Velocidade.

(com perdão do infame trocadilho...)

(PAUSA)

Já não acompanhava de tão perto as lutas, aparentemente ferozes, das escuderias e homens movidos à milhões de dólares no apropriadamente batizado de "circo" da Formula 1.

Talvez, por ter canalizado a emoção para outras coisas mais importantes, como minha futura mulher e palnejar a vida conjunta, tendo em vista uma família.

No mais, CANSEI de falar, pra quem quisesse me ouvir, que eu pegava um ônibus em SP prô trabalho em um Banco Alemão, nos idos de pré 1980, cujo cobrador era sósia do Ayrton Senna da Silva, orelhas de abano incluídas.

Não raro, ouvia de mulheres suspirantes, frases entre eróticas e existenciais, em relação ao piloto brasileiro, sem elas perceberem ( ou percebendo, como sou tolinho...) que, para o que elas gemiam de fato, não era o cara em sí, mas o que ele representava.

Dinheiro graúdo, incluidos, pois, sabe como é, do jeito que andam educando o grosso dessas mulheres superficiais, não dá prá se esperar muito delas...

Do que dizer então, dos homens e suas, digamos assim, "sensações"...

(PAUSA)

Rubens Barrichello, fazendo bonito.

Até champagne espoucou!

O cara está lá, nas cabeças, do seu jeito e ao seu modo.

E tenho que ouvir infantilidades de "fãs" da F-1, na verdade, viúvas inconsoláveis e ramelentas do da Silva, mídias impressa e eletronica, incluídas:

Não ví, nem lí ou ouví, NADA proporcional ao feito, em rádio, tv ou jornais.

O Brasil, sempre se merecendo e se repetindo, outra vez.

Dá-lhe, Sr. Rubens!


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Capriche. Não curto Anônimos, mas costumo perdoar os Covardes. (Às vezes, me sinto covarde, então...)